Cabelo Seco abraça poetas de baixo de lua cheia

Cia AfroMundi Mirim apresenta na pracinha, no 42 Sarau da Lua Cheia, entre poemas e cantos da AESSPA, assistida pelos escritores do futuro na biblioteca Folhas da Vida.

Cia AfroMundi Mirim apresenta na pracinha, no 42 Sarau da Lua Cheia, entre poemas e cantos da AESSPA, assistida pelos escritores do futuro na biblioteca Folhas da Vida.

Nosso projeto eco-cultural e socioambiental, Rios de Encontro, enraizado na comunidade afro-indígena Cabelo Seco, realizou duas novas colaborações na semana passada, com 16 jovens de sete povos indígenas do Pontão de Cultura Thydewas, Sudeste da Bahia, e com escritores da AESSPA, no 42 Sarau da Lua Cheia. Estes novos passos de dois prêmios nacionais recentes, Rios de Criatividade (pelo Ministério da Educação), e Redes da Criatividade (pelo Ministério da Cultura), antecipam o primeiro festival internacional Beleza Pan-Amazônica, idealizado para Novembro de 2016 para valorizar e preservar os Pedrais do Lourenção.

Rafael Varão da rede Rios de Encontro recita o poema 'Consciência Negra', acompanhado por Javier di Mar-y-Abá da AESSPA.

Rafael Varão da rede Rios de Encontro recita o poema ‘Consciência Negra’, acompanhado por Javier di Mar-y-Abá da AESSPA.

Na noite de sexta feira, com o nascer da lua, nove escritores da AESSPA embelezaram a pracinha de Cabelo Seco com diversos poemas, contos e cantos. Foram acolhidos pelo coletivo gestor juvenil do anfitrião, Rios de Encontro, que intercalou danças e ritmos de afro-raiz de Cia de Dança AfroMundi e Tambores da Liberdade, poesia da biblioteca comunitária Folhas da Vida, e vídeos do Rabetas Vídeos Coletivo, diante uma grande plateia comunitária. Durante a noite inovadora, mais de 70 crianças leram e desenharam na biblioteca na rua, ao lado dos poetas que integraram quatro gerações. “Isso é o som cultural da pracinha de Cabelo Seco”, disse Manoela Souza, coordenadora da noite com Javier di Mar-y-abá. “Crianças e jovens de uma comunidade, afro-indígena, brincando, lendo alto, cantando, tocando e dançando. Vamos cuidar desta beleza amazônica do Rio Tocantins, para mantê-la viva!”

O Coletivo Afro-Raiz de arteducadores da Cia AfroMundi, Tambores da Liberdade, Folhas da Vida e Rabetas Vídeos iniciam uma troca cultural com jovens indígenas no Pontão da Cultura Thydewas, no Sul da Bahia no primeiro encontro do projeto Redes de Criatividade.

O Coletivo Afro-Raiz de arteducadores da Cia AfroMundi, Tambores da Liberdade, Folhas da Vida e Rabetas Vídeos iniciam uma troca cultural com jovens indígenas do Pontão de Cultura Thydewas, no Sul da Bahia no primeiro encontro do projeto Redes de Criatividade.

Na manhã de sábado, o coletiva de jovens coordenadores concluiram um ensaio de percussão afro-raiz com uma meia lua para sua primeira roda virtual do projeto ‘Redes de Criatividade’, trocando ritmos, cantos, danças e histórias com 16 jovens indígenas reunidos no Pontão de Cultura, Thydewas, em Ilhéus, no Sul da Bahia. Coordenador do Pontão, Sebastian Gerlic estava com Rios de Encontro em Cabelo Seco no mês passado, idealizando os dois projetos, Rios e Redes de Criatividade: “Já recepcionamos Dan Baron aqui em Ilhéus, duas vezes, formando nossos jovens em um coletivo para criar livros digitais indígenas a partir de histórias pessoais. Com esta roda virtual, realizamos o primeiro passo de um sonho. Juntar duas meias luas de jovens de projetos de regiões vizinhas para criar uma rede cultural que valoriza o jovem como protagonista da preservação ambiental e transformação social.”

0 Jovens indigenas de Thydewas dialogam com jovens arteducadores do Rios de Encontro num primeiro encontro do projeto Redes de Criatividade, rumo ao Rios de Criatividade em novembro de 2016.

0 Jovens indigenas de Thydewas dialogam com jovens arteducadores do Rios de Encontro num primeiro encontro do projeto Redes de Criatividade, rumo ao Rios de Criatividade em novembro de 2016.

“Estes dois passos de troca cultural”, explica Dan Baron do Rios de Encontro, “mostram a vontade de jovens para criar laços e colaboraçõs que vão muito além das prisões da pobreza e exclusão. Logo se transformam em redes, independentes das alianças corruptas para explorar a região, porque jovens necessitam acreditar em um projeto com futuro. Senão, caem em vícios de consumo e autoconsumo auto-destruitivos. Apostamos no celular como ferramenta para globalizar a consciência ecológica e preservar a força renovadora da Amazônia.”

Na sexta que vem, Rios de Encontro leva a mostra Viva Pedral do Lourenção Viva! ao encontro ‘Arte Para Todos’, do ILLA, no Campus 3 da Unifesspa, e no domingo dia 04 de setembro, realizará sua bicicletada Viva o Pedral do Lourenção, Viva!, que culmina com uma troca cultural na Escola Irmä Theodora, no bairro Liberdade. “Todos são bem vindos”, afirma Rerivaldo Mendes (20 anos), coordenador do Rabetas Vídeos. “Além de comunicar com comunidades vizinhas, estamos criando redes internacionais, para integrar o mundo na preservação do rio invisível no ceú que irriga todos os continentes do mundo.”

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