Festival de Verão encerra afirmando justiça social e climática rumo Fórum Bem Viver

Deputada europeia Julie Ward (Inglaterra NW) se despede da coordenação do Rios de Encontro (o Coletivo AfroRaíz), e o diretor de teatro comunitário uruguaio, Carlos Torrado, amplia a colaboração.

A segunda semana do Festival de Verão encerrou a quarta residência internacional do festival, de Carlos Torrado, professor universitário de teatro comunitário, e uma grande festa de artes com açaí. Integrou a Unifesspa, movimentos sociais e a comunidade LGBT e se ampliou para São João do Araguaia e povos indígenas da região de Parauapebas e Canaã dos Carajás, numa grande afirmação de direitos humanos e justiça climática.

Duas gerações de Rios de Encontro celebram dança afro na Festa das Artes e Açaí.

eatro Folhas da Vida dramatiza a preocupação comunitária sobre o Rio Tocantins na Festa das Artes e Açaí.

“Nunca vi uma grande festa das artes gestionada, produzida e realizada por jovens artistas com tanta confiança, qualidade e alegria!”, disse Carlos Torrado, teatrólogo, da Universidad de la República de Uruguai. “Virou uma celebração inclusiva de 250 pessoas, incluindo estudantes da graduação Direito da Terra, gestores e crianças, pulsando com dança e percussão de raiz, teatro solidário com o rio, produção audiovisual excelente e o sabor de açaí! Levarei para sempre artistas infantis, formados por artistas jovens, na frente de sua própria comunidade, defendendo Amazônia com sua beleza!”

Carlos ministra sua oficina de teatro de autodeterminação na Unifesspa.

“Foi uma semana inspiradora! A comunidade LGBT na Unifesspa”, continuou Carlos, “me impressionou com sua ética excepcional, se tratando com respeito, cuidado e consciência social ampla. As visitas para idealizar o Fórum de Bem Viver, e também para conhecer a vida do Povo Xikrin e do futuro de São João do Araguaia, ambos ameaçados pela industrialização da Amazônia, me impressionou! E a roda com a turma de Direito da Terra sobre a construção de justiça social para todos foi extremamente analítica, informada pela ditadura de austeridade no Brasil. Minha universidade em Montevidéu oferece estudos gratuitos para América Latina, e pretendo convidar Marabá colaborar!”

Carlos (dir.frente) e a turma do Direito da Terra encerram uma conversa sobre justiça social na América Latina na Unifesspa.

“A deputada europeia Julie, e o teatrólogo Carlos, deixaram grandes contribuições bem distintas”, disse Dan Baron, da coordenação do Rios de Encontro, “tanto para a comunidade Cabelo Seco e Unifesspa, quanto para os povos Parketêjê e Xikrin, e os movimentos sociais. Vivenciaram muito em pouco tempo, da emergência nas áreas de direitos humanos, questões socioambientais que Amazônia está sofrendo. Mas também vivenciaram a beleza amazônica, saboreando Tucunaré, águas mornas do Araguaia e Tocantins, e a generosidade de Cabelo Seco! Neste sentido, nos ajudaram muito em entender como construir nosso Fórum Bem Viver (31 de agosto-04 de setembro), cujos 80 convidados nacionais e regionais vão inspirar e fortalecer Marabá.”

Julie Ward e Carlos Torrado ouvirem relatos do Povo Xikrin sobre a violação de seus direitos culturais e territoriais, e do meio ambiente pela mineradora Vale, que os marcaram profundamente.

“O Fórum Bem Viver convida projetos de cada setor da sociedade civil, escolas e movimentos sociais entrar em contato comigo”, disse Mano Souza, “se quiser organizar uma conversa pública com os convidados nacionais (gestores, arte educadores e cientistas), ou sediar um mini-curso de formação na sua escola ou entidade. Convidamos movimentos sociais e ONGs também indicar um(a) representante para participar nos quatro dias do fórum. E convidamos a sociedade inteira de Marabá participar na bicicletada no tarde do dia 01 de setembro, na mostra artística na noite do dia 01, e na audiência pública, no dia 05 de setembro.”

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Primeira semana do festival de verão inspira mas assusta!

Deputada Julie Ward presencia a mina N4 em Parauapebas em preparação de uma intervenção no Parlamento Europeu (22 julho)

Depois de realizar oficinas artísticas e ações culturais comunitárias e de participar em atos solidários com movimentos sociais na região do Sul e Sudeste do Pará, Rios de Encontro encerrou a primeira semana do V Festival de Verão com visitas dos jovens cineastas dos EUA (Ben Ross e Britt Neff) e da deputada europeia, Julie Ward, às minas da Floresta Nacional de Carajás e a cidade São João de Araguaia. A segunda semana de convivência “Somos Amazônia” levará Julie Ward como participante de dança afro e da biblioteca Folhas da Vida no PAC e numa festa das artes com açaí nesta sexta feira, na Casa dos Rios.

Foto 2: Jovens cineastas Ben Ross e Britt Neff convivem no festival da pipa na orla (21 julho)

“Vamos compartilhar no mundo as múltiplas violências que testemunhamos na nossa convivência aqui”, afirmou Britt Neff (26 anos), emocionada por relatos da violação de direitos humanos pelo Povo Parkatejê e pelos moradores dos acampamentos Hugo Chaves e Frei Henri. “Depois de visitar o acampamento Frei Henri e a mina N4, entendemos claramente como sensibilizar jovens em Los Angeles e nos Estados Unidos sobre a vulnerabilidade e resiliência da Amazônia. Nossos documentários de realidade virtual captarão as extraordinárias intervenções artísticas e comunitárias do Rios de Encontro.

O III festival da pipa reuniu 90 crianças, jovens e pais que lançaram mais de 80 pipas (21 julho)

“O festival da pipa me assustou no primeiro momento”, disse Ben Ross (26 anos), “testemunhando dezenas de crianças e adolescentes tão concentrados num processo de criação e produção, sem a supervisão de professores ou adultos, coordenados completamente pelos jovens artistas de Rios de Encontro. Nunca vi tanta cooperação, cuidado e colaboração entre gerações, na criação de uma tecnologia baseada em conhecimento ambiental! Vi na orla quanto esta comunidade consegue ler o vento, uma alfabetização ecológica que ainda não tem valor académico na educação formal, mas já permeia as coreografias e batucadas de AfroMundi e Tambores da Liberdade, nos ensaios e oficinas inspiradores que participamos.”

Deputada Julie Ward participe num debate sobre direitos humanos e sustentabilidade numa aula de Direito da Terra na Unifesspa

A deputada Julie Ward participou em diversas rodas de duas horas com a coordenação do Cursinho Emancipe e com a turma de Direito da Terra na Unifesspa que criaram laços solidários e idealizaram parcerias eco-pedagógicas entre Europa e Amazônia. “Estou aqui para aprender com Amazônia e participar em trocas de reflexão e projetos, num momento de crise mundial”, explicou Julie Ward. “Fiquei impressionada com a violência extrema – militar, política, sociocultural e ecológica – e a impunidade no Pará. Pretendo usar minhas intervenções políticas e capacidade gestora internacional para fortalecer o projeto de transformar Marabá de vitima de exploração e sobrevivência em uma cidade inteligente e sustentável exemplar do futuro.”

Deputada Julie Ward conversa com Évany Valente, uma coordenadora do festival da pipa, sobre a simbologia ecológica da pipa (21 julho)

“Convido todos e todas de Marabá participarem na ‘festa das artes’ nesta sexta feira agora em Cabelo Seco”, disse Julie, “que vai celebrar a riqueza criativa desta região. Dancei, ontem, e presenciei uma coragem juvenil aqui que tem capacidade de sensibilizar cada continente entender porque uma Amazônia viva e inteira precisa se tornar o projeto pessoal de cada ser no mundo. Aqui, sinto que tem esperança. Tem sementes de um futuro de democracia comunitária participativa!”

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Colaboração artística amazônica antecipa Fórum de Bem Viver

A Colombiana Cláudia e Equatoriano Oscar localizam seus países no início de uma tarde impar para alunos e professores em Marabá.

A terceira colaboração internacional realizada na semana passada pelo projeto Rios de Encontro em Cabelo Seco possibilitou experiências inéditas para alunos e crianças da comunidade e de Marabá. Culminou em um convite à dançarina colombiana, Claudia Giraldo, e ao músico-psicólogo equatoriano Oscar Paredes, voltarem para participar no primeiro Fórum de Bem Viver, a ser realizado no final de agosto.

Oscar e Cláudia apresentam sua história de viagem com pedagogia criativa para estudar a geografia, história, sociologia, ética, estudos amazônicos e debates contemporâneos, derrubando preconceitos contra sua própria história indígena.

“Que tarde fascinante!”, disse a Professora Doelde Ferreira, depois da roda de conversa e oficina de dança na sua Escola Irmã Theodora, no bairro Liberdade, na quinta feira passada. “Nossa escola teve a honra de receber a gestora cultural, Manoela Souza, e a jovem percussionista Elisa Neves, do projeto Rios de Encontrou que trouxe dois artistas, Cláudia e Oscar. A conexão Brasil-Colômbia-Equador foi uma experiência ímpar para nossos alunos e professores que tiveram a oportunidade de conhecer a cultura de outros países de forma divertida, alegre, musical e dançante.”

Cláudia e Oscar ministram uma oficina de dança folclórica colombiana na escola irmã Theodora.

Professora Doelde continuou: “Claudia e Oscar também falaram da importância de preservar a Amazônia, da valorização cultural dos povos e de seu modo de viver, andando pelos países da America Latina, com as mochilas carregadas de sonhos por um mundo melhor, onde as pessoas compreendam a importância de SER, em vez de TER, onde “ter” torna os seres humanos prisioneiros de si.”

AfroRaiz realiza uma roda de formação através da narrativa de sua viagem na Amazônia, na Universidade Comunitária dos Rios, com Cláudia, Oscar, Mano e Dan

Na sexta feira, a coordenação juvenil do Rios de Encontro teve uma roda de formação inesquecível na sua Universidade Comunitária dos Rios, escutando a narrativa dos últimos seis meses dos arte educadores amazônicos, viajando sem dinheiro e com uma muda de roupas, cada um. “Estamos vivenciando uma vida baseada em generosidade e troca de conhecimentos, em vez de dinheiro, que reduza tudo em produto, consumo, e alienação de si”, disse Cláudia, que já deu aula de dança e artes visuais na escola, em Cali, Colômbia, durante sete anos. “Fiquei impressionada pelos valores humanos do Rios de Encontro, um projeto com uma visão profundamente cooperativa e libertadora de bem viver!”

AfroRaiz abre o Cine Coruja internacional com tambores africanos de bem vindos.

“O Cine Coruja me alegrou muito”, disse Oscar Paredes, jovem indígena do Povo Quitocara de Equador. “Encontrei um verdadeiro cinema popular, completamente produzido por jovens do projeto. Adorei apresentar dança folclórica da Colômbia, embelezada pela dança equatoriana. Vi nos olhos de dezenas de crianças uma empatia popular e latina. E que traços indígenas lindos que encontramos em Marabá! Este projeto já plantou tantas sementes de consciência ambiental, que me fortalece, somente sabendo que o futuro tem gestores da próxima geração! Imagina como a jovem coordenação vai desenvolver tudo que já passou!”

Cláudia e Oscar dançam para uma grande platéia infantil na Casa dos Rios.

Flávia Cortez e Gabriel Martinho, ministrantes das oficinas de Texto Jornalístico/Fanzine e de Audiovisual, visitaram a nova Casa dos Rios duas vezes, durante e depois do Projeto Biizu, realizado pelo Secom, na mesma semana. “Nunca encontrei um projeto comunitário com uma visão tão integral e prática cotidiana de tanto cuidado coletivo e criatividade. Estão presentes em cada detalhe, até nas janelas e portas que são obras plásticas contemporâneas”, exclamou Gabriel. “Tivemos de visitar”, brincou Flávia, “quando Rios de Encontro virou o tema comum nas duas oficinas. Quem teria imaginado um cine infantil iniciando com tambores africanos e dança colombiana?”

Alunos da Escola Judith Gomes Leitão realiza uma entrevista coletiva com coordenadora Mano Souza, registrado por Rerivaldo Mendes. Vão participar no Festival de Verão!

Na semana que vem, o coletivo de percussionistas e dançarinas, AfroRaiz divulgará o terceiro Festival de Verão, que destaca este ano cursos de dança afro para mães e avós, teatro infantil, produção audiovisual adolescente e o quarto Festival de Pipa. “Este ano, as pipas vão carregar ‘cartas de amor da Amazônia’,” disse Dan Baron, coordenador do Rios de Encontro. “Estou indo a Évora, Portugal, para convidar arte-educadores de 30 países e lideranças da UNESCO, entrar na ‘pororoca mundial solidária’ com os Pedrais do Lourenção e a defesa da Amazônia. Vamos motivar Marabá participar na sua própria auto-defesa e optar em bem viver!”.

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Nosso Cine Coruja ocupa seu novo espaço!

Cine Coruja ultrapassa 100 participantes no dia 16 de junho!

Cine Coruja, nosso cinema gratuito comunitário de Cabelo Seco alcançou sua primeira platéia de 100+ ontem a noite, na Casa dos Rios, na beira do Rio Tocantins! Sentadas 3 na cadeira, crianças assistirem Moana: Mar de Adventuras, celebrando raizes indígenas, liderança feminina e uma Amazônia preservada. Junta-se conosco para criar uma pororoca de solidariedade com o futuro!

http://www.riosdecriatividade.com

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Cabelo Seco promove Ambientes de Vida Sustentável

A bicicletada ‘Eu Sou Amazônia”, realizada no dia 5 de junho, Dia Mundial do 2Meio Ambiente (Orla, Cabelo Seco, Marabá)

Na semana passada, Rios de Encontro, o projeto eco-cultural e socioeducativo enraizado desde 2008 em Cabelo Seco, realizou uma programação cultural de oficinas, rodas, e ações comunitárias e colaborativas como contribuição à Semana Mundial do Meio Ambiente. A semana foi internacionalizada pelo artista e arte educador global Dr Tom Willems, da Universidade das Artes em Amsterdã, Países Baixos, parte da Pororoca Mundial Solidária gestionada pela Rede Brasileira de Arteducadores (ABRA).

AfroRaiz apresenta na Unifesspa, Campus 2, em Marabá, na abertura da Semana de Geologia.

Tom Willems foi recepcionado na segunda feira pela Universidade Comunitária dos Rios em Cabelo Seco em um almoço com galinha no tucupí, e logo depois acompanhou a apresentação da abertura da Semana Acadêmica de Geologia pelo Coletivo AfroRaiz na Unifesspa. “Fiquei impressionado pela alegria, dedicação e profissionalismo dos jovens artistas”, disse Tom, “e seu projeto de resgatar e reinventar sua raiz afrodescendente. Em poucos minutos, se transformaram em produtores de uma bicicletada, cuidando de 48 crianças, jovens e adultos. Nunca vou esquecer o grito comunitário de crianças e jovens, no pôr do sol, Eu Sou Amazônia! Uma performance extraordinária!”

Alanes Soares organiza as perguntas da platéia na conversa pública no Plínio Pinheiro.

Na terça feira, jovens coordenadores Alanes Soares (da Biblioteca Folhas da Vida), e Rerivaldo Mendes (do Rabetas Vídeo Coletivo), e Mestre Zequinha do Rios de Encontro levaram Tom Willems para vivênciar os rios de Marabá. O músico Zequinha tocou ‘Pare o Trem’ e ‘Deixa o Rio Passar’, bem no encontro dos Rios Itacaiúnas e Tocantins.

Mestre da Cultura Popular, Zequinha de Cabelo Seco, toca músicas criadas com as Latinhas de Quintal, no Rio Tocantins.

“Em Amsterdã, criamos teatro baseado em histórias locais”, disse Tom, “mas a história de exploração violenta nesta região me impressionou, quanto a ameaça do projeto da hidrelétrica. Na Europa, é inimaginável construir um projeto que prejudica a vida, sem ampla consulta e debate. É inacreditável as leis que um senado sob investigação de corrupção está aprovando. E o que acontece aqui, aumentando aquecimento global, vai afundar meu país!”

Na quarta feira, Dr. Tom retornou a este tema de co-responsabilidade ambiental internacional numa conversa com 200 alunos e professores da escola Plínio Pinheiro. “Na minha apresentação sobre a cidade de Amsterdã”, disse Tom, “mencionei como Holanda foi o primeiro país no mundo para legalizar casamento entre pessoas do mesmo sexo, consumo de maconha fiscalizada e trabalhadores de sexo. Reduziu profundamente a violência contra mulheres, jovens e crianças. Recebi tantas questões perceptivas dos jovens! O debate sobre direitos humanos e cidadania na escola ampliou a concepção do meio ambiente. Percebi que jovens aqui tem uma inteligência socioambiental aberta e analítica.”

A oficina de teatro realizado na Casa dos Rios, integrou participantes ‘incluídos’ e ‘excluídos’ num processo provocado por pinturas, movimento, poema, tradução, música e arquitectura.

A oficina de ‘teatro de ambientes locais’ que o holandês deu para 16 arte educadores do projeto Rios de Encontro, estudantes e professores da Unifesspa e dos movimentos sociais na tarde na Casa dos Rios, demonstrou uma técnica que transforma história externa em drama íntimo. “Isso é drama-terapia?”, perguntou Alanes? O Holandês foi enfático: “Não, a terapia leva mais tempo. Mas faz bem, em particular para pessoas caladas. E pode ser usada para dança, teatro, vídeo e a formação de professores.”

A roda-apresentação na Unifesspa provocou conversas profundas na Unifesspa.

Na quinta à tarde, a apresentação de dois vídeos curtos sobre um espetáculo fluvial sobre memórias de escravidão e a maior parada gay no planeta provocou duas horas de debate com professores e estudantes de arte educação na Unifesspa. O debate se estendeu com poetas e músicos da Associação de Escritores no Sul e Sudeste do Pará, numa noite cultural na quinta feira, na nova Casa dos Rios. A nova coreografia da oficina, dança-percussão do coletivo AfroRaiz e o espetáculo ‘Nascente em Chamas’ de AfroMundi se misturaram com poesia e cantos da Aesspa, encerrando a Semana Mundial do Meio Ambiente.

“Tom Willems sensibilizou todos com sua compreensão ampla sobre direitos humanos”, explica Dan Baron, gestor da residência internacional no Rios de Encontro. “Ele conseguiu ampliar o conceito do meio ambiente, relacionando legados de massacre militar, econômica, patriarcal, racista e homofóbica. Assim, ajudou definir ambientes de vida sustentável. E saiu celebrando a melhor visita na sua vida, determinado de idealizar uma colaboração de 3-4 anos entre Europa e Amazônia, entitulado Rios de Criatividade.”

om Willems e os arte educadores de AfroRaiz (Alanes, Évany, Rerivaldo, Lorena, Elisa e Camylla) comemoram Dia Mundial do Meio Ambiente na abertura da Semana de Geologia na Unifesspa.

Rios de Encontro está realizando cursos de dança afro, teatro, vídeo, percussão e violão, sessões especiais de cinema comunitário rumo à um Fórum de Bem Viver a ser realizado no final de julho. A próxima residência internacional integra na Pororoca artistas de Colômbia e Equador. Mais informação disponível com Manoela Souza: 91-988478021 (whatsup).

Camylla Alves apresenta ‘Nascente em Chamas’ na noite cultural na Casa dos Rios, para encerrar a Semanas Mundial do Meio Ambiente 2017.

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Rios de Encontro amplia o diálogo no Dia Mundial do Meio Ambiente

O Coletivo AfroRaiz recepcionou estudantes de Engenharia Civil e Ambiental da Universidade de Michigan, EUA, e a coordenação da Proex da Unifesspa no dia 29 de maio, com dança, ritmos e troca de pesquisa sobre energias alternativas.

Rios de Encontro e a Rede Brasileira de Arteducadores (ABRA) lançam a ‘pororoca mundial solidária’ nesta segunda feira as 17h, Dia Mundial do Meio Ambiente com uma bicicletada pela vida, ‘Eu Sou Amazônia!’. A bicicletada levará os ritmos e coreografias do Coletivo AfroRaiz para seis comunidades na Velha Marabá e conta com a participação do teatro educador internacional, Tom Willems da Universidade das Artes em Amsterdã, da Holanda. Dia 5 de junho encerrará com o filme no Cine Coruja na Casa dos Rios.

Tom Willems será recepcionado na segunda feira pela Universidade Comunitária dos Rios em Cabelo Seco com um cafe de manhã típica, mas num momento mundial extraordinária e grave. “Acompanhamos as tensões entre Donald Trump e os lideres mundiais na reunião do G7 na Italia. Se comportou com descuido institucional, insistindo que aquecimento global é uma mentira chinesa para servir os interesses da China. A decisão de retirar os EUA do Acordo de Paris, assinado por 200 países, no dia 02 passado, prejudicará ainda mais o futuro da Amazônia. Trago à Amazônia a solidariedade de tantos povos e governos europeus!”

Elisa Neves entrega um calendário aos estudantes da Universidade de Michigan, no final de uma tarde de apresentações artísticas e uma roda impulsionada pela visita da Universidade Comunitária dos Rios à Belo Monte.

Depois de uma tarde com estudantes de Engenharia da Universidade de Michigan na segunda feira passada, os jovens arteducadores do Rios de Encontro perceberam a falta de informação sobre Amazônia que circula no mundo como uma oportunidade de fomentar diálogos entre os continentes e projetos sustentáveis. .

Na terça feira (06), Rios de Encontro levará então Tom Willems numa vivência no Rio Tocantins. Na tarde, ele vai acompanhar as oficinas artísticas ministradas pelos jovens arte educadores de Cabelo Seco, para entender melhor como funcionará a colaboração entre a Universidade de Amsterdã e a Universidade dos Rios.

Na quarta (07), pela manhã (9h-11h), Dr Tom participará numa roda com professores na escola Plínio Pinheiro. Ele vai ministrar uma oficina de teatro educação da tarde na Casa dos Rios (15h-18h) para participantes acima de 18 anos, e qualquer professor ou estudante interessado deve entrar em contato. Ainda tem umas vagas. A Casa dos Rios realizará uma noite cultural de trocas artísticas e imagens de Amsterdã, aberta à Marabá.

Na quinta (08), à tarde, Tom Willems vai participar numa roda de arte educação na Unifesspa (Campus 3), entre 14h30 e 17h30, aberta, e na noite, numa roda de música na Casa dos Rios com a Associação de escritores do Sul e Sudeste do Pará, ambas abertas à Marabá.

Alanes Soares, coordenadora da biblioteca comunitária Folhas da Vida em Cabelo Seco, e gestora da residência, convida Marabá: “Nossas noites culturais são abertas à todos. Hoje em dia, quando Pará está sofrendo tanto e Amazônia está em maior risco, necessitamos de solidariedade internacional. Porém temos de se informar sobre Europa também. Venha aproveitar desta visita!”.

Mais informação sobre a bicicletada (segunda, concentração em Cabelo Seco, 17h), e as oficinas e rodas da residência está disponível da Manoela Souza: 91-988478021

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O pororoca cultural de solidariedade mundial surge em Cabelo Seco

Reunião de arteducadores no departamento de teatro na Universidade Tecnológica de Auckland para pesquisar e cicatrizar passados e criar futuros de Nova Zelândia.

Rios de Encontro, o instituto eco-cultural e socioeducativo enraizado em Cabelo Seco desde 2008, voltou na segunda passada de três semanas de palestras, oficinas e colaborações iniciais em Austrália e Nova Zelândia. Seu atual projeto internacional, Rios de Criatividade, dá continuidade em Cabelo Seco com a visita de Dr Tom Willems da Academia de Teatro e Dança na Universidade das Artes de Amsterdã, no dia 4 de junho, para realizar uma residência de arte educação que impulsionará ainda mais a onda de solidariedade mundial com Amazônia, em defesa dos Pedrais do Lourenção.

AfroRaiz apresenta na primeira residência do Rios de Criatividade.

Rios de Encontro encerrou a primeira residência cultural com Lukas Reuss da Berlim, Alemanha, no final de abril, realizando apresentações ‘Berlim-Marabá: em busca de futuros sustentáveis’, apoiadas pelo jovem Coletivo AfroRaiz. Em seguida, Dan Baron e Manoela Souza, gestores de Rios de Encontro, viajarem para Austrália, para formar 51 pesquisadores de Mestrado em Economia Cultural e 06 pesquisadores de pós doutorado em Estudos de Performance, na Universidade Monash.

Dança da Vida com estudantes de Economia Cultural na Universidade de Monash, Australia.

“Melbourne é considerada a cidade mais avançada em bem viver no mundo”, disse Manoela Souza, “e tem uma qualidade de vida excepcional. Mas esta vida ‘branca’ falta de comunidade, e custou a destruição dos rios e da Grande Barreira de Coral, maior biodiversidade de corais no mundo, gerando secas, ciclones e medo de prejudicar conforto. Porém, colaboramos com arte educadores corajosos na Universidade de Monash e com lideranças aboríginas, cujos projetos alternativos reconhecem a importância mundial da Amazônia.”

Artistas aborigines Elaine e Angelina, com Stuart Grant da Universidade de Monash, com Mano Souza.

Em Nova Zelândia, retomaram colaborações com três universidades parceiras e a Escola Pública Puya, Maori, iniciadas durante o festival O Rio Fala 2016, em Auckland. Reencontraram os Maori, o povo indígena mais avançado no mundo, conhecido por sua dança milenar, a Haka, que protege a ética da vida.

Victor da AUT mostra o mapa da comunidade nas cravadas narrativas de madeira numa marai (casa da cultura) do povo Maori.jpg

Os jovens do Coletivo AfroRaiz do Rios de Encontro foram convidados para visitar os dois países em 2018, para fortalecer pontes culturais e educativas entre o continente pacífico e Amazônia. Nesta semana, os jovens estão preparando uma programação de oficinas, rodas e uma bicicletada, em pareceria com a Rede Brasileira de Arteducação (ABRA) e Unifesspa, aberta a Marabá, para afirmar o Dia Mundial do Meio Ambiente, dia 5 de junho. Victor da AUT (Universidade Tecnológica de Auckland) mostra o mapa da comunidade nas narrativas cravadas em madeira numa ‘marai’ (casa da cultura) do povo Maori.[/caption]

“Lembraram do espetáculo ‘Nascente em Chamas’ de Camylla Alves de AfroMundi, em 2016” disse Dan Baron, “e recepcionaram o hino de Cabelo Seco cantado por Manoela com lágrimas solidárias. Seu Rio Omaru também está morrendo, mas seus jovens estão o cicatrizando, a partir de seu orgulho indígena. As identidades Maori, Samoa e Pacífica são abraçadas pelos cidadãos com aparência mais européia!

Mano celebra as narrativas Maori nas estatuas e paredes da ‘Marai’ que tem uma simbologia milenar e contemporânea.

Fomos integrados com rituais e línguas resgatadas, mas bem contemporâneas, que enraízam a vida de bem viver em leis e direitos ambientais, protegidos pela biossegurança mais rigorosa no mundo. Nova Zelândia nunca teria permitido a votação da Medida Provisória 759/16 de anteontem que acabou com a regularização da Amazônia Legal. Em nossas oficinas, crianças, jovens, comunidades e universidades se comprometeram em participar em nossa ‘pororoca solidária cultural’ em defesa da Amazônia e Brasil.”

Educador Maori, Tamati, coordenador do Festival ‘O Rio Fala’ explica o projeto da Escola Puya que embeleza esgotos com lendas indígenas na educação ecológica.

“Tom Willems é um arte educador mundial”, disse Elisa Neves (20), percussionista do Coletivo desde as Latinhas de Quintal em 2008, “que vai ajudar impulsionar nossa pororoca de solidariedade, rumo ao Fórum de Bem Viver que vamos realizar em julho. Ele vai vivenciar tudo! Os efeitos da violação dos direitos de professores em Marabá, do massacre de lideranças, indígenas e trabalhadores no Pará, e das leis corruptas no Brasil, para alertar redes de mais de 40 países no mundo. Se nossos depoimentos artísticos ressonarem na voz dele, o mundo terá mais interesse de clamar na defesa de nosso Rio Tocantins!”.

Dan Baron e Mano Souza se despedem do grupo Environment Protection Authority (EPA) em Melbourne depois de uma troca de oficinas.

Os jovens do Coletivo AfroRaiz do Rios de Encontro foram convidados para visitar os dois países em 2018, para fortalecer pontes culturais e educativas entre o continente pacífico e Amazônia. Nesta semana, os jovens estão preparando uma programação de oficinas, rodas e uma bicicletada, em pareceria com a Rede Brasileira de Arteducação (ABRA) e Unifesspa, aberta a Marabá, para afirmar Dia Mundial do Meio Ambiente, dia 5 de junho.

Qualquer pessoa que queira colaborar na criação da Pororoca Cultural Solidária pode visitar o site http://www.riosdecriatividade.com.

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