Festa pelos Rios – Matéria publicada no jornal Correio Tocantins

Compartilhamos a matéria publicada na última terça-feira 24 de outubro, no jornal Correio Tocantins, a partir da entrevista concedida por Dan Baron, coordenador do projeto Rios de Encontro.

'Festa no Cabelo Seco inspira ação nacional'

Resolvemos publicar aqui fazendo pequenas correções e complementos. Na terceira coluna quando Dan comenta “O grande diferencial da festa é o projeto de desenvolvimento e revitalização que vai congelar a cultura viva em cultura folclórica turística”

encontramos um erro na transcrição e aqui segue nossa correção:

“No curso de formação para pedagogos que ministrei em João Pessoa, expliquei o grande diferencial desta festa com o projeto imposto de desenvolvimento e revitalização que vai congelar a cultura viva em cultura folclórica turística. Na noite cultural no Cabelo Seco, montamos uma roda de três micro oficinas de percussão, carimbó, e música, bem participativas, ministradas pelas jovens coordenadoras dos microprojetos do Rios de Encontro e nossos artistas aliados, para fortalecer a confiança de se unir e atuar, diante da ameaça de progresso cego”.

Sobre a fala feita no encontro em João Pessoa na mesa ‘Pensamentos e Práticas Atuais Freirianos’, Dan também comentou que: “Os aplausos calorosos demonstraram que todos não aceitam este projeto de desenvolvimento agressivo, sem pesquisa científica e fiscalização independente, e sem consulta de um povo informado”.

E falando sobre a sessão de cinema comunitário realizada na Festa pelos Rios, Dan completa que “nas ruas, o Cine Coruja vem integrando filmes como o desenho animado boliviano Abuela Grillo sobre a grande seca que vem com a privatização da água, para cultivar cuidado com o meio ambiente, responsabilidade social e cidadania ética em jovens em alto risco”.

Aqui transcrevemos parte da entrevista que não saiu no final da matéria: “Fui convidado para apresentar o Rios de Encontro e fazer uma palestra sobre o encontro todo. Nosso projeto se destacou e foi abraçado por seu compromisso socioambiental e formação cultural porque tem milhares de projetos semelhantes no Brasil, porém todos os gestores de secretarias e os agentes pela paz de mais de 12 estados condenaram o inferno social e ambiental que a Vale já deixou em Minas Gerais e em outros continentes. Se manifestaram contra a ‘nova ditadura’ dela que usa o discurso de preservação ambiental e shows de cultura popular para seduzir, enganar e silenciar o povo”.

“Gestores de Minas Gerais questionaram porque Milton Nascimento estava tocando no palco do FECAM, financiado pela Vale, quando ele já testemunhou os efeitos devastadores desta multinacional em Minas. No final do encontro, montaram um Observatório nacional para intervir na execução deste modelo de desenvolvimento que vem causando danos em Tucuruí e causará desequilíbrios socioambientais irreversíveis para o futuro”.

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