Duas semanas de dança panamazônica preparam AfroMundi para ‘Chico Vive’ em Washington

Retrato inesperado dos arte educadores do Rios de Encontro e vereadores, unidos em busca de debate sobre o futuro do Rio Tocantins.

Retrato inesperado dos arte educadores do Rios de Encontro e vereadores, unidos em busca de debate sobre o futuro do Rio Tocantins.

Depois de duas semanas de residência artística panamazônica de dança pela transformação, a Companhia AfroMundi do projeto Rios de Encontro leva seu espetáculo ‘Raízes e Antenas’ ao evento Chico Vive em Washington, nos Estados Unidos para celebrar os 101 anos de Marabá no contexto de um debate mundial sobre o legado de Chico Mendes e planejar como responder a grave ameaça a Amazonia brasileira.

Lançando o tema do 2014 do Rios de Encontro ‘Energias da Vida’ na Camara dos Vereadores, no dia 25 de Marco, Dan Baron celebrou as contribuições da AfroMundi e mestres Zequinha e Tonica no encontro nacional de Saúde Familiar realizado pelo Ministério de Saúde em Brasilia na semana anterior e antecipou a contribuição internacional em Washington. Alem de uma apresentação, uma oficina de danças afro contemporâneas e uma mesa sobre aticismo criativo, Camila Alves e Dan Baron vao conversar sobre a destruição do Rio Tocantins com candidata a vice presidência, Marina Silva, e possivelmente com primeira dama, Michelle Obama.

Camila Alves e Cristina Ruiz visitam o monumento As Castanheiras de Eldorado dos Carajás para conhecer a história viva da região.

Camila Alves e Cristina Ruiz visitam o monumento As Castanheiras de Eldorado dos Carajás para conhecer a história viva da região.

Depois de ações artísticas da Cia AfroMundi e das Latinhas de Quintal, os jovens coordenadores dos micro-projetos da biblioteca comunitária Folhas da Vide, Cine Coruja, Rabetas Vídeos e Sopros de Quintal afirmaram propostas socioculturais de energia solar, cultura viva comunitária, pedagogias de arte educação, justiça para todos, segurança e saúde comunitárias e sobre tudo, laços comunitários pela vida, que acreditam faltam no projeto do governo federal e municipal.

Cristina coordena uma oficina comunitária aberta em Cabelo Seco, sensibilizando um grupo diverso sobre identidade pan-amazCristina coordena uma oficina comunitaria aberta em Cabelo Seco, sensibilizando um grupo diverso sobre identidade pan-amazCristina coordena uma oficina comunitaria aberta em Cabelo Seco, sensibilizando um grupo diverso sobre identidade pan-amazônica.

Cristina coordena uma oficina comunitária aberta em Cabelo Seco, sensibilizando um grupo diverso sobre identidade pan-amazCristina coordena uma oficina comunitaria aberta em Cabelo Seco, sensibilizando um grupo diverso sobre identidade pan-amazCristina coordena uma oficina comunitaria aberta em Cabelo Seco, sensibilizando um grupo diverso sobre identidade pan-amazônica.

Citando exemplos de todos os continentes de mundo, Dan Baron finalizou destacando duas dimensões: “A derrocagem do Pedral do Laurenção vai alterar a infra-estrutura do planeta e prejudicar a vida de todos.” Continuou: “Cada família tem direito a uma casa digna, mas Minha Casa Minha Vida já esta esvaziando Cabelo Seco e alterando a infra-estrutura familiar da comunidade e do próprio imaginário da região, cortando laços e aumentando violência. Faltam de debate e de consulta com uma Marabá informada e preparada. Mas muitos já sabem que os dois projetos são equivocados. A Dilma e todos os gestores atuais estarão processados pelas gerações que vem por ecocídio e ganância.”

Cristina brinca com criancas na escolinha do Nucleo de Educação Infantil Deodoro de Mendonça em Cabelo Seco.

Cristina brinca com criancas na escolinha do Nucleo de Educação Infantil Deodoro de Mendonça em Cabelo Seco.

Depois de oficinas e rodas de conversa com alunos e professores no Plínio e a Escolinha, e com moradores de Cabelo Seco e artísticas da cidade, Cristina Ruiz avaliou: “Fiquei impressionada com a diversidade de dança na cultura juvenil, o corpo é tão solto e autoconfiante! No Peru, somos mais conservadores e tímidos.” Refletiu: “Porem fiquei assustada que os jovens de Marabá sabem nada sobre a profunda historia de Eldorado dos Carajás, ou sobre seus países vizinhos latinos. Em nossa municipalidade de Vila El Salvador, na periferia de Lima, a historia popular é bem viva, e temos 40 anos de projetos eco-social que integram escolas e associações de moradores na busca de uma Amazonia sustentável. Marabá precisa se preparar para cuidar da vida.”

Cristina colabora com a Cia. AfroMundi, oferecendo um curso de dança contemporanea.

Cristina colabora com a Cia. AfroMundi, oferecendo um curso de dança contemporanea.

Cristina integra jovens em risco numa roda de danças ribeirinha e florestal peruanas na oficina comunitária aberta em Cabelo Seco.

Cristina integra jovens em risco numa roda de danças ribeirinha e florestal peruanas na oficina comunitária aberta em Cabelo Seco.

Após a apresentação da sua dança na festa panamazônica e sua entrega a bicicletada pelas Energias da Vida, Cristina Ruiz participou numa festinha de avaliação. Na roda gestora ela foi convidada voltar para colaborar na criação de uma nova obra por um mês em agosto. Ela deixou vídeos documentais para o Cine Coruja e novas músicas para o Curso de Violão que recomeça na semana que vem.

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