Festival de Verão 2016 encerra residência de dança-percussão afro-raiz com mostra

festival de verao 2016 (cand)

Eliza Neves e Évany Valente (Tambores da Liberdade), Alanys Soares (Folhas da Vida) e Bianca Alves (AfroMundi Mirim) participam numa oficina sobre afinação do Djembe com Erik Dijkstra

Eliza Neves e Évany Valente (Tambores da Liberdade), Alanys Soares (Folhas da Vida) e Bianca Alves (AfroMundi Mirim) participam numa oficina sobre afinação do Djembe com Erik Dijkstra.

Nos iniciamos nosso Festival de Verão ‘Afro Raiz’ no dia 18 de julho com uma roda com 22 estudantes de antropolgia cultural e estudos ambientais do EUA e Canadá, e concluamos nossa primeira semana, com uma grande mostra nesta quarta feira, as 20h30, de novas coreografias Africanas. A roda das Américas e residência sul-norte, afirmam nosso caminho internacional rumo à Festival Beleza Pan-Amazônica em defesa do Rio Tocantins, em novembro de 2016.

Alanys Soares (Folhas da Vida), Professora Patricia Luz, Erik Dijkstra, Rerivaldo (Rabetas Vídeos), Eliza Neves e Évany Valente (Tambores da Liberdade), e Luan Holanda tocam rítmos africanos no Barracão da Cultura.

Alanys Soares (Folhas da Vida), Professora Patricia Luz, Erik Dijkstra, Rerivaldo (Rabetas Vídeos), Eliza Neves e Évany Valente (Tambores da Liberdade), e Luan Holanda tocam rítmos africanos no Barracão da Cultura.

A mostra é fruto de um curso de 20 horas de percussão e de dança, ministrado pelos artistas nacionais Simone Fortes e Erik Djikstra do Coletivo Abayomi. Vem integrando 10 jovens coordenadores do Rios de Encontro (incluindo Cia AfroMundi e percussionistas Tambores da Liberdade), educadora popular Luciana Melo, e a professora Patricia Luz e seu filho, Luan Holanda. Esta turma diversa apoiou os artistas em residência realizar uma oficina para crianças da AfroMundi Mirim, uma grande oficina de danças populares afro-brasileiras para 60 estudantes da Pedagogia do Campo da Unifesspa, e uma roda de danças de Guiné Bissau, Mali, Senegal e Costa do Marfime numa oficina para 35 pessoas na Unifesspa.

Camylla Alves, Ananais Fernandes, João Paulo Souza e Lorena Melissa (AfroMundi), e Luciana Melo (Unifesspa) aprendem danças africanas tradicionais e afro-Brasilieras com Simone Fortes (dir) de Abayome Coletivo.

Camylla Alves, Ananais Fernandes, João Paulo Souza e Lorena Melissa (AfroMundi), e Luciana Melo (Unifesspa) aprendem danças africanas tradicionais e afro-Brasilieras com Simone Fortes (dir) de Abayome Coletivo.

“A residência está sendo supreendente!”, disse Alanys Soares, bibliotecária da Folhas da Vida, cujo primeiro poema saiu na Galeria do Povo em Cabelo Seco, sábado passado. “Não sei tocar, e pensei que o curso era só para dançarinas e percussionistas experientes. Mas acabei aprendendo como tocar diversos ritmos no Djembe, até sonhando sobre eles em cama! A gente grava esta linguagem na pele, que hoje sei tem memória. Mas também, aprendi sobre África e sobre como criar um coletivo, baseado em escuta, generosidade e respeito pela percussão como primeira linguagem da vida.”

AfroMundi Mirim aprende dança afro-brasileira com Simone Fortes.

AfroMundi Mirim aprende dança afro-brasileira com Simone Fortes.

“Estes jovens coordenadores são extraordinários,”, comente dançarina afro-contemporânea Simone Fortes, visitando a Amazônia pela primeira vez. “São artistas, gestores e produtores inteligentes, com um compromisso contagiante com a preservação da Amazônia. Reunem as 8h num cafe de manhã de produção e dançam e tocam até a noite. Falam com propriedade sobre a história violenta e corrupta do Sudeste do Pará, mas são alegres, criativos e unidos! E já estão criando uma nova geração, AfroMundi Mirim, que interpreta coreografias que eu passeu à sua coordenadora, Camylla Alves, em 2014. É emocionante! Vamos voltar para ajudar realizar o Festival Beleza Pan-Amazônica, no final do ano”.

AfroMundi e educadora popular Lucina Melo (Unifesspa) encerram uma oficina com Simone Fortes dançando ao ritmo de Tambores da Liberdade, puxado por Erik Dijkstra de Coletivo Abayomi.

AfroMundi e educadora popular Lucina Melo (Unifesspa) encerram uma oficina com Simone Fortes dançando ao ritmo de Tambores da Liberdade, puxado por Erik Dijkstra de Coletivo Abayomi.

Coordenador geral, Dan Baron, identifica o significado da residência de formação: “Estamos vivendo um capítulo gravíssimo na história humana, de violência e corrupção institucionalizadas. Mas nosso festival mostra como, em baixo do radar, tem projetos éticos e sustentáveis, já maduros, coordenados por jovens que optam em dedicar uma parte de suas ferias se preparando para um futuro bem diferente. E tem milhares destes projetos em cada continente do mundo. Para nossos jovens, a convivência com Simone e Erik demonstra que vale sonhar e escolher uma visão colaborativa. Tem um mundo cooperativo emergendo, para substituir o mundo competitivo e falido. Nosso festival de verão mostra que é possível reinventar as raízes do passado e as transformar em antenas culturais do futuro.”

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