Cabelo Seco abraça poetas de baixo de lua cheia

Cia AfroMundi Mirim apresenta na pracinha, no 42 Sarau da Lua Cheia, entre poemas e cantos da AESSPA, assistida pelos escritores do futuro na biblioteca Folhas da Vida.

Cia AfroMundi Mirim apresenta na pracinha, no 42 Sarau da Lua Cheia, entre poemas e cantos da AESSPA, assistida pelos escritores do futuro na biblioteca Folhas da Vida.

Nosso projeto eco-cultural e socioambiental, Rios de Encontro, enraizado na comunidade afro-indígena Cabelo Seco, realizou duas novas colaborações na semana passada, com 16 jovens de sete povos indígenas do Pontão de Cultura Thydewas, Sudeste da Bahia, e com escritores da AESSPA, no 42 Sarau da Lua Cheia. Estes novos passos de dois prêmios nacionais recentes, Rios de Criatividade (pelo Ministério da Educação), e Redes da Criatividade (pelo Ministério da Cultura), antecipam o primeiro festival internacional Beleza Pan-Amazônica, idealizado para Novembro de 2016 para valorizar e preservar os Pedrais do Lourenção.

Rafael Varão da rede Rios de Encontro recita o poema 'Consciência Negra', acompanhado por Javier di Mar-y-Abá da AESSPA.

Rafael Varão da rede Rios de Encontro recita o poema ‘Consciência Negra’, acompanhado por Javier di Mar-y-Abá da AESSPA.

Na noite de sexta feira, com o nascer da lua, nove escritores da AESSPA embelezaram a pracinha de Cabelo Seco com diversos poemas, contos e cantos. Foram acolhidos pelo coletivo gestor juvenil do anfitrião, Rios de Encontro, que intercalou danças e ritmos de afro-raiz de Cia de Dança AfroMundi e Tambores da Liberdade, poesia da biblioteca comunitária Folhas da Vida, e vídeos do Rabetas Vídeos Coletivo, diante uma grande plateia comunitária. Durante a noite inovadora, mais de 70 crianças leram e desenharam na biblioteca na rua, ao lado dos poetas que integraram quatro gerações. “Isso é o som cultural da pracinha de Cabelo Seco”, disse Manoela Souza, coordenadora da noite com Javier di Mar-y-abá. “Crianças e jovens de uma comunidade, afro-indígena, brincando, lendo alto, cantando, tocando e dançando. Vamos cuidar desta beleza amazônica do Rio Tocantins, para mantê-la viva!”

O Coletivo Afro-Raiz de arteducadores da Cia AfroMundi, Tambores da Liberdade, Folhas da Vida e Rabetas Vídeos iniciam uma troca cultural com jovens indígenas no Pontão da Cultura Thydewas, no Sul da Bahia no primeiro encontro do projeto Redes de Criatividade.

O Coletivo Afro-Raiz de arteducadores da Cia AfroMundi, Tambores da Liberdade, Folhas da Vida e Rabetas Vídeos iniciam uma troca cultural com jovens indígenas do Pontão de Cultura Thydewas, no Sul da Bahia no primeiro encontro do projeto Redes de Criatividade.

Na manhã de sábado, o coletiva de jovens coordenadores concluiram um ensaio de percussão afro-raiz com uma meia lua para sua primeira roda virtual do projeto ‘Redes de Criatividade’, trocando ritmos, cantos, danças e histórias com 16 jovens indígenas reunidos no Pontão de Cultura, Thydewas, em Ilhéus, no Sul da Bahia. Coordenador do Pontão, Sebastian Gerlic estava com Rios de Encontro em Cabelo Seco no mês passado, idealizando os dois projetos, Rios e Redes de Criatividade: “Já recepcionamos Dan Baron aqui em Ilhéus, duas vezes, formando nossos jovens em um coletivo para criar livros digitais indígenas a partir de histórias pessoais. Com esta roda virtual, realizamos o primeiro passo de um sonho. Juntar duas meias luas de jovens de projetos de regiões vizinhas para criar uma rede cultural que valoriza o jovem como protagonista da preservação ambiental e transformação social.”

0 Jovens indigenas de Thydewas dialogam com jovens arteducadores do Rios de Encontro num primeiro encontro do projeto Redes de Criatividade, rumo ao Rios de Criatividade em novembro de 2016.

0 Jovens indigenas de Thydewas dialogam com jovens arteducadores do Rios de Encontro num primeiro encontro do projeto Redes de Criatividade, rumo ao Rios de Criatividade em novembro de 2016.

“Estes dois passos de troca cultural”, explica Dan Baron do Rios de Encontro, “mostram a vontade de jovens para criar laços e colaboraçõs que vão muito além das prisões da pobreza e exclusão. Logo se transformam em redes, independentes das alianças corruptas para explorar a região, porque jovens necessitam acreditar em um projeto com futuro. Senão, caem em vícios de consumo e autoconsumo auto-destruitivos. Apostamos no celular como ferramenta para globalizar a consciência ecológica e preservar a força renovadora da Amazônia.”

Na sexta que vem, Rios de Encontro leva a mostra Viva Pedral do Lourenção Viva! ao encontro ‘Arte Para Todos’, do ILLA, no Campus 3 da Unifesspa, e no domingo dia 04 de setembro, realizará sua bicicletada Viva o Pedral do Lourenção, Viva!, que culmina com uma troca cultural na Escola Irmä Theodora, no bairro Liberdade. “Todos são bem vindos”, afirma Rerivaldo Mendes (20 anos), coordenador do Rabetas Vídeos. “Além de comunicar com comunidades vizinhas, estamos criando redes internacionais, para integrar o mundo na preservação do rio invisível no ceú que irriga todos os continentes do mundo.”

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Festival da pipa 2016 se transforma em ação criativa mundial

Uma das oficinas de criação coordenada de Alanes Soares da biblioteca Folhas da Vida que integram cooperação, respeito pelo outro, troca de histórias e criação de comunidade, no Festival de Pipa 2016.

Uma das oficinas de criação coordenada de Alanes Soares da biblioteca Folhas da Vida que integram cooperação, respeito pelo outro, troca de histórias e criação de comunidade, no Festival de Pipa 2016.

A biblioteca Folhas da Vida, do Rios de Encontro, o projeto eco-cultural e socioeducativo, enraizado na comunidade Cabelo Seco, realizou seu terceiro Festival da Pipa, no sábado passado, dia 06 de agosto. A participação de mais de 60 crianças e adolescentes do bairro, coincidiu com a notícia de que suas duas últimas edições estão recebendo mais de 40.000 visitações por semana no seu canal do YouTube, e já ultrapassam 460.000 leitores.

Rerivaldo de Rabetas Vídeo Coletivo filma o processo.

Rerivaldo de Rabetas Vídeo Coletivo filma o processo.

“Este festival foi completamente diferente do que em 2014 e 2015”, disse Alanes Soares, coordenadora da biblioteca Folhas da Vida e uma das rodas de criação. “No primeiro ano, tivemos mais participação de adolescentes, levando pipas até uma balsa no Rio Tocantins para o proteger e comunicar ao mundo ‘deixa nosso rio passar’. No segundo ano, ficamos surpresos com o grande número de crianças, participantes da Escola AfroMundi de Dança, da biblioteca e do Cine Coruja, com jovens cuidando delas e as ajudando a fabricar e empinar pipas. Neste ano, as crianças se dividiram, meninas curtindo mais o processo de criação em grupo, e meninos se dedicando à empinar suas pipas no céu da Orla.”

Roseane coordena sua primeira roda de criação

Roseane coordena sua primeira roda de criação

Manoela Souza, coordenadora do festival junto com os jovens coordenadores do projeto, destaca as qualidades que unem as edições. “Todos os anos, anotamos concentração, cuidado com o outro, apoio solidário e, sobretudo, a vontade de dedicar horas, fabricando esta tecnologia antiga, na beleza às margens do Tocantins. Este ano, os jovens da comunidade em maior risco realmente deram uma força imensa, coordenando a produção de talas artesanais e orientando crianças, com a maior calma e paciência. Realmente, é um processo juvenil auto-gestionado, que afirma a cultural ribeirinha da comunidade.”

Crianças na Orla do Rio Tocantins admiram um sensibilidade ambiental intuitiva no Festival da Pipa 2016 que será ampliada em ação mundial em novembro de 2016.

Crianças na Orla do Rio Tocantins admiram um sensibilidade ambiental intuitiva no Festival da Pipa 2016 que será ampliada em ação mundial em novembro de 2016.

“Temos que pensar porque nossos dois vídeos do festival da pipa no YouTube tem tanta popularidade”, reflete Dan Baron, coordenador pedagógico do projeto. “Percebemos que um festival na beira de um rio amazônico demonstra uma beleza e capacidade infantis de ler e escrever sonhos de liberdade nos ventos e no céu, uma alfabetização ecológica intuitiva. Mas observando desde as crianças mais novas até os jovens mais espertos fabricando pipas, percebemos além do aprendizado de autonomia e cooperação, o processo de criar comunidade. Existe o extraordinário conjunto do olhar concentrado, da mão e da mente em sincronia, para realizar uma ideia nova, do zero, em um sonho existencial.”

Uma Orla de amizade, brincadeira e beleza, sem invasão industrial (ainda!) que mudará tudo.

Uma Orla de amizade, brincadeira e beleza, sem invasão industrial (ainda!) que mudará tudo.

“Cada escola pode realizar seu festival da pipa, junto com a comunidade”, propõe Dan. “Em contraste com o consumo do já feito no celular ou no vídeogame, isolado e em silêncio, com as pipas cada criança está criando e co-criando um ambiente pedagógico, e produzindo um brinquedo, se admirando e admirando outros, em grupo, desenvolvendo alfabetizações física, matemática, plástica, motora, estética, social e até emocional, na sua primeira infância. Enraizado na cultura popular, a criação da pipa na briza e no sol, é uma complexa pedagogia rica, que manifesta e cultiva sensibilidade ecológica amadurecida para se transformar em consciência socioambiental. Vamos ampliar isso como ação criativa aqui e em 40 paises no nosso encontro mundial, Rios de Criatividade’, em novembro de 2016, para preservar os Pedrais do Lourenção e os ventos das chuvas que levam o rio invisível no céu amazônico, ao mundo.”

Finalmente, Camilo solta sua pipa. Filho do Rio Tocantins, ele sabe como ler o vento e a água. Ele não vai deixar o rio morrer.

Finalmente, Camilo solta sua pipa. Filho do Rio Tocantins, ele sabe como ler o vento e a água. Ele não vai deixar o rio morrer.

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Idealizamos ‘pororoca de solidariedade’ para preservar Pedral do Lourenção

Erik Dijkstra e Simone Fortes do Coletivo Abayome celebram uma noite de dança-percussão afro com artistas de AfroMundi, AfroMundi Mirim, Tambores da Liberdade, Rabetas Vídeos, Folhas da Vida e a Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará.

Erik Dijkstra e Simone Fortes do Coletivo Abayome celebram uma noite de dança-percussão afro com artistas de AfroMundi, AfroMundi Mirim, Tambores da Liberdade, Rabetas Vídeos, Folhas da Vida e a Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará.

O projeto eco-cultural e socioeducativo, Rios de Encontro, realizou em Cabelo Seco nesse final da semana uma segunda reunião de gestores nacionais da Rede Brasileira de Arteducadores (ABRA), com a participação da coordenação de Cultura da Proex-Unifesspa, numa vivência no Pedral do Lourenção, para idealizar o Festival Beleza Amazônica que vai acontecer em novembro de 2016. Na sua quinta edição, o Festival possa contar com a participação simultânea de mais de 40 países.

Artistas de AfroMundi, Tambores de Liberdade, Folhas da Vida e Rabetas Vídeos apresentam raízes de Cabelo Seco na pracinha.

Artistas de AfroMundi, Tambores de Liberdade, Folhas da Vida e Rabetas Vídeos apresentam raízes de Cabelo Seco na pracinha.

O encontro da coordenação nacional da ABRA começou na noite do dia 27 de julho com a festa de encerramento de uma semana de formação em dança-percussão afro-raiz para os jovens coordenadores da Cia AfroMundi, Tambores da Liberdade, biblioteca Folhas da Vida e Rabetas Vídeo Coletivo, e gestoras da Unifesspa. Mais de 150 moradores, artistas, gestores e colaboradores assistirem os 20 integrantes das oficinas apresentarem coreografias de Guiné Bissau e danças afro-brasileiras que culminaram em uma ciranda aberta de dança afro. “Moradores da comunidade que nunca haviam dançado Afro-Raiz se integraram nas quintas gerações presentes na roda”, sorriu Camylla Alves, coordenadora da AfroMundi, que se integrou também nos ritmos de percussão. “Com a residência, realizamos oito anos de sonho. Resgatamos as raizes de todos nós, sem palestra, sem exclusão de ninguém. Foi uma noite histórica!”.

Daniela da Silva, geógrafa universitária, jovem liderança do movimento Xingu Vivo para Sempre, deslocada pela invasão da hidrelétrica Belo Monte, participa na entrevista coletiva sobre a visão e objetivos do V Festival Beleza Amazônica.

Daniela da Silva, geógrafa universitária, jovem liderança do movimento Xingu Vivo para Sempre, deslocada pela invasão da hidrelétrica Belo Monte, participa na entrevista coletiva sobre a visão e objetivos do V Festival Beleza Amazônica.

Para Daniela Silva (22 anos) do movimento Xingu Vivo Para Sempre, que recepcionou os jovens coordenadores de Rios de Encontro em Altamira em maio, a festa de Afro-Raiz foi exemplar. “Sou jovem negra liderança, lutando para preservar o Rio Xingu. Cheguei para alertar Marabá ficar ligada sobre as falsas promessas das mineradoras e governantes. Fiquei emocionada ver crianças de AfroMundi Mirim dançando com tanta autoconfiança e afirmação de sua identidade, na praça! Rios de Encontro já inspirou nosso movimento. Agora, junto com ABRA, vai contagiar o mundo com seu Festival Beleza Amazônica nas redes sociais. Foi uma honra para mim ser convidada para idealizá-lo.”

Ulisses Pompeu conta a história do Pedral de Lourenção a gestores do Rios de Encontro, ABRA e Unifesspa numa 'roda fluvial' no Rio Tocantins.

Ulisses Pompeu conta a história do Pedral de Lourenção a gestores do Rios de Encontro, ABRA e Unifesspa numa ‘roda fluvial’ no Rio Tocantins.

Junto com coordenadores de cultura da Proex-Unifesspa, Pontão de Cultura baiano, Thydewa, Fotoativa e Humanas Tradução de Belém, e arte educadores da Organização Multirão da Meninada de Minas Gerais, da Economia Solidária de Santa Catarina e da TV Ovo Comunitária do Rio Grande do Sul, Daniela participou numa vivência no Pedral do Lourenção no Rio Tocantins. Os 12 gestores experimentaram com ‘esculturas humanas’, filmadas com drone pela equipe do jornalista Ulisses Pompeu, para imaginar possíveis intervenções com todos os participantes em novembro.

Gestores do Rios de Encontro, ABRA e a Unifesspa escrevem com seus corpos sua 'colaboração pela vida' no Pedral do Lourenção.

Gestores do Rios de Encontro, ABRA e a Unifesspa escrevem com seus corpos sua ‘colaboração pela vida’ no Pedral do Lourenção.

“Visitando a beleza do Pedral do Lourenção me tocou profundamente”, explicou Gabriela Machado de Juiz de Fora, Minas Gerais, numa entrevista na Rádio Itacaiúnas no sábado com Daniela. “O Rio Paraibuna que perpassa Juiz de Fora recebeu Marmelos, a primeira hidrelétrica na América do Sul, em 1889. Hoje o rio é envenenado, morto, sem peixe. É uma tecnologia pré-histórica que países informados com direitos humanos já substituíram com energias limpas e inteligentes. Alistamos projetos de futuros sustentáveis para interagirem em novembro com comunidades e escolas, em Marabá, para transformar a cidade em um fórum de debate, através das artes.”

Gestores e gestoras do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais, Bahia e Pará estudam a proposta artístico-pedagógica do Festival Beleza Amazônica 2016.

Gestores e gestoras do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais, Bahia e Pará estudam a proposta artístico-pedagógica do Festival Beleza Amazônica 2016.

ABRA dedicou três dias inteiros, idealizando uma proposta para o Festival Beleza Amazônica 2016 que contempla todas os projetos inovadores de Rios de Encontro e idéias das rodas realizadas em Marabá, e integra centenas de ‘projetos pela vida’ do mundo, recebidos por streaming. Estarão presentes também projetos de economia colaborativa, reciclagem de lixo e energia solar (Santa Catarina), escolas sem provas e paredes (Minas Gerais), celulares verdes (Bahia), estudos linguísticos através de filme e canto, e urbanismo ambiental (Pará), TV comunitária e formação infantil (Rio Grande do Sul), bibliotecas na praça (Minas Gerais e Ceará), junto com histórias da vida virtuais de centenas de outros ‘projetos pela vida’ dos países nórdicos, asiáticos, latinos, africanos e europeus. Assim, ABRA espera que as comunidades de Marabá possam se vivenciar como ‘um município inteligente’.

Uma roda de sonhos no nosso Barracão de Cuktura.

Uma roda de sonhos no nosso Barracão de Cuktura.

“Além desta convivência”, explica Dan Baron, coordenador da articulação internacional, “milhares de comunidades, redes, e movimentos no mundo vão realizar ações fluviais que estarão postadas no YouTube e Facebook, para gerar uma pororoca de solidariedade com o Pedral do Lourenção, que defendem o Rio Tocantins e a Amazônia inteira. Vamos receber dentre os principais mestres indígenas, cientistas ambientais, economistas, pedagogos, cineastas, artistas, jornalistas e gestores de micro-crédito e moeda comunitária do mundo para compartilhar seus conhecimentos. Amazônia não pode tornar-se uma fábrica de morte, um deserto de lixo, um exportador de pragas e doenças. Juntos, vamos desmentir a crença que estas grandes obras são inevitáveis e mostrar que o futuro é aberto.”

A Rede Brasileira de Arteducadores escreve uma mandala 'círculo de proteção' no Pedral do Lourenção.

A Rede Brasileira de Arteducadores escreve uma mandala ‘círculo de proteção’ no Pedral do Lourenção.

O encontro da ABRA encerrou com unidade sobre a marca do festival em novembro. “O Festival Beleza Pan-Amazônica 2016 terá as crianças na frente, coordenadas por jovens”, disse Daniela. “Vamos deixar o futuro cantar e encantar!”

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Festival de Verão 2016 encerra residência de dança-percussão afro-raiz com mostra

festival de verao 2016 (cand)

Eliza Neves e Évany Valente (Tambores da Liberdade), Alanys Soares (Folhas da Vida) e Bianca Alves (AfroMundi Mirim) participam numa oficina sobre afinação do Djembe com Erik Dijkstra

Eliza Neves e Évany Valente (Tambores da Liberdade), Alanys Soares (Folhas da Vida) e Bianca Alves (AfroMundi Mirim) participam numa oficina sobre afinação do Djembe com Erik Dijkstra.

Nos iniciamos nosso Festival de Verão ‘Afro Raiz’ no dia 18 de julho com uma roda com 22 estudantes de antropolgia cultural e estudos ambientais do EUA e Canadá, e concluamos nossa primeira semana, com uma grande mostra nesta quarta feira, as 20h30, de novas coreografias Africanas. A roda das Américas e residência sul-norte, afirmam nosso caminho internacional rumo à Festival Beleza Pan-Amazônica em defesa do Rio Tocantins, em novembro de 2016.

Alanys Soares (Folhas da Vida), Professora Patricia Luz, Erik Dijkstra, Rerivaldo (Rabetas Vídeos), Eliza Neves e Évany Valente (Tambores da Liberdade), e Luan Holanda tocam rítmos africanos no Barracão da Cultura.

Alanys Soares (Folhas da Vida), Professora Patricia Luz, Erik Dijkstra, Rerivaldo (Rabetas Vídeos), Eliza Neves e Évany Valente (Tambores da Liberdade), e Luan Holanda tocam rítmos africanos no Barracão da Cultura.

A mostra é fruto de um curso de 20 horas de percussão e de dança, ministrado pelos artistas nacionais Simone Fortes e Erik Djikstra do Coletivo Abayomi. Vem integrando 10 jovens coordenadores do Rios de Encontro (incluindo Cia AfroMundi e percussionistas Tambores da Liberdade), educadora popular Luciana Melo, e a professora Patricia Luz e seu filho, Luan Holanda. Esta turma diversa apoiou os artistas em residência realizar uma oficina para crianças da AfroMundi Mirim, uma grande oficina de danças populares afro-brasileiras para 60 estudantes da Pedagogia do Campo da Unifesspa, e uma roda de danças de Guiné Bissau, Mali, Senegal e Costa do Marfime numa oficina para 35 pessoas na Unifesspa.

Camylla Alves, Ananais Fernandes, João Paulo Souza e Lorena Melissa (AfroMundi), e Luciana Melo (Unifesspa) aprendem danças africanas tradicionais e afro-Brasilieras com Simone Fortes (dir) de Abayome Coletivo.

Camylla Alves, Ananais Fernandes, João Paulo Souza e Lorena Melissa (AfroMundi), e Luciana Melo (Unifesspa) aprendem danças africanas tradicionais e afro-Brasilieras com Simone Fortes (dir) de Abayome Coletivo.

“A residência está sendo supreendente!”, disse Alanys Soares, bibliotecária da Folhas da Vida, cujo primeiro poema saiu na Galeria do Povo em Cabelo Seco, sábado passado. “Não sei tocar, e pensei que o curso era só para dançarinas e percussionistas experientes. Mas acabei aprendendo como tocar diversos ritmos no Djembe, até sonhando sobre eles em cama! A gente grava esta linguagem na pele, que hoje sei tem memória. Mas também, aprendi sobre África e sobre como criar um coletivo, baseado em escuta, generosidade e respeito pela percussão como primeira linguagem da vida.”

AfroMundi Mirim aprende dança afro-brasileira com Simone Fortes.

AfroMundi Mirim aprende dança afro-brasileira com Simone Fortes.

“Estes jovens coordenadores são extraordinários,”, comente dançarina afro-contemporânea Simone Fortes, visitando a Amazônia pela primeira vez. “São artistas, gestores e produtores inteligentes, com um compromisso contagiante com a preservação da Amazônia. Reunem as 8h num cafe de manhã de produção e dançam e tocam até a noite. Falam com propriedade sobre a história violenta e corrupta do Sudeste do Pará, mas são alegres, criativos e unidos! E já estão criando uma nova geração, AfroMundi Mirim, que interpreta coreografias que eu passeu à sua coordenadora, Camylla Alves, em 2014. É emocionante! Vamos voltar para ajudar realizar o Festival Beleza Pan-Amazônica, no final do ano”.

AfroMundi e educadora popular Lucina Melo (Unifesspa) encerram uma oficina com Simone Fortes dançando ao ritmo de Tambores da Liberdade, puxado por Erik Dijkstra de Coletivo Abayomi.

AfroMundi e educadora popular Lucina Melo (Unifesspa) encerram uma oficina com Simone Fortes dançando ao ritmo de Tambores da Liberdade, puxado por Erik Dijkstra de Coletivo Abayomi.

Coordenador geral, Dan Baron, identifica o significado da residência de formação: “Estamos vivendo um capítulo gravíssimo na história humana, de violência e corrupção institucionalizadas. Mas nosso festival mostra como, em baixo do radar, tem projetos éticos e sustentáveis, já maduros, coordenados por jovens que optam em dedicar uma parte de suas ferias se preparando para um futuro bem diferente. E tem milhares destes projetos em cada continente do mundo. Para nossos jovens, a convivência com Simone e Erik demonstra que vale sonhar e escolher uma visão colaborativa. Tem um mundo cooperativo emergendo, para substituir o mundo competitivo e falido. Nosso festival de verão mostra que é possível reinventar as raízes do passado e as transformar em antenas culturais do futuro.”

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Alfabetização eco-cultural na biblioteca ‘folhas da vida’!

Renata Figueiredo, atriz nacional, oferece uma vivência de contação de histórias na biblioteca, no 21 de maio de 2016.

Renata Figueiredo, atriz nacional, oferece uma vivência de contação de histórias na biblioteca, no 21 de maio de 2016.

Conheça a biblioteca comunitária amazônica do projeto Rios de Encontro, no Rio Tocantins, que incentiva leituras do mundo através de poesia, dança, percussão, vídeo e pipa para conhecer as histórias e reescrever o futuro!

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O III Festival de Verão 2016 está chegando!

Cartaz_EncontroRedeABRA2016

A programação está sendo finalizado neste final da semana!

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Apostamos em jovens artistas do mundo para preservar Amazônia

Dan Baron abre o encontro de Criadoras e Criadores: Pedagogias Corporais, Performance, Políticas, Lima 19-25 Junho.

Dan Baron abre o encontro de Criadoras e Criadores: Pedagogias Corporais, Performance, Políticas, Lima 19-25 Junho.

O projeto eco-cultural e socioeducativo, Rios de Encontro, encerrou o primeiro semestre com ações artísticas e de arte-educação comunitárias internacionais, com notícias de ter sido contemplado com seu primeiro prêmio internacional de 2016 para o projeto ‘Museum Connect’ que liga o Museu Goeldi de Belém com o Museu Stepping Stones em Connecticut (EUA), através dos protagonismo juvenil dos artistas de Cabelo Seco. O prêmio destaca a decisão de Rios de Encontro de dedicar 2016-17 à convidar jovens coordenadores de redes e projetos artístico-culturais no mundo colaborar para preservar os Pedrais de Lourenção e o Rio Tocantins.

Manoela Souza e Professora Laudelina participam com alunos do Municipal no dialogo com Guatamala (Marabá).

Manoela Souza e Professora Laudelina participam com alunos do Municipal no dialogo com Guatamala (Marabá).

Só na última semana, Rios de Encontro realizou um diálogo virtual entre 60 crianças e jovens da Escola Municipal José Mendonça Vergolino e da Escola Bairro El Campito, em Melchor de Mencos, na cidade de Peten, em Guatemala (projeto Art-Link, Creative Connections); uma roda e apresentações por jovens artistas-coordenadores da Universidade Comunitária dos Rios em Cabelo Seco e 18 universitários dos EUA, das áreas de estudos ambientais, direitos humanos, e relações internacionais; seis oficinas de formação, uma apresentação de dança e diálogos entre projetos nacionais no Encontro da Rede Teatro Comunitário Latino-Americano em Lima (Peru); e diálogos entre a Universidade Comunitária dos Rios e departamentos de artes e de pedagogia nas universidades estadual (UDESC) e federal em Florianópolis (UFSC) em Santa Catarina, para aproximar o sul e o norte do país.

Vichama Teatro, parceiro de Rios de Encontro, comemora 33 anos de teatro infantil com o espetáculo 'O Ladrão de Palavras'. Vai trazer para Marabá ao Festival de Beleza Amazônica 2016.

Vichama Teatro, parceiro de Rios de Encontro, comemora 33 anos de teatro infantil com o espetáculo ‘O Ladrão de Palavras’. Vai trazer para Marabá ao Festival de Beleza Amazônica 2016.

De volta após dez dias em Lima, o coordenador artístico-pedagógico Dan Baron, celebra os impactos de Cabelo Seco e as novas colaborações realizadas com grandes projetos das Américas. O encontro se lançou na Radio de Vila El Salvador em Lima com um novo poema ‘Meu Rio Xingu’ da bibliotecária Alanes Soares, fruto da visita do Rios de Encontro à hidrelétrica Belo Monte em maio, e foi ouvido por mais de 100.000 pessoas. A abertura em Lima iniciou com o espetáculo de dança de Cabelo Seco, ‘Nascentes em Chamas’ da Cia AfroMundi, gerando aplausos em pé. “Mostrou quantas comunidades da América Latina querem interromper a industrialização devastadora da Amazônia e substituí-la com energia solar,” disse Dan Baron.

Nuestra Gente apresenta Galileo de Bertold Brecht, destacando a arte da ciência e jovens mulheres como protagonistas do futuro (Lima).

Nuestra Gente apresenta Galileo de Bertold Brecht, destacando a arte da ciência e jovens mulheres como protagonistas do futuro (Lima).

“Ao longo de uma semana de troca criativa, reflexiva, ousada e profunda sobre os grandes desafios e riscos que o mundo está vivendo, os projetos com mais 20 anos de existência no continente, Nuestra Gente (Colômbia), Vichama (Peru), Pombas Urbanas (Brasil), Teatro de Escuta (Argentina) e Rios de Encontro decidiram em criar uma intervenção global nos Pedrais de Lourenção em novembro, e oferecer espetáculos e oficinas sobre como o teatro pode visibilizar injustiça, cicatrizar a primeira infância violentada e roubada, e proteger direitos humanos.”

Retrato dos projetos da Rede de Teatro Comunitario no III Encontro sobre Pedagogias Corporais, Performance, Política.

Retrato dos projetos da Rede de Teatro Comunitario no III Encontro sobre Pedagogias Corporais, Performance, Política.

Em Marabá, Manoela Souza (gestora cultural do Projeto) e Carol Souza (a Biblioteca Folhas da Vida) coordenaram o último diálogo virtual entre crianças sobre ’meu mundo’. “90 minutos de conversa animada,”, afirma Manoela, “a partir de pinturas que demonstram a inteligência de comunidades populares. É crime cotidiano, a aprisionar num modelo autoritário e competitivo de educação, sem recurso nenhum, que cerca a criatividade e consciência ecológica e reprova o aprendizado coletivo”. Miguel Castro, coordenador do projeto Art-Link em Connecticut, concorda. “Demonstrou o imenso potencial educativo e libertador da internet.”

Universitários dos EUA aprendem sobre Amazônia na Universidade Comunitária dos Rios.

Universitários dos EUA aprendem sobre Amazônia na Universidade Comunitária dos Rios.

Neste final da semana, pelo terceiro ano, Rios de Encontro recebeu estudantes universitários do EUA no seu Barracão de Cultura. Assistiram danças afro e contemporâneas da AfroMundi, percussão Afro-Indígena de Tambores da Liberdade, poesia de Folhas da Vida e vídeos do micro-projeto Rabetas Vídeos Coletivo. “Os visitantes ganharam um novo olhar sobre as artes como linguagens de pesquisa cultural e intervenção socioambiental,”, disse Lorena, da coordenação da AfroMundi, “e descobrirem que um bairro popular pode ser uma universidade. Produzimos cultura, sabedoria, alfabetização ecológica e comunidade!.”

Alunos do Canadá apresentam teatro infantil em defesa do meio ambiente em Lima. Vão colaborar no gestão do festival em novembro.

Alunos do Canadá apresentam teatro infantil em defesa do meio ambiente em Lima. Vão colaborar no gestão do festival em novembro.

“Em troca,”, conclui Dan, “ganhamos novos parceiros nacionais e internacionais para proteger a Amazônia e manter nossa própria independência nestes tempos de corrupção e incerteza. Mas como recipientes de um de seis prêmios do mundo inteiro do edital ‘Museum Connect’, vamos trocar nossa pedagogia artística com a rica pesquisa sobre Amazônia do Museu Goeldi em Belém e sobre jogos infantis no Museu Stepping Stones. Vai inspirar jovens artistas no mundo colaborar na criação de Rios de Criatividade em novembro, para apoiar Marabá diser ‘não’ a derrocagem dos Pedrais em 2018. No nosso Festival de Verão (24 de julho à 05 de agosto), vamos integrar nossos novos parceiros para estimular, não embriagar a energia criativa da comunidade, e cultivar a autoconfiança para proteger nosso futuro.”

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