Festival Beleza Amazônica juvenil encerra com lançamento da bici-radio solar

Manoela, Carol e Pablo colam um minidoor fora do barracão para completar a divulgação do festival dentro da comunidade Cabelo Seco.

Manoela, Carol e Pablo colam um minidoor fora do barracão para completar a divulgação do festival dentro da comunidade Cabelo Seco.

O 3° Festival Beleza Amazônica encerrou no domingo, dia 14 de dezembro, com a bicicletada ‘Deixe o Nosso Rio Passar’ e o lançamento da ‘bici-rádio solar’. Apesar de uma madrugada de chuva forte, os jovens do projeto Rios de Encontro que idealizaram a bici-rádio conseguiram mobilizar 60 crianças, jovens e pais de Cabelo Seco para pedalar, celebrando quatro dias de debate e mostras artísticas do festival. Beleza Amazônica destacou jovens como arte educadores, produtores e protagonistas da construção de um novo mundo seguro, transparente e sustentável.

Jessica Ertel, Renato Cavalcante (UFPA) e jovens coordenadores Évany Valente, Carol Sousa e Pablo Sousa apresentam a primeira bici-radio solar no mundo, frente a instalação 'Deixa o Nosso Rio Passar' na Galeria do Povo na pracinha de Cabelo Seco.

Jessica Ertel, Renato Cavalcante (UFPA) e jovens coordenadores Évany Valente, Carol Sousa e Pablo Sousa apresentam a primeira bici-radio solar no mundo, frente a instalação ‘Deixa o Nosso Rio Passar’ na Galeria do Povo na pracinha de Cabelo Seco.

“O 1° Festival Beleza Amazônica em 2012″, explicou Carolayne Valente, jornalista social e cantora com as Latinhas de Quintal desde sua formação em 2009, “foi a celebração da identidade afrodescendente do bairro matriz de Marabá. Este primeiro festival inventou a ‘bicicletada pela vida’ em protesto contra o assassinato de Everton Sousa, amigo do projeto, e levou nossas propostas artísticas a outras comunidades populares. A bicicletada virou uma marca municipal e nacional e gerou um novo micro-projeto”.

“A marca do 2° Festival em 2013 foi nossa grande caravana artística que levou oficinas, a biblioteca familiar ‘Folhas da Vida’, músicas do CD ‘Amazônia Nossa Terra’ e ‘Raízes e Antenas’, primeiro espetáculo da Cia de Dança, AfroMundi, aos cantos mais esquecidos, excluídos e violentados do próprio bairro de Cabelo Seco, e a Universidade Federal em Marabá, o município de Nova Ipixúna e o Shopping Marabá.”

“A marca deste 3° Festival,” continua Carolayne, “é nos jovens como arte-educadores e pesquisadores culturais, coordenadores dos nove micro-projetos do Rios de Encontro. Apresentamos as frutas de nosso tema de 2014, ‘energias de vida’ que fomentou cursos de verão, oficinas e novos experimentos artísticos em volta de energia solar, alimentos saudáveis e pedagogias artísticas”.

Mais de 600 pessoas participaram na primeira noite do festival, integrada na XIII Mendonça Cultural da EMEF escola José Mendonça Vergolino. O projeto eco-cultural e socioeducativo Rios de Encontro e o Municipal se juntaram numa afirmação de uma educação formal enraizada nas sabedorias das culturas populares, em particular, suas artes, rumo a Escola Sustentável e uma sociedade multicultural. Zequinha Sousa, diretor musical do Rios de Encontro, lançou o 3° Festival Beleza Amazônica no auditório lotado da escola, cantando com a plateia a música que inspirou os 540 participantes das 24 oficinas de artes integradas, realizadas no projeto Cultura Viva Comunitária, dos Ministérios da Cultura e da Educação.

Professora Laudelina anuncia uma apresentação teatral acadêmica na Mendonça Cultural e abertura do Beleza Amazônica que valoriza sabedoria indígena e cuidado ambiental. Os governos federal e estadual nāo entendem o consenso popular e reflexos culturais aqui em Marabá sobre a preservação da Amazônia.

Professora Laudelina anuncia uma apresentação teatral acadêmica na Mendonça Cultural e abertura do Beleza Amazônica que valoriza sabedoria indígena e cuidado ambiental. Os governos federal e estadual nāo entendem o consenso popular e reflexos culturais aqui em Marabá sobre a preservação da Amazônia.

Manoela Souza, parte da coordenação da colaboração, ficou impressionada com a qualidade das exposições na feira. “Os alunos e professores criaram uma instalação tão lúcida, criativa e inteligente, dos cinco anos que explicou reciclagem, cuidado com a identidade amazônica e sustentabilidade, com cantos, danças e encenações! Mostrou que há um consensos popular sobre a necessidade de conservar e defender Amazônia da exploração atual que a ameaça”. A feira foi embelezada por apresentações de dança pela Cia AfroMundi, do novo micro-projeto ‘Ruas Dançantes’ e do projeto ‘Dançarte’, e uma oficina infantil de pintura de rostos, ministrada pela biblioteca ‘Folhas da Vida’.

Carol, uma dos coordenadores de Folhas da Vida, ministra a oficina de pintura de rosto durante a primeira noite do festival, na Mendonça Cultural.

Carol, uma dos coordenadores de Folhas da Vida, ministra a oficina de pintura de rosto durante a primeira noite do festival, na Mendonça Cultural.

Na noite da sexta-feira dia 12 de dezembro, o festival realizou uma roda no Barracão de Cultura em Cabelo Seco sobre ‘segurança ecosocial’ com convidados especiais Capitão Edinei da Policia Militar e Renato Cavalcante, o pesquisador em energia solar da Universidade Federal. Coordenado por Dan Baron do Rios de Encontro e Carolayne Valente, a roda integrou 40 participantes de quatro gerações através de novos vídeos que afirmaram a parceira inovadora da Policia Militar na bicicletada do dia 22 de novembro, ‘Eu Sou Amazônia’.

Jovens participam numa  roda de conversa sobre segurança ecosocial popular no Barracāo de Cultura em Cabelo Seco.

Jovens participam numa roda de conversa sobre segurança ecosocial popular no Barracāo de Cultura em Cabelo Seco.

A roda Iniciou com dois vídeos curtos sobre energia solar e um vídeo que documenta a atuação dos jovens do Rios de Encontro como arte educadores na escola inteira do Municipal. “O Comandante iniciou a conversa,” disse Dan Baron, “confessando que a PM não tem uma solução para lidar com a violência atualmente abalando a sociedade e suas instituições, e declarando seu desejo de escutar e avançar junto com a comunidade. Jovens violentados e pais que perderem filhos se manifestaram com sensibilidade e clareza.”

Dan Baron continuou: “Lentamente, a conversa discutiu o potencial da energia solar para cultivar uma alfabetização ecológica, cuidado ambiental e responsabilidade comunitária. Conseguimos enxergar um projeto de segurança eco-social e popular. Foi um passo corajoso na construção de uma nova confiança entre jovens e policias que sofrem as conseqüências trágicas de um modelo imposto de desenvolvimento violentador.”

Carol, Jessica, Évany e Pablo montam a bici-rádio sob a supervisão do Renato Cavalcante do GEDAE (UFPA-Belém), na manha antes da festa.

Carol, Jessica, Évany e Pablo montam a bici-rádio sob a supervisão do Renato Cavalcante do GEDAE (UFPA-Belém), na manha antes da festa.

Na manha do sábado, três jovens de Cabelo Seco da oficina de energia solar do projeto Gira-Sol, montaram uma ‘bici-rádio solar’ com professor Renato Cavalcante, gestionada pela jovem pesquisadora norte americana, Jessica Ertel. “Parece que inventamos a primeira bici-rádio solar,” empolgou Evany Valente, coordenadora do Cine Coruja, percussionista das Latinhas de Quintal e pesquisadora no projeto ‘Minha Diaspora Musical’. “Queremos divulgar, demostrar e sensibilizar nossa comunidade e a cidade para intervir no projeto da Usina Hidrelétrica Marabá, e motivar um debate sobre energia solar como alternativa barata e viável. Uma placa móvel tem esta capacidade popular provocadora.”

AfroMundi Juvenil dança carimbo na Pracinha de Cabelo Seco, dirigida pela jovem coreógrafa Camylla Alves.

AfroMundi Juvenil dança carimbo na Pracinha de Cabelo Seco, dirigida pela jovem coreógrafa Camylla Alves.

A bici-rádio solar divulgou a mostra das artes gestionada, produzida e realizada pelos jovens coordenadores, na mesma noite na pracinha de Cabelo Seco, e ficou ao lado do palco como instalação eco-cultural. Co-apresentada pela gestora cultural Manoela Souza e a jovem jornalista Carolayne Valente, um público comunitário de 140 pessoas testemunhou quatro novas coreografias de dança coordenadas por Camylla Alves da Escola AfroMundi e uma coordenada por Matheus Sá, do novo projeto ‘Ruas Dançantes’.

Cantora das Latinhas de Quintal, Carolayne Valente, apoia Zequinha Sousa e sua roda juvenil 'Violões da Vida' no palco do Festival Beleza Amazônica.

Cantora das Latinhas de Quintal, Carolayne Valente, apoia Zequinha Sousa e sua roda juvenil ‘Violões da Vida’ no palco do Festival Beleza Amazônica.

Jovem coordenadoras Elisa Neves e Carol Sousa do novo projeto ‘Roupas ao Vento’ contra a violência contra mulheres, Rafael Varão da biblioteca familiar ‘Folhas da Vida’, Evany Valente do novo projeto de pesquisa ‘Minha Diaspora Musical’, Sandoval Maia do novo projeto ‘Radio Arraia’ e Jessica, Evany, Carol e Pablo Diego compartilharam reflexões, intercaladas por videos do Coletivo Rabetas Videos. “Aqui, temos os projetos do futuro de Cabelo Seco”, celebrou Manoela Souza, “integrados, unidos e abastecidos pela energia solar. Como disse nosso Radio Arraia, fica ligado! Acredita num futuro popular alternativo!”

Cia Afromundi estreia o novo espetáculo 'Lágrimas Secas' no festival Beleza Amazônica como pesquisa em progresso.

Cia Afromundi estreia o novo espetáculo ‘Lágrimas Secas’ no festival Beleza Amazônica como pesquisa em progresso.

A noite das artes encerrou com ‘Lágrimas Secas’, o novo espetáculo da Cia de Dança, AfroMundi, fruto da pesquisa do ano 2014. “Mostramos as conseqüências trágicas da hidrelétrica e devastação da Amazônia”, explica Camylla Aves, “quando os rios morrem e pegam fogo. Porem não dramatizamos um futuro trágico e pessimista. Lágrimas sábias renovam o Rio Tocantins, propondo que uma nova sensibilidade ambiental e reflexiva é possível e possa transformar o atual projeto ‘ecocidal’ dos governantes em um de vida sustentável.

Novas coordenadoras da bicicletada surgem dos projetos de dança, violāo e biblioteca, se embelezando e embelezando bicicletas para representar energia solar.

Novas coordenadoras da bicicletada surgem dos projetos de dança, violāo e biblioteca, se embelezando e embelezando bicicletas para representar energia solar.

No domingo, dia 14, depois de uma forte chuva, crianças de Cabelo Seco lideraram a última grande bicicletada do ano, ‘Deixa o Nosso Rio Passar’, lançando a bici-radio solar da Radio Arraia. Acompanhada pela Policia Militar, a bicicletada anunciou o tema de 2015, ‘segurança ecosocial popular’, a ser aprofundado com a escola parceira Jose Mendonça Vergolino e apresentado em New York no final de abril de 2015.

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Festival Beleza Amazônica 2014, ‘Deixa o Nosso Rio Passar’, começa hoje!

O terceiro Festival Beleza Amazônica começa hoje em sua comunidade matriz Cabelo Seco, com uma roda de conversa com o Comandante Eduardo Pimentel da Policia Militar sobre ‘segurança popular ecosocial’. Venha participar hoje a noite as 19h no barracão de cultura.

Detalhes sobre a segunda roda ‘saúde e cultura popular’ (sexta, dia 12), a festa cultural (sábado, dia 13) e a bicicletada (domingo as 8h) se encontrem no cartaz abaixo!

Festival Beleza Amazonica  2014

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Consciência Negra é todo dia, hora e segunda em Cabelo Seco!

Nossa intervenção na rua na nossa comunidade Cabelo Seco retrata energia solar, o Rio Tocantins, e os jovens mais vulneráveis no Brasil, e lança nossa nova logo-marca 'aqui não vale'.

Nossa intervenção na rua na nossa comunidade Cabelo Seco retrata energia solar, o Rio Tocantins, e os jovens mais vulneráveis no Brasil, e lança nossa nova logo-marca ‘aqui não vale’.

Uma imagem e poema de nossa biblioteca comunitária Folhas da Vida celebra consciência afro- ecológica na Galeria do Povo, no dia de Consciência    Negra.

Uma imagem e poema de nossa biblioteca comunitária Folhas da Vida celebra consciência afro- ecológica na Galeria do Povo, no dia de Consciência Negra.

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Necessitamos de um plebiscito sobre a hidrelétrica já em 2015

Relacionamos a busca da 'escola sustentável´com a energia solar dentro de um paradigma de desenvolvimento sustentável que valoriza uma Amazônia viva e protegida.

Relacionamos a busca da ‘escola sustentável´com a energia solar dentro de um paradigma de desenvolvimento sustentável que valoriza uma Amazônia viva e protegida.

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Rabetas Videos buzina o Brasil para acordar e pedalar para energia solar no sábado dia 22 de novembro!

Celebramos as artes de vídeo comunitário do coletivo Rabetas Vídeos e da coordenação de nossa próxima bicicletada para incentivar todos e todas participar no dia 22 de outubro na pedalada ‘Eu sou Amazonia’. Coordenadas por estes jovens afro-indígenas, vamos celebrar e projetar Energias da Vida e enviar uma grande mensagem clara aos governantes e mineradoras, do pais e do mundo.

Com mais de 400 participantes da escola Jose Mendonça Vergolino, vamos aproximar as comunidades de Cabelo Seco e Santa Rosa na Velha Marabá e suas escolas vizinhas, fomentar debate sobre alternativas pedagógicas e energéticas, e garantir que “onde tudo começou” não virará “onde tudo acabou”. Todos são bem vindos!

Mais informações sobre estes projetos e sobre a bicicletada do dia 22 de outubro, são disponíveis de Manoela Souza do Rios de Encontro: 99192 0171.

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Semana de Energia Solar esquenta todas a gerações em Marabá! 


Encerramos uma semana de três encontros públicos, dois encontros internacionais virtuais e quatorze oficinas, todos dedicados a promoção de debate e sensibilização sobre energia solar, com o primeiro curso de formação para jovens agentes Gira-Sol e sua grande bicicletada escolar ‘Sou Amazônia!’.

Encontro aberto a Marabá debate porque e como implantar uma primeira placa solar em Cabelo Seco antes do final do ano.

Encontro aberto a Marabá debate porque e como implantar uma primeira placa solar em Cabelo Seco antes do final do ano.

A chegada na cidade do professor Luis Blasques do Instituto Federal do Para (IFPA) no dia 27 possibilitou dois dias de debates informados sobre o que é energia solar e como ela pode ser implantada na prática em Cabelo Seco e Marabá. Nos encontros comunitário e municipal, realizados em Cabelo Seco, e numa mesa redonda no programa Barra Pesada, o pesquisador universitário do Grupo de Estudos e Desenvolvimento de Alternativos Energéticas (GEDAE) lamentou o atraso do Brasil na área de energia solar. “Se governos brasileiros 15 ou 20 anos atrás tivessem iniciado a construção de uma industria solar, com o clima do Pará, já teríamos a tecnologia necessária para ser um líder mundial de energia limpa e barata, que não danifica o meio ambiente.”

Num encontro especial para os jovens coordenadores do Rios de Encontro, um aluno do Judith Gomes Leitão perguntou porque nenhum candidato a presidência ou ao governo estadual mencionou a questão de energia ou apresentou um projeto para o meio ambiente nos seus discursos eleitorais. Dr Luis Blasques observou: “todos pensam em soluções imediatistas que respondem as necessidades econômicas do Brasil, sem considerar as implicações ambientais ou sociais. E nesse momento, pela falta de antecipação, a energia hidroelétrica parece a mais barata. Mas no ponto de vista das conseqüências socio-ambientais, o Brasil vai pagar muito caro para uma energia que somente as mineradoras vão acessar.”

Convencidos e preocupados sobre a futura da saúde de seus filhos e netos, arriscada pela hidrelétrica, antigas moradoras de Cabelo Seco ofereceram os tetos de suas casas para iniciar um primeiro experimento ainda nesse ano, para estudar a possibilidade de construir uma rede pilota de placas solares. O debate foi filmado pela RBA e transmitido no Barra Pesada no dia 28, ampliando a divulgação da proposta alternativa.

Numa mesa redonda na rádio SBT no dia 28, Dan Baron, coordenador geral do Rios de Encontro citou as reuniões em Cabelo Seco onde os moradores declaram que ninguém foi consultado sobre a construção da hidroelétrica ou da hidrovia que profundamente vão alterar a qualidade da sua vida e a vida da região. Dan relacionou esta violação dos direitos constitucionais, humanos e ambientais de todos com o atual assassinato dos nascentes pelos governantes e mineradoras. “Como apelar a jovens assumir responsabilidade social e denunciar violência crescente quando aqueles com poder atuam sem responsabilidade socioambiental e estão assassinando a ética?”

A roda aberta a Marabá na mesma noite congregou quarenta professores, estudantes, integrantes de movimentos sociais, artistas, sindicalistas e jovens. Desmentiram o discurso ambiental da Vale e denunciaram seu monopólio absoluto sobre a vida política, cultural e econômica da região. Igual com os jovens na reunião da manha, o encontro identificou a falta de informação sobre energia solar e de debate nas escolas, a ‘cultura popular de derrotismo’ e baixa auto-estima como as causas principais do silêncio atual de Marabá.

Carol Sousa (13 anos) das Latinhas de Quintal ajuda coordenar uma das 10 oficinas de 'Mais Cultura na Escola' no Jose Mendona Vergolino durante a Semana de Energia Solar.

Carol Sousa (13 anos) das Latinhas de Quintal ajuda coordenar uma das 10 oficinas de ‘Mais Cultura na Escola’ no Jose Mendonça Vergolino durante a Semana de Energia Solar.

Paralelamente, durante os dias, Rios de Encontro realizou 10 oficinas de dança, canto e teatro em colaboração com a escola EMEF Jose Mendonça Vergolino, sensibilizando mais de 240 alunos sobre a beleza amazônica na sua vida cotidiana. “Como eles vão valorizar e defender a Amazônia”, questiona arte-educadora Manoela Souza, “quando eles nem se reconhecem como parte de sua beleza e riqueza? Nossas pedagogias artísticas conseguiram comunicar com todas as faixas etárias, despertando o cuidado pelo meio ambiente e de cada ser como parte dele, e cultivando participação coletiva”.

Energias de vida de Matheus Sa e Manoela Souza transformam um aluno timido numa oficina de canto e dança na escola Muniipal.

Energias de vida de Matheus Sa, Jessica Ertel e Manoela Souza transformam um aluno timido numa oficina de canto e dança na escola Muniipal.

Rios de Encontro e o Municipal estão integrando o projeto ‘Mais Cultura na Escola’ do Ministério de Cultura e o de ‘Escola Sustentável’ do Ministério de Educação para re-enraizar as artes de ensino e aprendizado nas artes populares das comunidades em maior risco da violência de desenvolvimento cego imposto. Na quinta a noite, a oficina de ‘Inglês Criativa’ celebrou a energia criativa de jovens arte-educadores e a poesia ‘Voar’ do compositor Zequinha Sousa, e no domingo a tarde, jovens de Cabelo Seco e universitários aprenderam com pesquisadora em residência, Jessica Ertel de New York, como construir um simples forno solar no curso piloto de Energia Solar, sendo realizado em Cabelo Seco.

“No dia 22 de outubro,” anunciou Dan Baron, “esperamos que todos estes parceiros e seus amigos vão participar na bicicletada ‘Sou Amazonia’, celebrando as Energias da Vida e enviando uma mensagem clara aos governantes e mineradoras, do pais e do mundo. Com mais de 400 participantes, vamos aproximar as comunidades da Velha Marabá e as escolas, para fomentar o debate e garantir que onde tudo começou não virará onde tudo acabou. Todos são bem vindos!”

Mais informações sobre estes projetos e sobre a bicicletada do dia 22 de outubro, são disponíveis de Manoela Souza do Rios de Encontro: 99192 0171.

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venha participar na semana gira-sol!

venha participar na semana gira-sol!

venha participar na semana gira-sol!

Convidamos a todos e todas vocês participarem numa roda aberta sobre energia solar com professor Dr Luis Blasques, um dos maiores especialistas na América Latina sobre alternativas energéticas, do Grupo de Estudos de Alternativas Energéticas da UFPA, nessa terça feira, as 18h, no Barracão de Cultura, em Cabelo Seco, Marabá, Pará !

Vamos conhecer as opções de projetos alternativos para fortalecer nossos argumentos a favor de uma Amazônia viva e sustentável e contra o assassinato de suas nascentes!

Favor, compartilhe com suas redes!

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