Colaboração artística amazônica antecipa Fórum de Bem Viver

A Colombiana Cláudia e Equatoriano Oscar localizam seus países no início de uma tarde impar para alunos e professores em Marabá.

A terceira colaboração internacional realizada na semana passada pelo projeto Rios de Encontro em Cabelo Seco possibilitou experiências inéditas para alunos e crianças da comunidade e de Marabá. Culminou em um convite à dançarina colombiana, Claudia Giraldo, e ao músico-psicólogo equatoriano Oscar Paredes, voltarem para participar no primeiro Fórum de Bem Viver, a ser realizado no final de agosto.

Oscar e Cláudia apresentam sua história de viagem com pedagogia criativa para estudar a geografia, história, sociologia, ética, estudos amazônicos e debates contemporâneos, derrubando preconceitos contra sua própria história indígena.

“Que tarde fascinante!”, disse a Professora Doelde Ferreira, depois da roda de conversa e oficina de dança na sua Escola Irmã Theodora, no bairro Liberdade, na quinta feira passada. “Nossa escola teve a honra de receber a gestora cultural, Manoela Souza, e a jovem percussionista Elisa Neves, do projeto Rios de Encontrou que trouxe dois artistas, Cláudia e Oscar. A conexão Brasil-Colômbia-Equador foi uma experiência ímpar para nossos alunos e professores que tiveram a oportunidade de conhecer a cultura de outros países de forma divertida, alegre, musical e dançante.”

Cláudia e Oscar ministram uma oficina de dança folclórica colombiana na escola irmã Theodora.

Professora Doelde continuou: “Claudia e Oscar também falaram da importância de preservar a Amazônia, da valorização cultural dos povos e de seu modo de viver, andando pelos países da America Latina, com as mochilas carregadas de sonhos por um mundo melhor, onde as pessoas compreendam a importância de SER, em vez de TER, onde “ter” torna os seres humanos prisioneiros de si.”

AfroRaiz realiza uma roda de formação através da narrativa de sua viagem na Amazônia, na Universidade Comunitária dos Rios, com Cláudia, Oscar, Mano e Dan

Na sexta feira, a coordenação juvenil do Rios de Encontro teve uma roda de formação inesquecível na sua Universidade Comunitária dos Rios, escutando a narrativa dos últimos seis meses dos arte educadores amazônicos, viajando sem dinheiro e com uma muda de roupas, cada um. “Estamos vivenciando uma vida baseada em generosidade e troca de conhecimentos, em vez de dinheiro, que reduza tudo em produto, consumo, e alienação de si”, disse Cláudia, que já deu aula de dança e artes visuais na escola, em Cali, Colômbia, durante sete anos. “Fiquei impressionada pelos valores humanos do Rios de Encontro, um projeto com uma visão profundamente cooperativa e libertadora de bem viver!”

AfroRaiz abre o Cine Coruja internacional com tambores africanos de bem vindos.

“O Cine Coruja me alegrou muito”, disse Oscar Paredes, jovem indígena do Povo Quitocara de Equador. “Encontrei um verdadeiro cinema popular, completamente produzido por jovens do projeto. Adorei apresentar dança folclórica da Colômbia, embelezada pela dança equatoriana. Vi nos olhos de dezenas de crianças uma empatia popular e latina. E que traços indígenas lindos que encontramos em Marabá! Este projeto já plantou tantas sementes de consciência ambiental, que me fortalece, somente sabendo que o futuro tem gestores da próxima geração! Imagina como a jovem coordenação vai desenvolver tudo que já passou!”

Cláudia e Oscar dançam para uma grande platéia infantil na Casa dos Rios.

Flávia Cortez e Gabriel Martinho, ministrantes das oficinas de Texto Jornalístico/Fanzine e de Audiovisual, visitaram a nova Casa dos Rios duas vezes, durante e depois do Projeto Biizu, realizado pelo Secom, na mesma semana. “Nunca encontrei um projeto comunitário com uma visão tão integral e prática cotidiana de tanto cuidado coletivo e criatividade. Estão presentes em cada detalhe, até nas janelas e portas que são obras plásticas contemporâneas”, exclamou Gabriel. “Tivemos de visitar”, brincou Flávia, “quando Rios de Encontro virou o tema comum nas duas oficinas. Quem teria imaginado um cine infantil iniciando com tambores africanos e dança colombiana?”

Alunos da Escola Judith Gomes Leitão realiza uma entrevista coletiva com coordenadora Mano Souza, registrado por Rerivaldo Mendes. Vão participar no Festival de Verão!

Na semana que vem, o coletivo de percussionistas e dançarinas, AfroRaiz divulgará o terceiro Festival de Verão, que destaca este ano cursos de dança afro para mães e avós, teatro infantil, produção audiovisual adolescente e o quarto Festival de Pipa. “Este ano, as pipas vão carregar ‘cartas de amor da Amazônia’,” disse Dan Baron, coordenador do Rios de Encontro. “Estou indo a Évora, Portugal, para convidar arte-educadores de 30 países e lideranças da UNESCO, entrar na ‘pororoca mundial solidária’ com os Pedrais do Lourenção e a defesa da Amazônia. Vamos motivar Marabá participar na sua própria auto-defesa e optar em bem viver!”.

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