Rios de Encontro ganha premio mundial e vai a New York em 2015

Jornal Tocantins (set 2014)

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Vamos sensibilizar Santa Catarina sobre as ameaças a Amazônia

Évany Valente das Latinhas de Quintal vai visitar o sul do país pela primeira vez para apresentar músicas do CD Amazônia Nossa Terra e oferecer uma oficina sobre a relação entre percussão e educação dialógica.

Évany Valente vai visitar o sul do pais pela primeira vez para apresentar apresentar músicas do CD Amazônia Nossa Terra e oferecer uma oficina sobre a relação entre percussão e educação dialógica.

O departamento de Pedagogia da Universidade Estadual de Santa Catarina (UDESC) realiza o III Colóquio Paulo Freire, 2014, sobre a ‘Relevância da Pedagogia de Paulo Freire na Historia e na Educação no Tempo Presente’, e convidou Rios de Encontro participar no principal mesa redonda (no dia 03) e oferecer três oficinas sobre artes pela transformação cultural. Na noite do dia 02, AfroMundi vai apresentar o solo ‘Raízes e Antenas II’ diante um público nacional.

O convite destaca a oficina do Dan Baron ‘Alfabetização Cultural: cultivando pedagogias artísticas por comunidades sustentáveis‘, a oficina da Camylla Alves: ‘Cultivando o coletivo através do corpo-dançante’, e a oficina da Évany Valente e Manoela Souza: ‘Cultivando a escuta através de dialogo percussivo e ritmos amazônicos’. As jovens arteducadoras Camylla e Évany oferecerão oficinas para participantes adultos, destacando a dimensão amazônica para sensibilizar o sul sobre a grande ameaça ao equilíbrio ecosocial acontecendo em Marabá.

A apresentação pela Camylla do espetáculo Raízes e Antenas II fortalecerá as propostas principais do Rios de Encontro: a importância de reenraizar a educação na cultura popular, e de valorizar jovens como lideranças comunitárias e co-educadores e co-pesquisadores na educação formal.

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Camylla leva cuidado ambiental ao palco nacional de dança contemporânea em Belém

'Raizes e Antenas' afirma a escuta a Mãe Terra como caminho único para sobreviver as múltiplas violências sociais e ecológicas da época atual.

‘Raizes e Antenas’ afirma a escuta a Mãe Terra como caminho único para sobreviver as múltiplas violências sociais e ecológicas da época atual.

No dia 08 de agosto, no Teatro Universitário Cláudio Barradas em Belém, Camylla Alves, dançarina da Cia AfroMundi do Projeto Rios de Encontro de Cabelo Seco, apresentou ‘Raízes e Antenas II’. O espetáculo apresentado na programação do IV Encontro Contemporâneo de Dança, foi a primeira experiência da Camylla num palco profissional e confirmou o significado nacional de sua pesquisa sobre a cultura afrodescendente e de sua qualidade artística.

Pesquisa incluiu as artes visuais para entender e presenciar memória ancestral e visceral.

Pesquisa incluiu as artes visuais para entender e presenciar memória ancestral e visceral.

A partir de sua formação em ballet clássico , Camylla vem experimentando na busca de uma linguagem capaz de narrar a busca de sua história, interrompida por séculos de violência.

A partir de sua formação em ballet clássico, Camylla vem experimentando na busca de uma linguagem capaz de narrar a busca de sua história, interrompida por séculos de violência.

‘Raízes e Antenas’ é fruta de dois anos de pesquisa que a Camylla Alves vem desenvolvendo sobre sua identidade afrocontemporânea, em parceria com colaboradores locais e internacionais. “A Camylla pesquisa como narrativas históricas se refugiam nos silêncios da pele e nos gestos do cotidiano”, explica Dan Baron, coordenador do projeto Rios de Encontro, que a acompanhou em Belém. “Sua apresentação afirma a escuta a Mae Terra como caminho único para sobreviver as múltiplas violências sociais e ecológicas da época atual e criar comunidades sustentáveis. A plateia profissional e da área se impressionou com a seriedade e profundidade de sua obra artística.”

Pesquisa incluiu a obra 'Sagração da Primavera' da Pina Bausch, homenageada e reinterpretada no espetáculo.

Pesquisa incluiu a obra Sagração da Primavera da Pina Bausch, homenageada e reinterpretada no espetáculo.

Camylla Alves fundou Cia AfroMundi: Pés no Chão em 2012, como projeto de pesquisa na bolsa que ela ganhou do projeto Rios de Encontro. Ganhando um premio em 2012 do Ministério da Cultura, Camylla convidou dançarinos e dança-educadores de Belém, Nigéria, Peru, Nova Zelandia e Rio de Janeiro para ampliar as estrategias de pesquisa e de linguagens de dança, da jovem companhia. Atuando como dançarina e dança educadora comunitária, Camila evoluiu ‘Raízes e Antenas’ em colaboração com artista plástico celta, Dan Baron, e em parceria com Lorena Melissa, Israel Neto e Carolayne Valente nas ruas de sua comunidade Cabelo Seco e nos palcos comunitarios de Joinville e Florianópolis. A obra ‘Raízes e Antenas’ foi estreada pelos quatro jovens dançarinos no Festival Beleza Amazônica em Marabá em 2013 e como um solo de 48 minutos, pela própria Camila, no palco do encontro ‘Chico Vive’, em Washington, EUA, em abril de 2014.

A crise socioecológica vem da loucura do consumismo.

A crise socioecológica vem da loucura do consumismo.

“Intitulei o solo que apresentei aqui em Belém, Raízes e Antenas II”, explica Camylla, “por que é um novo espetáculo, não uma edição do primeiro. Implicou nova pesquisa, uma nova narrativa e uma interpretação mais profunda, que realizei com Dan durante o verão. Sinto-me super realizada, claro, apresentando na capital, com iluminação sofisticada e em condições profissionais, depois de tantas horas de preparação toda semana. Mas sinto-me orgulhosa a representar todos nos de Rios de Encontro, de Cabelo Seco e da Marabá! Sei que ‘Raízes e Antenas II’ mostrou nossa inteligência e capacidade artística e vai abrir caminhos para outros!”.

A dançarina vem sofrendo três violências na narrativa da obra: sexual, emocional e ecológica. Mas a dança oferece múltiplas interpretações e a obra oferece a cada comunidade espaço para se identificar.

A dançarina vem sofrendo três violências na narrativa da obra: sexual, emocional e ecológica. Mas a dança oferece múltiplas interpretações e a obra oferece a cada comunidade espaço para se identificar.

“Cia AfroMundi de Marabá hoje virou uma referencia regional”, celebrou Waldete Brito, diretora de sua Companhia Experimental de Dança e da Escola de Dança na UFPA. “Ninguém esperava um trabalho tão serio, coerente e avançado.”. Camylla e Manoela Souza, a gestora cultural da apresentação em Belém, participaram no curso de dança contemporânea durante o final da semana, oferecido pela dançarina Luciana Caetano, de Goiás, que também elogiou a apresentação.

Sera que a beleza da sabedoria afro-amazônida é capaz de inspirar mudança de sonho?

Sera que a beleza da sabedoria afro-amazônida é capaz de inspirar mudança de sonho?

Camylla volta com novos aprendizados para integrar nas suas oficinas para a Escola Deodoro Mendonça e a comunidade Cabelo Seco.

[fotos: manoel pantoja]

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AfroMundi apresenta no IV Encontro Contemporâneo de Dança em Belém, 08 de agosto

Camylla Alves apresenta Raízes e Antenas II, no 4 Encontro Contemporâneo   de Dança (Belém 7-9 dezembro), sexta feira as 21h.

Camylla Alves apresenta Raízes e Antenas II, no 4 Encontro Contemporâneo de Dança (Belém 7-9 dezembro), sexta feira as 21h.

O Teatro Universitário Cláudio Barradas é o palco do IV Encontro Contemporâneo de Dança, que será realizado no período de 7 a 10 de agosto. Este ano, o tema é “Por Onde se Vê a Dança”. O evento é uma realização da Companhia Experimental de Dança Waldete Brito, em parceria com o Instituto de Artes do Pará (IAP). As inscrições estão abertas, ao valor de R$ 20,00 (vinte reais). Os interessados em participar devem se dirigir ao Espaço Experimental de Dança, localizado na Rua Domingos Marreiros, 1775, entre as Travessas 14  de Abril e Castelo Branco, no bairro Fátima, de segunda a sexta-feira, no horário das  16h às 20h.

O encontro tem como objetivo contribuir para o contínuo aperfeiçoamento dos intérpretes-criadores da dança paraense, que buscam novas oportunidades de experimentação e vivências no campo contemporâneo da arte cênica, além de promover o intercâmbio com artistas-pesquisadores de destaque no cenário regional e nacional. A programação do encontro  será constituída por palestras, oficina, workshop, mostra de dança, performance e apresentações de espetáculos.

O encontro contará, também, com a participação da experiente bailarina Luciana Caetano (GO), ex-integrante da Quasar Cia.de Dança, uma das melhores companhias de dança brasileira ainda em atividades; da premiada Pulsar Cia de Dança (MA), que apresentará o espetáculo de dança contemporânea “Expiação”, com direção geral do experiente Abelardo Teles e tem a coreografia assinada por Fran Mello. Este espetáculo faz parte do Projeto Turnê Nacional e recebeu o Prêmio Klaus Vianna de Dança 2014-Funarte, por encantar a todos com a força artística da dança maranhense. A Pulsar já realizou apresentações em várias capitais brasileiras, como Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ) e Belo Horizonte (MG). Também participarão os grupos locais, como Cia. Moderno de Dança, Cia. Clássica Experimental de Dança, Cia. Mirai de Dança, Ribalta Cia. de Dança, Grupo Coreográfico da Universidade Federal do Pará, Tribos Ballet teatro, Cia AfroMundi (Marabá), entre outros.

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Encerramos nosso Festival de Verão com passeio visionário

Rios de Encontro encerrou seu primeiro Festival de Verão ‘Energias de Vida’ com um passeio cultural de formação que levou 16 de seus gestores juvenis e 5 gestores adultos conhecerem as belezas da Floresta Nacional de Carajás e a verdadeira escala da mineração da Vale, na mina N4, próxima a Parauapebas. Coincidiu com a notícia que o projeto ganhou o prêmio nacional do Edital Fundo Fale Sem Medo, do Instituto Avon, que ajudará realizar partes de seu próximo semestre dedicado a Energias de Vida.

Os gestores do Rios de Encontro na entrada do Jardim Zoobotânico.

Os gestores do Rios de Encontro na entrada do Jardim Zoobotânico.

Acampamento lua cheia lançou Cine Coruja na Praia Tucunaré e integrou os coordenadores dos micro-projetos antes de iniciar os cursos de verão.

Acampamento lua cheia lançou Cine Coruja na Praia Tucunaré e integrou os coordenadores dos micro-projetos antes de iniciar os cursos de verão.

O festival iniciou com o primeiro Festival de Pipa que celebrou a inteligência plástica e conhecimento eólico dos jovens de Cabelo Seco. Logo em seguida, entre dia 07 de julho até o dia 03 de agosto, foram realizadas 120 horas de formação nos cursos de dança, rádio comunitária, inglês, francês, literatura afroamazônica e composição musical digital e 02 laboratórios de sopros e de violão, envolvendo um total de 60 participantes.

Lais Oliveira Barbosa (14 anos) busca a musicalidade de francês no curso que ela coordena.

Lais Oliveira Barbosa (14 anos) busca a musicalidade de francês no curso que ela coordena.

“Como sempre,” explicou Manoela Souza, gestora dos cursos de verão, “priorizamos nas inscrições a intimidade e a qualidade, não números e quantidade, como princípio de formação participativa e criativa, para cultivar autoconfiança e liderança comunitária. Sentimos orgulhosos que três jovens arte-educadoras de 14 a 18 anos, Camila, Evany e Laís, coordenaram seus primeiros cursos, na nossa Universidade Comunitária dos Rios (UCR). Inventaram suas próprias metodologias, com nosso acompanhamento pedagógico.”

Camila Alves (18 anos) coordena um curso de dança pela vida que oferece ballet clássico, dança contemporânea, afro-contemporânea e consciência corporal.

Camila Alves (18 anos) coordena um curso de dança pela vida que oferece ballet clássico, dança contemporânea, afro-contemporânea e consciência corporal.

O curso de dança de dez oficinas gerou novos integrantes para a companhia AfroMundi.

Camila Alves realiza um curso de dança de dez oficinas que gerou novos integrantes para sua companhia AfroMundi.

Evany Valente (15 anos) coordena a primeira de seis oficinas de sopros.

Evany Valente (15 anos) coordena a primeira de seis oficinas de sopros.

Jovens atuando como gestores e produtores culturais é uma das marcas do projeto Rios de Encontro que já comprovaram que jovens da periferia tem muito para contribuir a uma educação responsável e transformadora. Colaboradora, Professora Gabriela Silva, da escola O Globo adorou sua experiência como educadora da Literatura Afroamazônica. “Foi emocionante partilhando minha paixão com jovens tão abertos e inteligentes! Aprendi tanto dialogando com eles em sua roda.”

curso de literatura amazónica coordenado pela professora Gabriela Silva.

curso de literatura amazónica coordenado pela professora Gabriela Silva.

O curso de inglês criativo coordenado pelo Dan Baron integrou teatro, canto, alfabetização visual e massagem durante oito oficinas.

O curso de inglês criativo coordenado pelo Dan Baron integrou teatro, canto, alfabetização visual e massagem durante oito oficinas.

Os cursos encerraram com uma festa cultural comunitária na Pracinha de Cabelo Seco que compartilhou um pouco dos resultados de cada curso e laboratório, e no final da semana passada, o projeto celebrou um semestre inovador com um passeio produzido coletivamente pelos jovens coordenadores dos nove micro-projetos do Rios de Encontro. “Conhecemos a diversidade riquíssima das espécies do Jardim Zoobotânico,”, disse Dan Baron, coordenador pedagógico do projeto, “e todos ficaram fascinados pelas cavernas e trilhas da Floresta Nacional. As cachoeiras, em particular, encantaram os jovens, e todos nos ficamos marcados pela obra da Vale, na mina N4. Um milhão de toneladas por dia, criando uma cratera inimaginável! O discurso na Vale sobre cuidado ambiental no Jardim e nas trilhas logo se esvaziou.”

Antonio Soares dos Rabetos Videos estuda a obra N4 da Vale.

Antonio Soares dos Rabetos Videos estuda a obra N4 da Vale.

Percussionista Eliza das Neves, Latinhas de Quintal, fotografa a obra da Vale para compartilhar "a verdade escondida" nas suas redes sociais.

Percussionista Eliza das Neves, Latinhas de Quintal, fotografa a obra da Vale para compartilhar “a verdade escondida” nas suas redes sociais.

“Nós voltamos de nosso passeio com uma tranquilidade bem mais confiante sobre a nossa própria diversidade no projeto,”, refletiu Dan, “fruto da convivência com a natureza e das rodas divertidas de teatro e música improvisados. E logo descobrimos que havíamos ganhado nosso décimo prêmio nacional, Fale Sem Medo, do Instituto Avon (Elas – Fundo do Investimento Social, com apoio institucional da ONU Mulheres Brasil e estratégico da Secretaria de Políticas para Mulheres da Presidência da República). Na roda final, os jovens falaram sem medo mesmo! Se posicionaram lucidamente contra a devastação da Vale e buscaram formas de comunicação e organização e recursos adequadas para lidar com o crescimento e diversidade do projeto. Quem teria imaginado tanta lucidez, coragem e responsabilidade seis anos atrás?”.

Os gestores do Rios de Encontro se retratam numa caverna na Floresta Nacional de Carajás.

Os gestores do Rios de Encontro se retratam numa caverna na Floresta Nacional de Carajás.

No final de agosto, Rios de Encontro abre seu segundo semestre com a bicicletada ‘Energias da Vida’, que destacará energia solar, direitos humanos de jovens mulheres, arte educação e saúde alimentar, a partir de residências interculturais, cursos e o terceiro festival de Beleza Amazônica. Mais informações estão disponíveis com a gestora cultural Manoela Souza, (94) 9192 0171.

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Programação do Festival de Verão: faca sua inscrição já!

Os cursos do Festival de Verão ‘Energias de Vida’, contam com contribuições de arte educadoras Dan Baron, Manoela Souza, Zequinha Souza, Camila Alves e Evany Valente do Rios de Encontro, profissionais colaboradores de Marabá Andre Souza, Gabriela Silva e Kenny Araujo.

Cursos e Eventos do Festival de Verão (panfleto)

Festival da Pipa (panfleto)

Qualquer pessoa interessado pode escrever para riosdeencontro@gmail.com ou ligar para Manoela Souza, (94) 9192 0171.

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Rios de Encontro recebe prêmio nacional e abre inscrições para cursos de verão

O projeto sociocultural Rios de Encontro celebre hoje um prêmio nacional da Brazil Foundation para realizar seu novo projeto ‘Gira-Sol: Gestão de Energias Vitais’. O único projeto cultural a ser premiado do Pará e um dos 33 projetos premiados de 784 proponentes, Gira-Sol será lançado no Festival de Verão que abre inscrições para seus cursos no dia 23 de junho.

Em Belém, onde os coordenadores do projeto estão finalizando planos com parceiros na Universidade Federal do Pará e com redes internacionais para realizar uma série de consultas públicas no segundo semestre, arte educadores Dan Baron e Manoela Souza concederam uma entrevista com o JCT para explicar o motivo e oportunidades do Festival. “Este prêmio afirma o reconhecimento nacional e internacional de Rios de Encontro como um projeto de qualidade artístico-educativa e de Cabelo Seco como uma Universidade Comunitária dos Rios”, afirma Dan Baron.

Depois de seis anos de atuação cultural, Camila Alves oferece cursos de dança no festival de verão.

Depois de seis anos de atuação cultural, Camila Alves oferece cursos de dança no festival de verão.

“Escolhemos o tema ‘Energias de Vida’ para responder a três desafios eco-sociais no coração da vida de nossa comunidade e do mundo atual: gerações cada vez mais exaustas pela vida de consumo de TV e pela falta de sono causada pelo uso noturno do celular; obesidade e passividade causadas pelos vícios de fast food, refrigerante e ansiedade sobre aumento de violência; e o que nossos jovens e mestres chamam ‘a mentira verde’, a cultura totalitária da Vale e seus políticos, promovendo a hidroelétrica de Marabá através de festa popular, propaganda em cada jornal, e ameaça a deixar quem que questiona fora do mercado. O Festival de Verão quer oferecer dança comunitária, saúde alimentar e energia solar como alternativas vitais, e convida governantes e mineradoras a escutar o povo e defender seu ‘projeto verde em rodas abertas.”

Dan Baron elogiou a coragem do Ministro de Energias no Chile pela sua decisão na semana passada de vetar a construção de uma hidroelétrica em Pagadoria, para proteger a beleza da região, a sustentabilidade do meio ambiente, e a vida dos povos ribeirinhos. “Mesmo que o edital da derrocagem do Pedral do Lourenção foi anulado por motivos técnicos, políticos ou econômicos, abriu uma espaço para o povo consultar os cientistas e insistir que os políticos tomem decisões responsáveis para seus netos”.

E depois de seis anos de formação artística com as Latinhas de Quintal, arte educadora popular Evany Valente oferece cursos de sopros e percussão.

E depois de seis anos de formação artística com as Latinhas de Quintal, arte educadora popular Evany Valente oferece cursos de sopros e percussão.

Numa conversa extensa com o Grupo de Estudos em Alternativas Energéticas na UFPA-Belém, os gestores do Rios de Encontro ficaram assustados já que nem cientistas com referências continentais foram consultados antes de iniciar as obras de Belo Monte e ou anunciar licitações para construir a Hidroelétrica no Tocantins.

“Tudo que oferecemos no festival”, complementa Manoela, “vai casar formação social, cuidado ambiental e o que todos nós queremos: alegria de bem estar! Seja um mini curso de inglês, literatura, radio-jornalismo, composição musical ou artes visuais, ou uma oficina de dança, sopros, violão, percussão ou horta medicinal, as três energias que vão gerar um verão que planta vida e coragem de questionar e se posicionar!”

“Paralelamente”, encerra Dan, “vamos lançar nosso primeiro festival de pipa e programação do Cine Coruja na rua, da nossa biblioteca e nossa bicicletadas, tudo coordenado por jovens. Jovens em Marabá são inteligentíssimos, mas muitos sao condenados a morrer cedo – de uma violência que vem de políticas devastadoras, ou lentamente, de uma vida de sonhos impostos que consomem responsabilidade social, família e comunidade. Porque o mundo ‘desenvolvido’ quer largar consumismo e substituir hidroelétricas com energia eólica e solar? O festival lançará um semestre de debate e práticas sobre propostas alternativas.”

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