Beleza Amazônica 2015 encerra lotando a pracinha de Cabelo Seco

Viídeo, dança e percussão se destacam na pracinha do IV Festival Beleza Amazônica

Viídeo, dança e percussão se destacam na pracinha do IV Festival Beleza Amazônica

O projeto eco-cultural Rios de Encontro encerra a terceira semana de seu IV Festival Beleza Amazônica no Rio de Janeiro, levando o grito ‘Não me Mata: Sou Amazônia’ de Cabelo Seco a “Emergências: Fórum da Rede de Cultura Viva, organizado pelo Ministério da Cultura. Esta intervenção em defeza da vida das crianças, jovens e nascentes de Amazônia, internacionaliza uma celebração que culminou com dois novos eventos, uma noite de dança Amazônico-Contemporânea numa balsa dentro do Rio Tocantins, e uma Festa das Artes que destacou uma segunda geração das artistas do Projeto.

AfroMundi Mirim vira a segunda geração de artistas surgindo do projeto Rios de Encontro

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“Estou participando no encontro Emergências,” explica Manoela Souza, gestora cultural do projeto Rios de Encontro, convidada pelo Ministério como representante do único projeto da Amazônia, contemplado como rede nacional, “para sensibilizar gestores, governantes e artistas do Brasil inteiro sobre a tragedia acontecendo na Amazônia. Neste ano da Mariana, optamos em explicitar a chacina de jovens e dos nascentes acontecendo aqui na região, através de dança, percussão e vídeo. Nosso poema ‘De Mariana à Marabá’ já está impactando no encontro, e serve como convite para participantes da América Latina irem a Rios de Criatividade, nosso V Festival Beleza Amazônica em 2016.”

Percussionistas 'Tambores da Liberdade' transformam sete anos de colaboração nas Latinhas de Quintal em pesquisa e apresentação nacional

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O festival iniciou com trocas artísticas no quartel do IV Batalhão da Polícia Militar, finale de uma bicicletada que levou 70 crianças e jovens para criar laços de solidariedade com soldados, em busca de um novo projeto de segurança. Dança Afro apresentadada pela Cia AfroMundi e AfroMundi Mirim para uma plateia de 180 celebrantes de Consciência Negra na Orla, foi re-apresentada diante um público de 240 alunos no Plínio Pinheiro, escola parceira. A escola recebeu os espetáculos ‘Deixa Nosso Rio Passar’ e ‘Lágrimas Secas’ ainda na primeira semana, aplaudidos por 140 alunos e professores. A mesma dança infantil embelezou uma roda de leitura realizada pela biblioteca Folhas da Vida, e uma noite de Cine Coruja aberta, no PAC, no Barão, um canto abandonado de Cabelo Seco, incentivando mais de 90 crianças e adolescentes se lêem através de outras culturas.

Duas gerações das Latinhas de Quintal se retratam no final do Festival Beleza Amazonica 2015

Duas gerações das Latinhas de Quintal se retratam no final do Festival Beleza Amazonica 2015

Entre rodas e oficinas, a segunda semana realizou dois grandes eventos, produzidos por jovens que tem sete anos no projeto. “Seis de nos demos entrevistas francas e sérias na rádio e televisão”, disse Évany Valente (16 anos), co-coordenadora da Bici-Rádio Solar . “Acreitamos em energia solar, mas quando transformamos a balsa em palco dentro do Rio Tocantins, sentimos capaz de criar o inédito! Senti o mesmo sentimento, quando ensaiamos com a segunda geração das ‘Latinhas de Quntal’ e com a AfroMundo Mirim!”.

A noite de dança atraiu um público de 170 pessoas, avisadas que estavam sendo filmados pela RBA e para um vídeo que será postado no YouTube e Facebook no início do 2016. “Esta dupla celebração de nascentes infantil e ribeirinho”, disse Zequinha Sousa, mestre de cultura popular e co-fundador do Rios de Encontro, “cujos futuros estão sendo ameaçados pela devastação da Amazônia, é uma idéia completamente nova. O jornalista da TV-RBA entendeu que este evento era uma noite de formação, principalmente para os participantes. Vai alcançar centenas de milhares de pessoas e familias, via as redes sociais.”

A festa das artes integrou quase 200 moradores e colaboradores na pracinha de Cabelo Seco numa noite que celebrou todas as realizações do ano, compartilhando à comunidade a criação das bicicletadas, a viagem aos Estados Unidos e colaborações nas escolas.

“Muitos projetos culturais e comunitáios no Brasil fecharam suas portas em 2015”, anota Manoela Souza no Rio. “Estou com eles agora no forúm Emergências. Nos ampliamos o número de micro-projetos, todos coordenados por 7 dos 12 bolsistas que levamos à New York. O recurso dos prêmios que ganhamos ainda não entrou e precisavamos adiar ou mudar a scala de alguns eventos no festival. Mas 2016 será um ano de muitas colaborações. Jovens artistas do mundo criarão intervenções ineditas com nossos jovens, a distância e aqui, numa Rede de Criatividade idealizada para proteger os Pedrais de Lourenção. Marabá virará cidade de diálogo eco-cultural global!”

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