AfroMundi premiada, veja porque no calendário de 2015!

Joao Paulo Souza, Lorena Melissa e Camylla Alves de Cia AfroMundo apresentam o espetáculo 'Lágrimas Secas' numa escola pública enraizada em educação ecológica, Connecticut 2015

João Paulo Souza, Lorena Melissa e Camylla Alves apresentam ‘Lágrimas Secas’ em New York, Maio de 2015.

No dia 01 de agosto, descobrimos que Camylla Alves, coreógrafa e dançarina da AfroMundi, e equipe de Dan Baron (diretor artístico), Manoela Souza (produtora cultural), Pablo Sousa (diretor técnico) e Ze Viana (memória) foram contemplados pela Fundação Nacional das Artes, Ministério da Cultura, como um de onze Novos Talentos nacionais no Brasil. Veja nosso calendário de 2015 para entender porquê!

2015 Calendar

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festival de verão 2015! cartaz e programa

convite a festival de verao 2015 (panfleto)

 

 

 

 

 

 

convite a festival de verao 2015 (verso)

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Rios de Encontro se reinventa no Festival de Verão

Rerivaldo realiza sua primeira oficina áudio-visual de formação com Carol, co-coordenadora do Cine Coruja e Roupas ao Vento, para formar uma equipe de documentação do festival.

Rerivaldo realiza sua primeira oficina áudio-visual de formação com Carol, co-coordenadora do Cine Coruja e Roupas ao Vento, para formar uma equipe de documentação do festival.

Lançamos nosso oitavo ano e novo ciclo com nosso segundo Festival de Verão, ‘Sou Glocal’. A semana de intervenções culturais, ações artísticas, rodas, oficinas e diálogos internacionais, abre no dia 25 de julho com uma grande Bicicletada ‘Deixa-Me Passar!’, e encerra com a segunda ‘Festa da Pipa Solar’ no sábado, dia 01 de agosto.  

Coordenadores da biblioteca comunitária 'Folhas da Vida' Carol e Rafael idealizam a 'Aldeia Criativa de Leitura Infantil' que vai ter um destaque no festival 'Sou Glocal'.

Coordenadores da biblioteca comunitária ‘Folhas da Vida’ Carol e Rafael idealizam a ‘Aldeia Criativa de Leitura Infantil’ que vai ter um destaque no festival ‘Sou Glocal’.

Desde a turnê que levou 15 integrantes do Projeto para apresentar os espetáculos ‘Deixa Nosso Rio Passar!’ e ‘Lágrimas Secas’ em New York e culminou no Pátio Shopping e Cabelo Seco, os jovens artistas e arteducadores do ‘Rios de Encontro’ passaram os últimos meses num processo de reflexão, consulta e planejamento criativo. “Depois de 24 apresentações e 84 oficinas, tudo em três semanas,”, conta Dan Baron, “precisávamos respirar fundo. Voltamos com uma perspectiva claríssima mas um pouco pesada sobre o significado mundial de Marabá e de cada uma de nossas ações e decisões. Precisávamos nos distanciar para imaginar como integrar tanta experiência no nosso palco de Cabelo Seco!”.   

Camylla Alves e Lorena Melissa adaptam a obra 'Lágrimas Secas' para uma plateia internacional da Festa das Artes 'Somos as Américas', durante o festival.

Camylla Alves e Lorena Melissa da Cia AfroMundi adaptam a obra ‘Lágrimas Secas’ para uma plateia internacional da Festa das Artes ‘Somos as Américas’, durante o festival.

Dan Baron explica. “Na primeira noite de histórias e sonhos na Pracinha de Cabelo Seco em abril de 2009, ninguém poderia ter imaginado que, sete anos depois, crianças condenadas a viver chacinas de jovens e cercadas por preconceito iam ganhar um prêmio mundial. Porém o ganhamos não somente como artistas e arte educadores, mas como embaixadores amazônicos, e recebemos as mesmas perguntas em cada escola que visitamos: o que fazer para ajudar a preservar Amazônia? e porque Marabá está tão passiva diante a iminente violação do Rio Tocantins e destruição do equilíbrio da Amazônia? O tema de nosso festival de verão, ‘Sou Glocal’, afirma nossa consciência que nossa vida local tem impactos globais, e como o mundo impacta em nossa vida. Cada  postagem no celular mostra isto! Mas não reconhecemos que hoje, nós em Marabá influenciamos o mundo, até a nossa passividade. Depois de meses de diálogo entre nós e com velhos e novos parceiros, temos uma resposta!”.  

Elisa, Carol e Camylla idealizam a participação de 'Roupas ao Vento'  contra a violência contra mulheres, para o festival.

Elisa, Carol e Camylla, coordenadoras do projeto premiado, idealizam a participação de ‘Roupas ao Vento’ (contra a violência de mulheres), para o festival.

O Festival de Verão 2015 afirma os focos principais que vão guiar as ações e colaborações com as escolas, comunidades e universidades, no próxima semestre, sempre com o duplo-foco local e mundial: alfabetização eco-cultural, ação cultural comunitária e economia sustentável. “Porém, temos quatro questões urgentes que estão bem presentes na nossa vida que vão permear tudo,” continua Dan, “sexualidade juvenil, vida celular, criatividade infantil e coragem indígena. Cada uma destas questões é cercada com preconceito, medo e silêncio, e todas vão influenciar a questão mais urgente na vida glocal de cada um de nós hoje: virar as costas ou preservar o Rio Tocantins?”.  

Rafael leva a bici-rádio solar na rua para divulgar o cine. Pode casar ela com a biblioteca infantil?

Rafael leva a bici-rádio solar na rua para divulgar o cine. Pode casar ela com a biblioteca infantil?

O festival ‘Sou Glocal!’ oferecerá Oficinas de violão, dança, televisão comunitária, mosaico juvenil, animação, e biomedecina, e Rodas de dança afro-contemporânea, desenhos animados, vídeos sobre Amazônia (abordando sexualidade, mídia e ação juvenil), e conversa sobre Cuidado Comunitário (segurança, fisioterapia, escola e energia solar). Vai ter quatro grandes ações nas ruas, abertas a todos: a Bicicletada ‘Deixa-Me Passar!’ (dia 25), a ‘Aldeia Criativa de Leitura Infantil’ (dia 29), a Festa das Artes ‘Somos as Américas!’ (dia 31), a Festa de Pipa Solar (dia 01).

Camylla Alves implora Rafael Varão e os outros jovens permanecerem na sua comunidade de Cabelo Seco, no espetáculo 'Deixa o Nosso Rio Passar!', apresentado no Teatro de Cabelo Seco, 25 maio de 2015. Vamos assistir o espetáculo durante o festival?

Camylla Alves implora Rafael Varão e os outros jovens permanecerem na sua comunidade de Cabelo Seco, no espetáculo ‘Deixa o Nosso Rio Passar!’, apresentado no Teatro de Cabelo Seco, 25 maio de 2015. Vamos assistir o espetáculo durante o festival?    

 

 

 

 

 

A programação do Festival de Verão ‘Sou Glocal’ 2015 será divulgada a partir deste final da semana.

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Assista ‘Lágrimas Secas’ da Cia AfroMundi

Compartilhamos o ensaio final público do novo espetáculo de dança amazônico-contemporânea, ‘Lágrimas Secas’, fruto de seis meses de pesquisa!

https://www.youtube.com/watch?v=4QeTjPd7O9Y

 

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Celebramos Maria da Silva e Dia da África com teatro e dança na praça!

Rios de Encontrou dedicou o final da semana passada à apresentação de dois espetáculos estrelados na sua turnê recente nos EUA. A partilha dos frutos de seis meses de pesquisa e criação coletiva para sua própria comunidade de Cabelo Seco coincidiu com a celebração da vida da grande arte educadora, Maria Silva, assassinada no dia 24 de maio de 2011, e do Dia da África, continente berço do bairro afro-descendente matriz da cidade de Marabá.

Sensibilizada pela Mãe Terra, Camylla Alves implora Rafael Varão e os jovens permanecer na sua comunidade de Cabelo Seco, no espetáculo 'Deixa o Nosso Rio Passar!'.

Sensibilizada pela Mãe Terra, Camylla Alves implora Rafael Varão e aos jovens permanecerem na sua comunidade de Cabelo Seco, no espetáculo ‘Deixa o Nosso Rio Passar!’.

No espetáculo ‘Deixa o Nosso Rio Passar!’, danças paraensas apresentadas pela ‘Compania AfroMundi’ e micro-projeto ‘Ruas Dançantes’ e impulsionadas pelas percussionistas das Latinhas de Quintal, motivam a Mãe Terra acreditar no poder dos jovens artistas de Cabelo Seco criarem uma intervenção de raiz para salvar o Rio Tocantins da sedução do Boto que oferece água, luz, ar condicionado e casas para todos. No palco, sensibilizada num ensaio de ballet, a Camylla Alves descobre o poder da dança afro-contemporânea para escutar a Mãe Terra e motivar outros jovens repensar sua decisão de mudar para moradas novas e permanecerem no seu bairro histórico para defender a beleza e a vida da Amazônia.

“Em realidade, começamos nossa autopesquisa”, explica Camylla, “através das músicas do mestre Zequinha, quando iniciamos o projeto Rios de Encontro em 2008. Assim, começamos a resgatar nossas raízes e a nos reinventar. Mas fomos inspirados pelas mulheres e homens de nossa Amazônia, Maria Silva, Zé Claudio e Chico Mendes, para transformar projetos de morte como a hidrelétrica, em projetos de vida, como energia solar!”.

“Na cena final”, explica Rafael Varão, co-coordenador do micro-projeto Folhas da Vida que cultiva bibliotecas familiares, “todos nós largamos nossa comunidade ancestral, enganados pelo ladrão de sonhos, acreditando que o melhor está disponível lá fora. Foi tão difícil atuar aquela cena quando a gente sai com a mala. Sentimos tanta emoção, em particular frente à nossa própria comunidade que está vivendo a pressão de sair todo dia!”

A cena culmina com os 12 jovens cantando a música ‘Pare o trem, por favor, eu quero descer’, escrita por Zequinha em 2014, e tocando o agogô, símbolo no espetáculo da devastação das grandes florestas de Castanhanheiras mas também da capacidade de ouvir a Mãe Natureza e da opção de cuidar dela, virando as costas ao imediatismo, corrupção e ‘ganância dos gigantes’.

“Nossa praçinha lotou”, emocionou Zequinha, “com moradores, adultos, jovens e crianças, professores e empresários da cidade e até com artistas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo pesquisando a guerilha do Araguaia. Graças à coragem de nossos jovens, fruto de sete anos de determinação para não serem derrubados pelo cinismo e ciúmes da minoria, é possível acreditar nas alternativas de energia solar. Diante da ameaça de secas, que aparece no espetáculo, espero que nosso povo possa acordar a tempo.”

João Paulo Souza, Lorena Melissa e Camylla Alves da Cia AfroMundi apresenta 'Lágrimas Secas' na feirinha da Praça Duque de Caxias.

João Paulo Souza, Lorena Melissa e Camylla Alves da Cia AfroMundi apresentam ‘Lágrimas Secas’ na feirinha da Praça Duque de Caxias.

A Cia AfroMundi acordou cedo no domingo para reapresentar seu novo terceiro espetáculo ‘Lágrimas Secas’ na nova Feira de Artesanato da praça Duque de Caxias, na Velha Marabá.

“Esta obra amazônico-contemporânea motivou diversos públicos em New York em abril a perguntar, o que podemos fazer?”, comentou Dan Baron, membro da coordenação do projeto Rios de Encontro. “Duvidei que uma platéia de famílias e crianças iam assistir uma obra tão séria num domingo. Ela dramatiza o Rio Tocantins pegando fogo, o imaginário contemporâneo juvenil da região, uma alerta a favor de energia solar. Mas a platéia ficou fascinada e depois conversou com os jovens. Parabenizamos a SEMAC pela iniciativa da faira e pelo espaço de debate a partir da cultura.”

Nájila Rachid Marina da SEMAC recebe o calendário 2015 do Rios de Encontro da Cia AfroMundi.

Nájila Rachid Marina da SEMAC recebe o calendário 2015 Rios de Encontro da Cia AfroMundi.

A Nágila Rachid Marina, Secretária da Ação Comunitária, Trabalho e Cidadania encerrou a apresentação de ‘Lágrimas Secas’ elogiando Rios de Encontro. “Acompanho cada matéria sobre este projeto e parabenizo estes jovens que não só levam nossa cultura paraensa para outras regiões e países, mas têm uma consciência ecológica avançada e corajosa. Nosso espaço é sempre aberto à vocês!.”

Rios de Encontro entra agora num intervalo de pesquisa e reflexão e volta em julho com o Festival de Verão de sua Universidade Comunitária dos Rios.

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Venha assistir ‘Deixa Nosso Rio Passar!’ neste sábado!

Venha participar! Neste sábado, 19h30!

Venha participar! Neste sábado, 19h30!

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Rios de Encontro vira referência mundial de educação ecológica nos EUA

Cia 'Deixe o Nosso Rio Passar' 2015 (Rafael Varão, Sandoval Maia, Lorena Melissa, Pablo Souza, João Paulo Souza, Carolayne Valente, Matheus Sá, Dan Baron, Zequinha Sousa, Mano Souza, Rerivaldo Mendes, Évany Valente, Carol Souza)

Cia ‘Deixe o Nosso Rio Passar’ 2015 (Rafael Varão, Sandoval Maia, Lorena Melissa, Pablo Souza, João Paulo Souza, Carolayne Valente, Matheus Sá, Dan Baron, Zequinha Sousa, Mano Souza, Rerivaldo Mendes, Évany Valente, Carol Souza)

Os 15 artistas, artes educadores e gestores amazônicos do projeto eco-cultural Rios de Encontro voltaram dos Estados Unidos nessa semana. Sua maratona artística e pedagógica de 22 apresentações do espetáculo Deixa o Nosso Rio Passar! e 42 oficinas e rodas em 18 dias alcançaram direitamente 09,800 jovens, crianças e adultos em escolas e centros culturais nos estados de Connecticut, New York e New Jersey. Dedicaram seus primeiros dias de volta compartilhando suas experiências com suas famílias em Cabelo Seco e idealizando um calendário de partilha com suas escolas e colaboradores parceiros em Marabá. Começa com uma apresentação no Pátio Shopping na quarta-feira, dia 13 de Maio, as 18h, em colaboração com a Casa de Cultura.

Carol Souza, Évany Valente e Eliza Neves evocam Amazônia numa apresentação escolar.
Carol Souza, Évany Valente e Eliza Neves evocam Amazônia numa apresentação escolar.

“Realizamos um trabalho de qualidade artística excelente”, disse Zequinha Sousa, diretor musical do projeto Rios de Encontro desde o primeiro ‘quintal de cultura’ em fevereiro de 2008. “Nosso espetáculo de dança, percussão e teatro ultrapassou as expectativas de todos envolvidos, os parceiros norte-americanos, jovens e adultos de nosso projeto, e nossas plateias. Fomos o primeiro projeto que ganhou o prêmio mundial de Creative Connections que vem de um bairro popular, e que se posicionou. Conseguimos sensibilizar uma rede influente de cultura e educação, do país mais poderoso no mundo sobre a necessidade de preservar Amazônia e, em particular, substituir a proposta da hidrelétrica no Rio Tocantins aqui em Marabá com energia solar. E aprendemos muito sobre nossa riqueza e comportamento como ser ambaixador de nossa propria convivência.”

Camila Alves, Carolayne Valente e Lorena Melissa apresentam Carimbó.
Camila Alves, Carolayne Valente e Lorena Melissa apresentam Carimbó.

“Apresentamos e realizamos oficinas em escolas públicas e particulares”, explica Elisa Neves, mãe solteira de 18 anos, percussionista no Rios de Encontro desde a primeira noite do projeto em 2008, e co-coordenadora do micro-projeto Roupas ao Vento da Fundação Elas que usa as artes para transformar violência contra meninas, jovens e mulheres, em relações de respeito. “Aprendemos como adaptar nossas artes para platéias infantis, juvenis e adultas, de diversas classes sociais. Percebemos que crianças tem a maior coragem para perguntar e ficamos impressionados com a profundidade de suas perguntas sobre a irresponsibilidade ambiental e os origens da ganância e corrupção aqui no Pará e no Brasil. Cada platéia ficou preocupada e perguntou no final como puderia ajudar a defender a Amazônia. Desenvolvemos nossas respostas numa roda ao vivo, depois de cada apresentação. Explicamos que Amazônia está dentro de cada cidadão no mundo e que a melhor solidariedade é cuidar da Mãe Natureza em casa, integrando projetos sobre o meio ambiente como base da educação formal. Aprendi muito! Muito mesmo, sobre mim e com os projetos escolares lá.”

Matheus Sá e Carolayne Valente apresentam Quadrilha no espetáculo.
Matheus Sá e Carolayne Valente apresentam Quadrilha no espetáculo.

“Amei encontrar jovens já produzindo vídeos sobre Amazônia,”, disse Évany Valente, 16 anos, musicista com As Latinhas de Quintal desde o início do projeto e co-coordenadora do projeto Gira-Sol que está experimentando com energia solar nos micro-projetos Rádio Arraia, Cia AfroMundi, Rabetas Vídeos e Biblioteca Folhas da Vida. “Mas fiquei impressionada que adolescentes de 14 a 16 anos de idade estão já eliminando alimentos venenosos de sua vida cotidiana e escrevendo cartas de intervenção as multinacionais Coca Cola e Pepsico, insistindo sobre transparência na produção de seus produtos e os relacionando com o desmatamento de nossas florestas. Levei um susto que o mais rico estado nos EUA tem tanta pobreza e desigualdade, mas fiquei maravilhada pelo seu avanço da educação e dos compomisso ambientais. Tocamos no Museo da Criança completamente abastecido pela energia solar!”

Lorena Melissa, Camila Alves e João Paulo Souza apresentam 'Lágrimas Secas' na escola PolyPrep em New York, durante o torné.
Lorena Melissa, Camila Alves e João Paulo Souza apresentam ‘Lágrimas Secas’ na escola PolyPrep em New York, durante o torné.

João Paulo Souza, 17 anos, dançarino recentemente integrado na Cia AfroMundi e convidado para aumentar a força da dança num espetáculo que pudesse comunicar com um minímo de palavras, voltou impressionado com a autoconfiança das crianças. “Um dentre os centenas de momentos que me marcaram, foi um encontro surpresa com Kimberley, uma menina cega de cinco aninhos. Depois da apresentação, sua professora guiou ela tocar todos nossos instrumentos de percussão amazônica, e ela ficou encantada com o Agogó, feito com o oriço da castanha, o símbolo poético principal de nosso espetáculo. Quando ela o tocou, todos nos choramos. Ela ganhou um depois de nossa apresentação. Foi assim que nos ficamos sensibilizados, numa troca humana que aprofundou minha interpretação e colaboração no palco e nas oficinas, e ajudou superar o cançaso de nossa maratona!”

Cada integrante do grupo passou duas semanas hospedado numa família solidária de um aluno do Centro de Estudos Globais na escola pública Brien McMahon High School, Connecticut. Recebeu uma generosidade de carinho, apoio social e integração em cada dimensão familiar inesperados.

“A maioria de nós nunca tinha viajado,” observou Rerivaldo Mendes, 19 anos, coordenador do micro-projeto premiado Rabetas Videos. “O amor de cada família nos segurou quando experimentamos novas comidas e costumes. Emprestou roupas de frio e ampliou nossa experiencia de vida. Eu e Pablo tivemos sorte, hospedados em uma família libanesa com um pai que fala português. Mas as outras famílias, de Costa Rico, Peru, Equador, Guatamala, El Salvador, Colombia e Mexico falavam espanol, a lingúa principal das grandes cidades. Quando nosso pessoal enfrentou dificuldades de comunicação, pegaram Google Tradutor e pronto, improvisaram. Fomos bem preparados pelo projeto com um processo de formação em inglês, filmes sobre a realidade escondida de jovens da América Latina lutando para entrar e sobreviver nos EUA. A convivência foi nossa grande professora.”

 

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