Hoje! Pelo Olhar da Maria: do Ecocidio ao Bem Viver!

Folhas da Vida e Rabetos Videos representam Cabelo Seco na celebracao da vida de Maria Silva e Ze Claudio Ribeiro no aniversario do assassinato do casal

Como co-gestores da 7ª Romaria dos Mártires da Floresta, temos o prazer de convidar os participantes, amigas e amigos, e colaboradoras e colaboradores do Rios de Encontro participarem na conversa pública hoje, nessa sexta feira, dedicada ao projeto eco-pedagógico da Maria da Silva, extrativista amazônica, assassinada no dia 24 de maio, 2011, cultivando uma Amazônia sustentável.

Maria:majestidade

Nesta roda de conversa, Dan Baron, co-fundador do Rios de Encontro, responderá a perguntas sobre as origens e os aprendizados do projeto, com base em insights adquiridos em diálogos com Maria e a turma da Pedagogia do Campo e durante sua busca por pedagogias de transformação através da performance.

A roda está realizada pelo Instituto Ze Cláudio e Maria e pelo Instituto Transformance, no Sul do Pará, Amazônia, Ecoe Brasil, e Cambridge Latin American Research in Education Collective (CLAREC):

Sexta, 27 de Maio
06h-08h (Brasil)
10h-12h (Inglaterra)
Darwin College, University of Cambridge
Inglaterra

Para participar online, clica aqui
https://us02web.zoom.us/j/8522582160
ID: 852 258 2160

Viva maria Viva!

This public conversation is dedicated to the eco-pedagogical project of Maria da Silva, an Amazonian extractivist, murdered on May 24, 2011, cultivating a sustainable Amazon.

In this circle of conversation, Dan Baron, co-founder of the Rivers of Meeting project, will answer questions about the origins and learnings of this project based on insights he acquired in dialogue with Maria and the class of Pedagogy of the Land, during his quest for pedagogies of transformation through performance.

This circle is organized by the Instituto Ze Cláudio e Maria and by the Transformance Institute in Southern Pará, Amazônia, Ecoe Brasil, and the Cambridge Latin American Research in Education Collective (CLAREC).

Friday, 27 of May
10am-12pm (England)
6am-8am (Brasil)
Darwin College, University of Cambridge
Silver St, Cambridge, England

To attend this meeting online, click on
https://us02web.zoom.us/j/8522582160
ID: 852 258 2160

 
 
 
 
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Roda Viva (agora!): Bem Viver já! Good Living now!

Venha participar na Roda Vida Aprendizados para Futuros Alternativos, hoje, ás 12h30-14h (Brasil), dedicada a memória e ao projeto vivo da eco-pedagoga amazônida, Maria da Silva, assasinada em maio de 2011. Traga suas perguntas ousadas sobre como cultivar casas, comunidades e escolas bem viver….  

Clica aqui para mais informações e o link ao convite:
Aprendizados Para Futuros Alternativos

Come participate in the Live Circle Learnings for Alternative Futures, today, from 12.30pm-2pm (Brasil), dedicated to the memory and the living project of the Amazonian eco-pedagogue, Maria da Silva, assassinated in May, 2011. Bring your daring questions about how to cultivate good living homes, communities and schools…

Click here for more information and the link to the invitation:
Learnings for alternative futures

 

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Reencontrado! O primeiro Calendário do Rio de Encontro, 2011…!

2011 Calendar (p)

Sim! Reencontramos o primeiro ‘Livro-Calendário’ de 2011, nunca imaginando na época que mais sete calendários iam seguir! Aproveita e reconhece AfroRaiz na sua infância!

E agora, estamos planejando o nono livro-calendário para completar a narrativa da primeira década do Rios de Encontro!

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Rios de Encontro lança ‘Amazônia Sem Molduras’ 


Nessa semana, o Instituto Transformance realizou dois lançamentos da exposição digital Amazônia Sem Molduras (contemplada com o Prêmio de Artes Visuais, da Lei Aldir Blanc, Foto Ativa/Secult-PA). As 22 obras poético-fotográficas retratam momentos chaves nos primeiros 10 anos do projeto eco-cultural socioeducativo, Rios de Encontro, enraizado na comunidade Cabelo Seco desde 2009.

Doelde Ferreira, Kemilly da Souza e Markus Sousa recebem o quadro ‘consciência negra’ de Dan Baron da exposição Amazônia Sem Molduras como presente do Rios de Encontro

A proposta da exposição surgiu da co-fundadora do Instituto, Manoela Souza. “Cada obra começou sua vida como um grande ‘outdoor’ frente à pracinha de Cabelo Seco, fruto de nossos diálogos e ações na comunidade. Dan Baron percebeu a poesia e criatividade nas suas frases e gestos cotidianos, e os transformou em instalações visuais. Cada obra retratou, celebrou, provocou, sensibilizou e convidou, ao mesmo tempo, e continua assim, um processo vivo de eco-alfabetização dialógica!”

“A exposição revela um complexo retrato íntimo”, reflete Dan, “sobre uma comunidade amazônica em processo de se re-conhecer, e sobre o colapso climático que a Mãe Natureza sofre hoje. Mas esse duplo retrato gera esperança, porque mostra criatividade, solidariedade e sabedoria infantis e adolescentes, na rua, casa e escola, uma comunidade violentada buscando seu projeto alternativo do Bem Viver.”

Markus e Kemilly apresentam um fragmento de dança afro de Guiné Bissau para celebrar a cultura de raiz como linguagem de auto-conhecimento e libertação de ensino e aprendizado.

No dia 02 de dezembro, Dan realizou a primeira ação de lançamento na Escola EMEF Irmã Theodora, junto com Doelde Ferreira, professora de geografia e gestora do projeto Conexão Afro, colaboradora com Rios de Encontro desde 2015.

“Dan brincou com os 30 alunos de 13-14 anos da turma 8B, transformando a dificuldade de entender seu sotaque galês em recurso pedagógico”, disse Doelde. “Perguntou por que ele não sabia falar sua própria língua originária, e quem ali sabia sua língua indígena ou africana, e de onde veio o Português na sua boca? Ninguém sabia. Depois Markus Sousa e Kemilly da Souza do Conexão Afro apresentaram dança afro de Guiné Bissau. A turma ficou encantada! Logo, Dan perguntou por que a dança de raiz não está usada como linguagem de ensino e aprendizado?”

“Markus explicou o quanto se conheceu e se libertou dançando suas raízes. Dan logo convidou Kemilly pegar um quadro da exposição que retrata a Biblioteca Folhas da Vida do projeto, e ler o poema Consciência Negra. Kemilly leu, captou e recitou o poema que narra a experiência de uma criança se abrindo, se lendo e escrevendo sua história, desenhando e dançando. Todos aceitaram o convite para colaborar com uma escola indígena e com uma escola solidária com Amazônia na Alemanha!” 

Na live realizada no dia 07 de dezembro, uma roda adulta conhecia a exposição virtual, para focalizar prioridades na segunda década do projeto. A chuva dificultou a participação de parceiros da UNIFESSPA, AESSPA e gestoras de Cabelo Seco, mas Livy Malcher (muralista de Belém), Deize Botelho (gestora cultural), Carlos André Souza (educador), Doelde Ferreira, Manoela e Dan gravaram duas horas de diálogo para criar um recurso ecopedagógico para Marabá e a região. 

A roda identificou arte terapia comunitária, formação ecopedagógica de professores, e projetos interculturais como prioridades numa segunda década. Porém destacou o potencial do projeto tornar-se um programa nacional, cultivando escolas como projetos comunitários de bem viver para nutrir cidades ecológicas sustentáveis.

Exposição digital : https://transformance.org.br/projetos/amazonia-sem-molduras/

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Venha conhecer nossos novos vídeos e site!

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Instituto Transformance partilhe 22 anos de Eco-Pedagogia Amazônica   

Rios de Encontro retrata a criação local e internacional da Universidade Comunitária dos Rios (2013)

Nessa semana, o Instituto Transformance publica dois novos vídeos do Rabetas ÁudioVisual no seu canal do Rios de Encontro, ‘AfroRaiz encontra Sudão’ e ‘Viva a Arte de Eco-Pedagogia, Viva’, e convida parceiros visitarem dois arquivos inéditos, ‘As Castanheiras Lembram’ no contexto do debate atual ‘Ecocídio ou Bem Viver?’, e ‘Amazônia Sem Fronteiras’, frutos de quatro projetos, um contemplado com o Edital Preamar de Cultura da Secult-PA “As Castanheiras Lembram”, etrêspela Lei Aldir Blanc: Cultura em Movimento da Secult/Marabá “Rabetas Audiovisual Bem Viver”, Artes Visuais da FotoAtiva e Secult/PA “Amazônia Sem Molduras”, e também pela Secult Pará “Biblioteca Comunitária Folhas da Vida”.

Primeiro outdoor anuncia o primeiro Festival Beleza Amazônica (2012)

“Pela primeira vez desde a criação de nosso Instituto Transformance em 2004, estamos compartilhando arquivos de mais de 25 anos de projetos comunitários eco-pedagógicos, realizados através das artes populares”, explica Dan Baron, artista visual e co-fundador do Instituto junto com a arte educadora e gestora cultural, Manoela Souza. “São arquivos de valor sociológico e riqueza ecocultural raros, no Brasil, na América Latina e talvez, no mundo, que oferecem recursos essenciais para um planeta balançando no limiar entre Ecocídio e Bem Viver.”

Outdoor na praça de Cabelo Seco integra poesia, foto e música para lançar o CD das Latinhas de Quintal (2013)

Os fundadores do Instituto Transformance são claros que paradoxalmente, a pandemia que necessitou a distancia social e permitiu tanta dedicação, paralisou seus projetos na rua e na Casa dos Rios, e não pode limitar a vida desses recursos ao mundo virtual. “Esses arquivos e exposições precisam ser discutidos e adaptados para serem aplicados, presencialmente, ao criar projetos e comunidades bem viver.”

Outdoor celebra alfabetização cultural integral na pracinha de Cabelo Seco (2014)

Para Dan Baron, não é uma coincidência que um dos novos vídeos compartilha aprendizados ao longo de 30 anos da eco-pedagogia que monumentalizou o Massacre de Eldorado dos Carajás (1999), e o outro celebra o encontro entre jovens artistas de Amazônia (AfroRaiz, 2019) e África, na véspera do encontro mundial sobre colapso climático, COP 26. 

Nem é coincidência que um projeto eco-pedagógico na comunidade afro-indígena ribeirinha matrix de Marabá, vem curando uma exposição virtual e presencial de doze anos de ‘outdoors’ (4,5m x 3m), na pracinha e nas paredes de Cabelo Seco, bem no momento quando as raízes e seus guardiões originários estão ameaçados pela extinção e o mundo precisa transformar sua vivência traumática de pandemia, em uma escolha ciente entre vida e morte.

Outdoor que questiona profundamente as sequelas de escravização no. Dia Mundial de Consciência Negra. (2012)

Mas tanto “Amazônia Sem Molduras”, quanto os vídeos e exposições no arquivo “As Castanheiras Lembram” não só documentam. Elas narram através da poesia, música e histórias coletivas, processos vivos de alfabetização eco-cultural, para cultivar consciência comunitária sobre os direitos da mãe terra, ameaçados pela mineração industrial e digital. São idealizados para ajudar escolas e gestoras hoje a defender ambos os rios, florestas e campos da Amazônica, e imaginar como criar comunidades urbanas de coletivos ecológicos. 

Outdoor do lançamento do CD ‘Amazonia Nossa Terra’ ( project_Rios_de_Encontro) que afirma o princípio que guia todos os. projetos do Instituto: Amazônia não está a venda.

O IX Festival Beleza Amazônica neste ano, o primeiro desde 2019, estará a culminação desse lançamento. O projeto Rios de Encontro pretende realizar um roda de diálogo sobre “Amazônia Sem Molduras”, uma Bicicletada e uma Biblioteca “Abraço Bem Viver” para gestores adultos e crianças, e um ciclo de diálogos: “Viva a Arte de Eco-Pedagogia Viva!” com parceiros internacionais.

Mais informação com Manoela Souza e Dan Baron (riosdeencontro@gmail.com)

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Agora, a roda viva com Camylla Alves de AfroMundi!

Entre no zoom ou pela página AfroMundi PésnoChão no Facebook https://www.facebook.com/profile.php?id=100005747025044

Boa roda!

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AfroMundi lança ‘A Baleia e a Dançarina’ com roda nessa segunda!

No sexto espetáculo da Cia AfroMundi, nossa solista-coreógrafa Camylla Alves e nosso diretor artístico Dan Baron criam uma performance sem piscar, em tempos de pandemia, inteiramente por meio do Zoom, perguntando:

“Numa Amazônia que já está emitindo mais gases de carbono e tossindo rios voadores de cinzas, a esperança e a utopia ainda são possíveis?”

Em uma salinha de cimento com janela gradeada, olhando para o fim do mundo, AfroMundi responde..

https://youtu.be/2_Xmfq8E1mo

Venha participar na roda de conversa às 19h-21h na segunda que vem, 27 de setembro, para trocar reflexões com Camylla e Dan!

https://us02web.zoom.us/j/8611110468?pwd=RTRCMjhaQkxiVEtwSmg1em4vekZYdz09

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Janelas virtuais inspiram colaboração eco-pedagógica internacional

Foto 2 Alunas do projeto Conexão Afro apresentam sua cultura para alunos de Hamburgo, Alemanha num diálogo sobre a defesa da Amazônia.

No Dia Mundial do Trabalhador, dia 01 de Maio, e no dia 06 de Maio, o projeto eco-cultural Rios de Encontro, enraizado em Cabelo Seco, realizou duas rodas virtuais inter-continentais, junto com a Escola St Ignace de Loyola em Wanament, Haiti, a Escola Klosterschule Hamburgo, Alemanha, a EMEF Irmã Theodora, Marabá, e a Universidade de Oxford. Em rodas bem diferentes, alunos e educadores manifestaram grandes preocupações em comum: o desmatamento das florestas na Amazônia e a vontade de trocar projetos eco-pedagógicos, para atuar juntos, a tempo. 

Foto 3 Alunos de Haiti explicam a ecossistema de abelhas à Rios de Econtro e a Aliança Educere

A visita virtual de 45 minutos em Wanament ampliou-se para duas horas. Num coletivo que incluiu um pesquisador em biotecnologia e duas antropólogas da Universidade de Oxford, Dan Baron e Manoela Souza escutaram 25 jovem coordenadores de um projeto de criação de abelhas explicarem o que aprenderam sobre o ecossistema e a relação recíproca e cuidado mútuo entre abelhas e seres humanos. No final, Manoela do Rios de Encontro celebrou o projeto:

Foto 1 Alunos de Haiti explicam a ecossistema de abelhas à Rios de Econtro e a Aliança Educere.

“Fiquei impressionada com a sensibilidade e ciência bem viver que alunos de 13 à 17 anos já adquirirem, a partir de sua vivência de saúde integral. Já sabem os benefícios do própolis e da organização social da colmeia. A eco-pedagogia do projeto gera motivação, liberdade, e responsabilidade ambiental. Quando eu citei nossa colaboração com oGrupo de Trabalhadoras Artesanais e Extrativistas (GTAE) em Nova Ipixuna, logo captaram a relação entre a produção de mel orgânico, reflorestamento e a resolução da crise hídrica na Amazônia”. 

Foto 4 Alunas do projeto Conexão Afro dialogam com alunos de Hamburgo Alemanha num diálogo sobre como defender Amazônia.

Na segunda roda com Professor Tonio Kempf da Escola Klosterschule em Hamburgo, 06 alunos de 14 anos apresentaram sua Carta Coletiva ao Presidente Bolsonaro. Através de teatro educação, acusaram o Presidente pela destruição acelerada do ecossistema e biodiversidade da Amazônia e exigirem um política de corresponsabilidade mundial. Em troca, a Professora Doelde Ferreira da Escola Irmã Theodora e 06 alunas e um aluno apresentaram dois clips de dança do projeto Conexão Afro.

Foto 5 Marcos do projeto Conexão Afro apresenta dança de Guine Bissau para alunos de Hamburgo, Alemanha, num diálogo sobre a defesa da Amazônia.

“A roda foi positiva, principalmente por saber que não só os adultos, mas os adolescentes conhecem a situação política e ambiental do Brasil”, disse Doelde. “Mostrou que a arte é importante não só para embelezar nosso cotidiano, como também ajudar para refletirmos sobre temas pesados. E que embora muitas pessoas falem dos problemas ambientais enfrentados no mundo, pouco ainda se faz, no quesito por em prática, tomar uma atitude. Essa janela virtual nos proporciona conhecer outros povos e sua cultura, ampliando nossa visão, aproximando o que antes nos parecia tão distante. São outras perspectivas, e outras soluções!”

No final, Dan Baron ofereceu traduzir a Carta de Hamburgo, e traduziu o desejo de seus escritores participarem numa oficina de dança, online. “Perceberam nos retornos dos jovens de Marabá que a dança de raiz cultiva autoconfiança, consciência amazônica, motivação coletiva e resiliência. Mas quando ouviram que Marabá é um dos raros municípios no país com um Projeto Político Eco-Pedagógico, sentirem esperança!”

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Rios de Encontro planta colaborações no Dia Mundial da Terra

Camylla Alves responde às perguntas dos alunos da Alemanha sobre como proteger Amazonia, para iniciar a colaboração de performance educação.

No Dia Mundial da Terra, 22 de Abril, o projeto eco-cultural e socioeducativo Rios de Encontro, enraizado em Cabelo Seco, realizou 03 rodas virtuais com artistas e eco-pedagogos de três gerações de quatro continentes do mundo. Destacaram a urgência de criar uma Lei Internacional de Ecocídio e politicas públicas que transformam solidariedade em projetos colaborativos de Bem Viver. 

Amanheceu com um encontro virtual entre a dançarina e educadora Camylla Alves e Dan Baron, diretor artístico de Rios de Encontro, 12 alunos e Professor Tonio Kempf da escola Klosterschule Hamburgo, Alemanha, e Professora Doelde Ferreira da Escola EM Irmã Deodoro de Marabá, para cultivar uma colaboração eco-pedagógica através de performance ao cuidar do planeta.

Camylla apresenta uma cena de seu solo em criação ‘A Baleia e a Dançarina’.

“Fiquei impressionada com a sensibilidade ecológica e intercultural dos alunos de 14 anos”, disse a Professora Doelde. “São bem parecidos com meus alunos, mas falam inglês fluentemente e estudam online. Tem grande preocupação com a Amazônia e queriam saber o que fazer para proteger as florestas e salvar nosso futuro.” 

“Apresentamos um vídeo sobre Cabelo Seco e a destruição pela mineração de nossos rios, e depois apresentei uma cena do solo A Baleia e a Dançarina que dramatiza o que venho vivendo durante a pandemia”, disse Camylla. “Foi bem recebida, e gerou reflexões perceptivas e propostas de boicotar carne e soja produzidas na Amazônia, e escrever cartas à nossos governantes, apoiando a campanha mundial para processar o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro.”   

Dan Baron apresenta Camylla Alves e Manoela Souza de Rios de Encontro à Aliança Educere no Dia Mundial da Terra.

Na segunda live, mestres de cultura e eco-pedagogos da Índia, África, Europa, EUA, Ásia da Aliança Educere e Dan Baron foram recebidos na casinha-estúdio da Camylla, numa roda que abriu os caminhos até o Dia Mundial do Meio Ambiente, virtual, que será em 05 de Junho. 

“Dancei, e cada adulto se emocionou e se solidarizou com o meu isolamento e medo”, relatou Camylla. “Reconhecerem sem palavras o limiar entre desespero íntimo e cuidado social. Choraram, desacreditando que num quartinho simples, com uma janela e celular, era possível dramatizar a busca pela liberdade, segurança e bem viver do mundo. Fiquei aliviada! Tanta consciência ecológica pulsando no mundo!”

Camylla Alves dança uma cena do solo ‘A Baleia e a Dançarina’ (contemplado com a Lei Aldir Blanc, Secult Pará) na laive com Aliança

Pela tarde Camylla e Dan participaram numa live da rede Cultura Declara Emergência, o Museu do Clima e Cartas da Terra, para conhecer uma nova geração de artistas criando uma colaboração entre culturas celtas da Inglaterra, País de Gales, Irlanda e Escócia e Rios de Encontro. A partir de poemas, bordados, pinturas, vídeos e cartas, as jovens artistas trocaram reflexões sobre os efeitos da pandemia e propostas para sensibilizar e encorajar a sociedade à resgatar e reinventar o Bem Viver ancestral para transformar o colapso climático.

Camylla apresenta uma cena do solo A Baleia e a Dançarina para iniciar a colaboração com culturas celtas.

“Me senti muito feliz de ver minha geração usando as artes como formas pacificas de reivindicação e libertação para salvar nosso ecossistema”, disse Camylla. “Uns adultos no chat me pedirem para explicar a dança. Respondi que prefiro incentivar cada pessoa buscar sua interpretação. A saída das pandemias vai depender de cada um de nós se conscientizando e plantando seu quintal.”

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