VIII Festival Beleza Amazônica celebra sua raiz afro

AfroRaiz, AfroMundi Juvenil e ConexãoAfro retratam sua raiz comunitária na Orla de Cabelo Seco

O projeto Rios de Encontro lançou seu Festival Beleza Amazônica 2019 no evento do Dia de Consciência Negra na quarta feira passada, na Orla de Cabelo Seco, onde começou em 2009. O projeto eco-cultural e socioambiental apresentou danças e percussão de seu Coletivo AfroRaiz, junto com o projeto Conexão Afro da Escola Irmã Theodora e dançarinas da Companhia AfroMundi Juvenil, para anunciar o tema do festival, Viva Marabá Bem Viver!

AfroMundi Juvenil, ConexãoAfro e AfroRaiz abrem Consciência Negra na Orla de Cabelo Seco.

“Fiquei renovada”, afirma professora Doelde Ferreira da escola Irmã Deodora, “pelas energias do Coletivo AfroRaiz que formou nossos alunos para enfrentar racismo institucional e internalizado através do orgulho cultural de ser Afro-Brasileiro. Fiquei feliz que Rios de Encontro foi contemplado com o Edital Semente do prêmio Itau-UNICEF. Planta sementes férteis e duradouras, aqui, todo dia, e no mundo!”

AfroRaiz celebra Consciência Negra na Praça de Juventude com jovens do Kilómetro 7.

Rios de Encontro voltou no mês passado após oito semanas de turnê europeia do espetáculo ‘Rio Voador’, organizada em colaboração com ‘Kinder Kultur Karawane’ da Alemanha e ‘Brave Kids’ de Song of the Goat Theatre, da Polônia. “Realizamos 24 apresentações, 24 rodas públicas, e 48 oficinas, alcançando mais de 15,000 alunos, estudantes, professores, gestores de 49 países, e governantes”, disse Dan Baron, coordenador internacional do projeto.

AfroRaiz leva 11 anos de ensaio e 2 meses de apresentação para Cine Marrocos no dia 3 de Dezembro.

“O mundo já está preocupadíssimo que Amazônia está sendo destruída, acelerando colapso climático. Mas não sabia que a pequena comunidade de Cabelo Seco já dedicou 11 anos alertando o mundo, protegendo Amazônia, inspirando UNIFESSPA a criar 4 usinas de energia solar, e promovendo o paradigma de Bem Viver através de colaborações locais e fóruns, festivais e residências internacionais. Poucos sabiam que há um projeto mundial de vida sustentável, com raízes indígenas, alternativo ao projeto industrial de mineração e agronegócio que devasta Amazônia e acaba com o futuro.”

Rio Voador trata sobre temas socioambientais e culturais pesadas sem palavras e com teatro lúdico.

“Um foco de nosso 8º Festival Beleza Amazônica é o espetáculo Rio Voador que nossa comunidade e nossos parceiros podem assistir no dia 3 de dezembro em Cine Marrocos”, disse Manoela Souza, gestora cultural do projeto. “Será apresentado também para alunos das escolas José Mendonça Vergolino, Judith Gomes Leitão, e Plínio Pinheiro.”

AfroRaiz traz teatro contemporâneo para uma cidade faminta para teatro internacional.

“O foco paralelo do festival é uma grande celebração de 11 anos de formação arte educadora e ação cultural”, explica Manoela. “Vamos retomar nossos micro-projetos de filmes mundiais, leitura na rua, e saúde integral, com Cine Coruja, Biblioteca Folhas da Vida, e Jardim Salus com Plantas Medicinais.”

“Vamos também realizar uma grande Bicicletada pela Vida – Sexta pelo Futuro – em 06 de Dezembro, para celebrar o movimento mundial juvenil, que exige governantes e instituições eliminarem as causas de aquecimento global. Vamos finalizar o ano no dia 12 de dezembro, com um Jantar Comunitário Bem Viver em Cabelo Seco, com certificados para todos que construiram o projeto entre 2009-2019.”

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Venha assistir ‘Rio Voador’

Após 24 apresentações e 48 oficinas na Europa, é a vez de Marabá!

Venha assistir nosso novo espetáculo Rio Voador, dia 3 de dezembro, em Cine Marrocos, às 19h30!

Ingressos gratuitos, limitados!
Confere a história, abaixo!

Amazônia em chamas. O horizonte acaba. O que faremos?

Uma criança afroindígena empina sua pipa, na margem seca do rio. O vento para de repente, mas uma festa de raiz a desvia, até que os artistas desmaiam.

Ela anda entre familiares em delírio, prontos para trocar seus direitos por um gole de água. A criança cuida de todos, mas sua água imaginária provoca pedras de ódio.

No silêncio tóxico de desespero, seu choro levanta águias ancestrais que a curam e transformam todos em um rio voador de bem viver.

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Coletivo AfroRaiz inspira ‘bem viver’ na Europa

A criança Katrine mostra um peixe morto à jovens mais preocupados com seu retrato coletiva do que como ler os sinais do colapso climático e intervir.

AfroRaiz se retrata em Bruxelles com grande teatro educadora e colaboradora, deputada Julie Ward, do Parlamento Europeu.

O Coletivo AfroRaiz voltou na semana passada, concluindo sua turnê europeia do espetáculo Rio Voador em Frankfurt, Alemanha, no IX Fórum da Aliança Mundial pela Arte Educação. A turnê de dois meses é a culminância de onze anos de formação artística e eco-pedagógica do projeto Rios de Encontro, da comunidade Cabelo Seco, que defende a Amazônia através das artes e afirma o projeto ‘Bem Viver’ como proposta mundial alternativa para futuros sustentáveis.

AfroRaiz encerra a apresentação ‘Rio Voador’ com um grito afro-brasileiro de Axé e o público respondeu sempre com perguntas sobre como defender Amazônia.

“Olhando para os dois meses”, reflete Camylla Alves, 23 anos, dançarina e fundadora da Cia de Dança AfroMundi, “nossa visita para a Escola Europeia em Bruxelas me marcou muito, tanto pela motivação política quanto pela inteligência socioambiental que inspiramos na roda final das três apresentações. Mais de 2000 lideranças futuras, todos filhos de deputados do Parlamento Europeu ou institutos socioambientais, ficaram tocados por nossa experiência autêntica da Amazônia, e pelo poder de dança e percussão estimular múltiplas interpretações abertas, sem direcionar.”

Rerivaldo Mendes pega o microfone na roda final após a apresentação. O Coletivo cuidou de passar o microfone para cada integrante, para celebrar a diversidade de vozes.

“Nossa oficina para alunos portugueses (e afro-descendentes de Guine Bissau, Angola, Moçambique e Cabo Verde)”, continua Camylla, “foi uma profunda convivência de descolonização! Bisnetos dos escravizados e sobreviventes de genocídio, ensinando dança e percussão afro-indígenas para bisnetos dos colonizadores! Não usamos Português. Encantamos, sensibilizamos e cicatrizamos!”

Camylla Alves abre a oficina descolonizadora de Rio Voador. A coordenação coletiva foi dividida entre dança e percussão com coragem criativa.

“Os dez dias que passamos em Wroclaw, Polônia”, lembra Rerivaldo Mendes, 23 anos, percussionista e coordenador de Rabetas Vídeos, “foi uma experiência única de integração cultural. Jovens de Palestina, Espanha, Polônia e Brasil, incluindo vários com necessidades especiais, contribuíram cenas para um espetáculo Pela Terra de 40 minutos, inspirado por nossa presença e o atual colapso climático. Vivemos a diversidade, e comunicamos através das artes, aprendendo coreografias, músicas e cenas da vida de cada cultura.”

AfroRaiz abre o projeto Brave Kids Together em Wroclaw, Polônia.

O palco inteiro se transforma em águias amazônicas para cicatrizar e transformar o futuro.

AfroRaiz apresentou em Hamburgo e numa vila rural, Haldemuhle, na Alemanha, antes de abrir um fórum mundial da Aliança Mundial pela Arte Educação, em Frankfurt. “Os jovens de Cabelo Seco inspiraram lideranças das artes educação de 30 países”, celebra Dan Baron, co-fundador do Rios de Encontro, “pela excelência artística e maturidade intelectual. Mostram porque educação para todos deve ser enraizada nas artes e culturas populares”.

As artistas de AfroRaiz desmaiam uma após a outra, na cena do colapso no espetáculo ‘Rio Voador’, revelando a realidade climática na Amazônia hoje e amanhã.

“Nossa apresentação final no fórum mundial”, Dan concluiu, “mudou os debates sobre educação pela sustentabilidade. A plateia inteira dançou no final, quando a energia afro-indígena inunda o auditório e transforma espectador em ator coletivo. Reitores universitários, diretores de escolas e educadores comunitários admiraram em particular a roda final de perguntas para os jovens, porque revelou que cada integrante tem sua perspectiva lúcida própria, entende a força transformadora das artes na vida, e fala com autoridade sobre Amazônia, e porque o mundo precisa abraçar o bem viver, todo dia!”

Após de apedrejar a inocência, a comunidade refugiada de Cabelo Seco assista a criança (Katrine) destruir sua pipa de esperança. Sua ação provocou gritos de susto nas plateias e uma intervenção pelas águias protetoras da Amazõnia.

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Caravana Bem Viver 2019 : solidariedade com Amazônia em chamas

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A comunidade abraça pipas que defendem Amazônia

Intensas queimadas na região criam um debate popular na Orla durante o Festival sobre a necessidade de fortalecer politicas de educação e preservação ambientais.

No sábado dia 10, o projeto eco-cultural e socioeducativo, Rios de Encontro do bairro Cabelo Seco, realizou seu 5º Festival da Pipa na Orla da comunidade, em defesa do Rio Tocantins e da Amazônia. Mais de 120 crianças e jovens participaram, com apoio de pais, professores e cientistas. Na mesma tarde, o Projeto antecipou o festival com uma dedicação à Amazônia na WeRadio Líder, citando as dezenas de mensagens internacionais recebidas, denunciando a ameaça atual aos ‘rios voadores’ das florestas que levam chuva ao mundo.

Antônio Soares, reconhecido com um grande criador de pipa na comunidade, prepara sua defesa do Rio Tocantins. Sua pipa foi escolhida para embelezar a turnê.

“O Festival da Pipa foi idealizado em 2015 para celebrar a ciência ribeirinha infantil e adolescente de Cabelo Seco e Marabá”, disse Dan Baron, coordenador eco-pedagógico do Rios de Encontro. “Cinco anos e mais de 4 milhões de visualizações no YouTube de nossos videos sobre os festivais de pipa depois, reconhecemos essa atividade como um dos mais importantes de nosso ano, em busca de um novo paradigma de educação pela sustentabilidade”.

Dois adolescentes cooperam na produção de uma pipa, se dedicando com concentração no ambiente comunitário da Casa dos Rios, sem supervisão ou notas disciplinares.

“A criação e sustento da pipa no céu, vai muito além de brincar”, disse Zequinha Souza, co-fundador de Rios de Encontro e morador. “Implicam cálculos matemáticos e físicos, cuidado com a engenharia e a dedicação estética, tanto na idealização, quanto na leitura de seu movimento, para navegar os ventos.”

A precisão cientifica combina com experiência formadora de auto-determinação num ambiente de respeito e cuidado coletivo.

“O Coletivo AfroRaiz também cresce com os processos de coordenação eco-pedagógica nos últimos 5 anos”, disse Manoela Souza, gestora do projeto, “criando um ambiente na Casa dos Rios de apoio, cooperação entre faixas etárias, gerações, gêneros, raças e classes sociais, autodeterminação e autonomia. Os jovens arteducadores realmente atuaram como um coletivo, entendendo cada fase, e admirando o resgate e beleza da comunidade, ameaçada pelo celular viciante, isolador e invasivo em cada mão.”

A Professora Doelde da escola Irmã Theodora volta para participar numa eco-pedagogia popular que encanta seus alunos.

A Universidade de Oxford da Inglaterra encomendou um vídeo bilíngue com Rerivaldo Mendes de Rabetas AudioVisual, em 2017, para internacionalizar o potencial acadêmico e formador da Pipa. “Reris gosta de documentar o processo”, comentou Dan Baron. “Além da beleza da pipa e das técnicas de navegar, a Casa dos Rios, as ruas e a Orla do bairro e suas casas, pulsam com cooperação, conversa, comunidade, aprendizado, e conhecimento popular.”

A Casa dos Rios lota com crianças e jovens buscando espaços de liberdade e comunidade, numa época de isolamento virtual.

Na entrevista com Rigler Aragão, Dan Baron relacionou o Festival da Pipa com a turnê europeia de um novo espetáculo, ‘Rio Voador’ que Rios de Encontro apresentará na Áustria, Alemanha, Polônia e Bélgica, durante dois meses, a partir do 05 de setembro, Dia de Amazônia. “É insuficiente denunciar o desmatamento na Amazônia do mês passado, que aumentou 278% em comparação com julho de 2018, por o governo que está acabando com a maior e mais antiga tecnologia no mundo, e seus guardiões indígenas, em nome de desenvolvimento.”

AfroRaiz relaxa na Orla depois de um dia concentrado de cuido pedagógico invisível.

“AfroRaiz está viajando para defender Amazônia. Mas também incentivará escolas, universidades, redes e ONGs colaborarem nas áreas de energia solar, plantas medicinais e hortas comunitárias, aqui na Amazônia. Já estamos praticando estes projetos alternativos como base de educação pela sustentabilidade, enraizada na cultura popular, vislumbrando uma ecologia de bem viver, para todos. Vamos levar pipas de sábado ao palco do Parlamento Europeu”.

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Raizes de Autonomia

Fábio Rógerio da SEMED escuta os jovens do Coletivo AfroRaiz refletem sobre o projeto piloto Raizes de Autonomia.

Nessa semana, o projeto eco-cultural e socioeducativo, Rios de Encontro do bairro Cabelo Seco, realizou uma avaliação do seu projeto eco-pedagógico ‘Raízes de Autonomia’ com Fábio Rogério, Diretor do Ensino Urbano da SEMED. O Festival de Verão nesse final da semana praticará os mesmos valores, e os resultados fazem parte da preparação para a Turnê Europeia que o projeto realizará em Setembro e Outubro deste ano para promover eco-pedagogia como uma base chave para defender Amazônia, no Brasil e no mundo.

Mano Souza, gestora cultural do projeto, explicou como o projeto piloto foi idealizado para cultivar autonomia nos jovens oficineiros, e raízes afro-amazônicas em quatro escolas parceiras, através de dois meses de oficinas de dança, percussão, flauta e vídeo e criação de hortas com plantas medicinais. “A roda foi sensacional”, afirmou Fábio Rogério, Diretor de Ensino na SEMED. “Os depoimentos do AfroRaiz tem autoridade e sensibilizam porque refletem uma década de experiência própria de como superar os desafios na educação e nas famílias excluídas. É evidente que Rios de Encontro oferece uma formação que cultiva escuta com respeito, protagonismo juvenil, integração das artes como métodos encantadores de aprendizado e ensino, e compromisso com direitos humanos. Vamos integrar essas práticas na formação de nossos professores”.

AfroRaiz e AfroConnect se apresentam juntos na escola Irmá Theodoro, Marabá.

A Ligia Amaral da Escola Irmã Teodora elogiou os 2 meses de oficinas que fortaleceram o Projeto Conexão Afro já existente na escola. Mas acabaram contagiando a escola inteira. “De repente, alunos abraçaram seus cabelos cacheados e suas raízes afro através da dança e percussão, capazes de explicar que macumba é um instrumento africano com séculos de civilização, e não algo ruim. Respeito pela diversidade e liberdade de ser, viraram cultura do patio. AfroRaiz tocou esses questões com cuidado nas oficinas no quadro e apresentações na praça. E formou um coletivo na escola, capaz de sustentar o projeto com autonomia.”

Camylla Alves de AfroMundi coordena uma oficina de dança afro na Escola Irmã Theodora.

As diretoras das Escolas Darcy Ribeiro, Basílio Miguel e Paulo Freire destacaram o significado pedagógico de jovens arte educadores capazes de empatizar com alunos desmotivados, deprimidos e até se mutilando. Reconhecerem o potencial das artes para lidar com questões sensíveis de raça e gênero, e motivar alunos estudarem ciência, geografia e história e saúde integral, através da horta medicinal.

Katrine Neves, Camylla Alves, Rerivaldo Mendes, Evany Valente, Emmily Neves e Elisa Dias de AfroRaiz completaram a roda com seis depoimentos bem pessoais e detalhados que valorizaram a auto-aceitação cultural, paciência na transformação de preconceitos culturais, e criação de pedagogias com crianças. Porém afirmaram a importância de espaços adequados na escola para criar estes ambientes de descolonização e vida sustentável.

Manoela Souza convidou as diretoras e a SEMED participarem no 5º Festival de Pipa, neste sábado. “Usamos a criação da pipa tanto como método de desenvolver matemática e física, quanto para valorizar e defender a beleza da Amazônia. Marabá é bem vinda participar nessa eco-pedagogia popular!”

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Gerações em Marabá movimentam o bem viver

O Coletivo AfroRaiz apresenta online às ativistas dos 20 países reunidos na cidade de Wroclaw, Polônia.

Nessa semana, o projeto eco-cultural e socioeducativo, Rios de Encontro do bairro Cabelo Seco contribuiu a eventos inéditos na cidade de Marabá, impactando muito além de sua base comunitária, e transparecendo um destino esperançoso possível para a Amazônia.

Na segunda, quatro jovens artistas do Coletivo AfroRaiz abriram a cerimônia de inauguração das 4 usinas de energia solar do Projeto SINFRA: Gestão com Eficiência Energética, no Campus 2 da Unifesspa. Após a performance Afro-Amazônica, o co-fundador do Rios de Encontro, Dan Baron, informou: “Hoje ativistas de 20 países no mundo, atuando com milhões de jovens do movimento secundarista ‘Sextas pelo Futuro’, estão acompanhando essa inauguração. O mundo está olhando para Marabá hoje, palco em cima do maior depósito de ferro do mundo, no estado com o maior aquífero de água potável, no planeta.”

O Coletivo AfroRaiz abre a Cerimônia de Inauguração com dança-percussão de raiz amazônica.

“Lembro da aula inaugural do Reitor Maurílio Monteiro, quando destacou que Unifesspa não poderia ser comparada com índices de universidades em São Paulo, Cambridge ou New York, não só porque ao longo de séculos faltava um projeto político-pedagógico comprometido com os povos da Amazônia, mas porque Amazônia tem outros saberes, responsabilidades ambientais e potenciais enraizados em sua biodiversidade única no planeta.”

“Em 2017”, continua Dan, “perguntei para o Reitor quanto foi a conta de luz da Unifesspa. Quando respondeu 2 milhões de reais, perguntei porque uma universidade amazônica não tinha nenhuma placa solar, e não era liderança em energias renováveis? Hoje, Unifesspa tornou-se liderança pedagógica mundial. Está gerando esperança para gerações onde o maior bioma no mundo que leva chuva à todos os outros, pode ter um futuro sustentável. Unifesspa virou protetora da maior e mais antiga tecnologia no planeta, a Amazônia!”

O governo assista pescadores e eleitos do município de Novo Repartimento transformando o auditório em palco coletivo! O projeto do DNIT foi reprovado quase unanimemente.

Na noite, Rios de Encontro participou na Audiência Pública no Centro de Convenções sobre o projeto Rio Navegável no Rio Tocantins. “Foi uma aula extraordinária em governança, cidadania e futuros sustentáveis”, reflete Dan Baron. “A empresa contratada e o DNIT apresentaram o Projeto e o relatório sobre seu impacto ambiental. Depois, eles viraram a audiência de pescadores da comunidade Tauiry e do município Novo Repartimento, das comunidades tradicionais, de estudantes do Direito da Terra, de lideranças do Movimento Contra as Barragens e Movimento da Soberania em Mineração, e de cientistas da Unifesspa. As realidades devastadas e ciências amazônicas sensibilizaram os visitantes. Ficamos em debate até 1h30 da madrugada, na falha tectônica entre dois grande projetos opostos, de lucro e de vida.”

Lideranças de 20 países no mundo assistam a apresentação Amazônica em Wroclaw, Polônia.

Na quarta feira, AfroRaiz apresentou sua auto-pesquisa artística as 20 lideranças estrangeiras, reunidas em Polônia, por skype. “Dez anos atrás, nem sabíamos que Marabá fazia parte de Amazônia”, disse Katrine Neves para iniciar o diálogo virtual. “A grande maioria passa fome, tem medo de se manifestar, não acredita na política. Como vão proteger Amazônia?”. O seminário virtual encerrou com projetos solidários propostos pelo futuro.

Em seguida, Cia de Dança AfroMundi, no Coletivo AfroRaiz, coordenou uma micro-oficina de 10 minutos para as 20 lideranças reunidas em Wroclaw.

Katrine Neves relata a situação socioambiental em Marabá, traduzida para uma platéia de lideranças de projetos de 20 países no mundo.

Na quinta-feira, Evany Valente, integrante do Rios de Encontro desde 2009, realizou o seminário ‘Defesa da Amazônia para o Projeto Bem Viver’, junto com seu grupo na Turma de 2019 da História. Na mesma noite, estudantes das Empresas Junior de Engenharia Elétrica e Civil da Unifesspa assinaram um contrato com a gestora Manoela Souza de Rios de Encontro para ativar a micro usina comunitária que abastecerá a Universidade Comunitária dos Rios em Cabelo Seco.

A turma 2019 de História se retrata com Professor Darlan depois do seminário coletivo sobre a Defesa da Amazônia pelo Bem Viver.

“Tenho esperança”, disse Manoela. “Nossas universidades pública e comunitária tem um projeto amazônico na prática.”

Estudantes das empresas júnio de Engenharia Elétrica e Civil assisnam contratos com Manoela Souza na Casa dos Rios.

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