Dança, percussão e música e poesia pela defesa do Lourenção, neste sábado, Cine Marrocos!

AfroMundi (Cine Marrocas)

Viva Lourenção Viva! Venha participar neste sábado às 19h30, numa noite de dança, percussão, vídeo, música e poesia dedicada à defesa dos Pedrais do Lourenção que protegem nosso Rio Tocantins, antes de embarcarmos para China e Nova Zelândia!

Viva Lourenção Viva! (02.04.16cor)

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AfroMundi lota e encanta o teatro do SESC – Belém

Camylla Alves, Lorena Melissa e João Paulo Souza apresentam 'Lágrimas Secas' no SESC Boulevard

Camylla Alves, Lorena Melissa e João Paulo Souza apresentam ‘Lágrimas Secas’ no SESC Boulevard

Na primeira noite no SESC Boulevard, diante uma platėia diversificada,  AfroMundi experimenta o poder de um auditório lotado.

Na primeira noite no SESC Boulevard, diante uma platėia diversificada, AfroMundi experimenta o poder de um auditório lotado.

Camylla Alves apres

Camylla Alves apres

Matéria que saiu no Jornal Correio Tocantins.

Matéria que saiu no Jornal Correio Tocantins.

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Venha assistir AfroMundi, Belém, 12 e 13 fevereiro!

AfroMundi LS (sesc-peq)AfroMundi NeC (sesc-peq)

 

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Join our creative network to preserve the Amazon for a sustainable future!

Mariana tries to rebirth a dead child ('Life-Source on Fire', Belem, 19 December 2015)

Mariana tries to rebirth a dead child (‘Life-Source on Fire’, Belem, 19 December 2015)

On 5 November 2015, the worst mining disaster in recorded human history assassinated the River Doce in Mariana, Minas Gerais. when a dam built and operated by the mining giants Samarco and Vale burst. The toxic debri has now reached the Atlantic ocean in north-eastern Brazil. The Amazon – lungs and saliva of the world – risks the same fate.

In solidarity with the people of Mariana and all communities affected by this human- ecological disaster and all similar disasters caused by the ‘development of greed’, and as a contribution to the global movement for solar energy, a living Amazon and a sustainable future, we created the dance-theatre ‘Life-Source on Fire’.

Here are 15 images from its opening on December 19, performed by the young dancer-choreographer Camylla Alves, conceived and directed by Dan Baron Cohen in collaboration with our Rivers of Meeting project, in the Brazilian Amazonian community of Cabelo Seco, Marabá, Pará.

1 Mariana returns to her community and recognizes nothing.

1 Mariana returns to her community and recognizes nothing.

2 She falls into a crack of memory on the boardwalk by the river and lives the rape of indigenous Amazonian Brazil.

2 She falls into a crack of memory on the boardwalk by the river and lives the rape of indigenous Amazonian Brazil.

3 Mariana lives the hidden female history of the Amazon and Brazil and begins to understand the present.

3 Mariana lives the hidden female history of the Amazon and Brazil and begins to understand the present.

4 She reaches for her Afro-descendent horizon, in vain.

4 She reaches for her Afro-descendent horizon, in vain.

5 Mariana plants seeds of healing, carried in her hair from Africa.

5 Mariana plants seeds of healing, carried in her hair from Africa.

6 She is called by Mother Earth to revive her roots.

6 She is called by Mother Earth to revive her roots.

7 But the drought interrupts her life-journey.

7 But the drought interrupts her life-journey.

8 Delirious, Mariana bathes herself in the toxic waste of a murdered river, for relief.

8 Delirious, Mariana bathes herself in the toxic waste of a murdered river, for relief.

9 Mariana is calmed.

9 Mariana is calmed.

10 Suddenly she hears an abandoned baby in the river.

10 Suddenly she hears an abandoned baby in the river.

11 Mariana discovers the child is dead.

11 Mariana discovers the child is dead.

12 She tries to rebirth the child.

12 She tries to rebirth the child.

13 Mariana is awakened by her mobile-phone and sees both the river and child are just dirty rags.

13 Mariana is awakened by her mobile-phone and sees both the river and child are just dirty rags.

14 She videos her dream-journey as an intervention.

14 She videos her dream-journey as an intervention.

15 Mariana asks the audience to share her clip.

15 Mariana asks the audience to share her clip.

The River Tocantins where we live and work has been damned to be transformed into an industrial highway in 2016, serving a new hydro-electric dam. Please write to us (danbaronmst@hotmail.com) or call (55-91-98847-0521) if you want to collaborate to protect a sustainable Amazon. See the attached video:

http://www.independent.co.uk/news/world/americas/brazil-faces-environmental-disaster-as-deadly-tide-of-orange-mud-bleeds-into-sea-following-dam-a6744256.html

Mariana tries to rebirth a dead child ('Life-Source on Fire', Belem, 19 December 2015)

Mariana tries to rebirth a dead child (‘Life-Source on Fire’, Belem, 19 December 2015)

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Criamos ‘Nascente em Chamas’ em solidariedade com os povos atingidos pelos assassinatos dos rios do Brasil

Mariana descobre que o futuro é morto, em 'Nascente em Chamas', Centur, Belém, Pará, dezembro 2015.

Camylla Alves interpreta o momento quando Mariana descobre que o futuro é morto, em ‘Nascente em Chamas’, Centur, Belém, Pará, dezembro 2015.

Leia mais sobre ‘Nascente em Chamas’, realizado pela Cia AfroMundi e Rios de Encontro no site http://www.riosdeencontro.wordpress.com.

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Encerramos 2015 com ‘Nascente em Chamas’ em solidariedade com Mariana

Mariana descobre que o futuro é morto, em 'Nascente em Chamas'.

Mariana descobre que o futuro é morto, em ‘Nascente em Chamas’.

No sábado, 19 de dezembro, a jovem dançarina-coreógrafa Camylla Alves, co-fundadora da Cia AfroMundi e do projeto sociocultural Rios de Encontro, estreiou o novo espetáulo de dança amazônico-contemporânea no palco da Praça do Artista, no Centur, em Belém, diante uma plateia de 240 artistas, gestores.

Mariana volta à Cabelo Seco em Marabá depois de uma década forá, incapaz de reconhecer seu bairro ribeirinho.

Mariana volta à Cabelo Seco em Marabá depois de uma década fora, incapaz de reconhecer seu bairro ribeirinho.

A equipe Camylla Alves, Dan Baron (diretor artístico) e Manoela Souza (gestora cultural), foi contemplada com o Prêmio ‘Projetos Artísticos 2015’, do Programa de Incentivo à Arte e à Cultura (SEIVA) da Fundação Cultural do Estado do Pará, para criar ‘Nascente em Chamas’ poucos dias antes do acontecimento da tragédia ecológica e social, mas é fruto de mais de seis meses de pesquisa sobre a relação entre a memória e a respiração da terra, e a seca atual, realizada em Cabelo Seco em 2015.

Mariana cai na memória viva numa rachadora na orla e vivencia o estrupo das mulheres indígenas que cultivou séculos de auto-ódio, vergônha, dessensibilização, cumplicidade e descuido na Amazônia e no Brasil.

Mariana cai na memória viva numa rachadura na orla e vivencia o estrupo das mulheres indígenas que cultivou séculos de auto-ódio, vergonha, dessensibilização, cumplicidade e descuido na Amazônia e no Brasil.

‘Nascente em Chamas’ dá continuidade a dois projetos colaborativos de pesquisa e criação nos últimos 05 anos, que culminaram em ‘Raízes e Antenas’ (2013) e ‘Lágrimas Secas’ (2014). No primeiro, uma jovem bailarina de repente escuta as vozes ameaçadas da Mãe Terra nas dobras de uma roupa tradicional abandonada, que dialogam com as suas raízes afro-descendentes adormecidas. No segundo, a vida evoluída ribeirinha está de repente chacoalhada violentamente por forças industriais. Tanto esta vida, como as lendas do rio pegam fogo, e tudo seca até a própria nascente.

Mariana vivencia a história feminina oculta da Amazônia e começa a entender a seca atual.

Mariana vivencia a história feminina oculta da Amazônia para entender a seca atual.

Nesta terceira colaboração, ‘Nascente em Chamas’, Camylla Alves e Dan Baron afirmam que ainda cercados por rios em chamas, temos tempo. Numa manhã escurecida, a dançarina Mariana volta às ruas onde se criou para se despedir de sua avó. Perdida no seu bairro ‘revitalizado’, ela desce à margem do Rio Tocantins, coberto de fumaça, lutando para respirar, para acertar seu caminho. Quando as margens pegam fogo, Mariana se refugia dentre do rio, criando uma personagem que vira alerta poético mundial.

A escrava Mariana se joga ao horizonte afro-descendente em vão.

Na rachadura, na sua chegada ao Brasil, a escrava Mariana se lança ao horizonte afro-descendente.

“Inspirada por artistas plásticos e cantoras africanas, e lendas indígenas amazônicas”, explicou Dan Baron depois da apresentação ao público em Belém, “Camylla se transforma em uma sobrevivente e contadora de histórias cega do futuro. Mas neste espetáculo, encontramos uma narrativa e linguagem de dança bem mais poéticas, capazes de relacionar a cicatrização do povo afro-descendente com a proteção dos rios amazônicos, ameaçados pelo modelo de desenvolvimento que causou a tragedia de Mariana. A Camylla mostrou uma coragem artística e profundidade de interpretação excepcional, que cativaram a platéia durante o solo inteiro.”

Mariana é chamada pela Mãe Terra para se reconhecer.

Mariana é chamada pela Mãe Terra para se reconhecer.

“Me sinto super-realizada”, disse Camylla, depois da apresentação, “sabendo que estamos levando nossa cultura amazônica e contemporânea à capital. Me desafiou muito, mas quando me cobri com argila, coberta de lama, me transformando em rio entoxicado e sobrevivente dando luz para resgatar o futuro morto, senti o poder da dança de sensibilizar, explicar e motivar! Agora, queremos levar ‘Lágrimas Secas’ e ‘Nascente em Chamas’ à Altamira e Santarém, escutar histórias das comunidades ribeirinhas que estão sofrendo Belo Monte, e logo em seguida, apresentar o novo espetáulo aqui em Marabá. Temos que revitalizar os debates aqui!”.

Mariana planta sementes de cicatrização.

Mariana planta sementes de cicatrização.

Mariana dramatiza a seca para um clip de intervenção que ela vivenciou na beira do Rio Tocantins.

Mariana vivencia a seca na beira do Rio Tocantins.

Delirando em busca de água, Mariana se banha na lama de um rio assassinado, para escapar a violência da seca.

Delirando em busca de água, Mariana se banha na lama de um rio assassinado, para escapar a violência da seca.

Ainda deliriando, Mariana puxa e agarra o rio para salvar a vida de um nenê abandonado.

Ainda delirando, Mariana puxa e agarra o rio para salvar a vida de um nenê abandonado.

Mariana renasce o nenê morto na beira do rio.

Mariana renasce o nenê morto na beira do rio.

Mariana percebe acorda e percebe que o rio e o nenê são tecido, e decide transformar sua viagem em intervenção poéica.

Mariana acorda e percebe que o rio e o nenê são apenas um tecido, e decide transformar sua viagem em intervenção poéica.

Maria transforma o selfie em clip de intervenção e oferece seu celular à plateia no final de 'Nascente em Chamas'.

Maria transforma o selfie em clip de intervenção e oferece seu celular à plateia no final de ‘Nascente em Chamas’.

Camylla Alves e Dan Baron vão levar ‘Nascente em Chamas’ à Nova Zelândia e Hong Kong já nos primeiros meses de 2016, para lançar o tema do novo ano ‘Redes de Criatividade’

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Beleza Amazônica 2015 encerra lotando a pracinha de Cabelo Seco

Viídeo, dança e percussão se destacam na pracinha do IV Festival Beleza Amazônica

Viídeo, dança e percussão se destacam na pracinha do IV Festival Beleza Amazônica

O projeto eco-cultural Rios de Encontro encerra a terceira semana de seu IV Festival Beleza Amazônica no Rio de Janeiro, levando o grito ‘Não me Mata: Sou Amazônia’ de Cabelo Seco a “Emergências: Fórum da Rede de Cultura Viva, organizado pelo Ministério da Cultura. Esta intervenção em defeza da vida das crianças, jovens e nascentes de Amazônia, internacionaliza uma celebração que culminou com dois novos eventos, uma noite de dança Amazônico-Contemporânea numa balsa dentro do Rio Tocantins, e uma Festa das Artes que destacou uma segunda geração das artistas do Projeto.

AfroMundi Mirim vira a segunda geração de artistas surgindo do projeto Rios de Encontro

AfroMundi Mirim vira a segunda geração de artistas surgindo do projeto Rios de Encontro

“Estou participando no encontro Emergências,” explica Manoela Souza, gestora cultural do projeto Rios de Encontro, convidada pelo Ministério como representante do único projeto da Amazônia, contemplado como rede nacional, “para sensibilizar gestores, governantes e artistas do Brasil inteiro sobre a tragedia acontecendo na Amazônia. Neste ano da Mariana, optamos em explicitar a chacina de jovens e dos nascentes acontecendo aqui na região, através de dança, percussão e vídeo. Nosso poema ‘De Mariana à Marabá’ já está impactando no encontro, e serve como convite para participantes da América Latina irem a Rios de Criatividade, nosso V Festival Beleza Amazônica em 2016.”

Percussionistas 'Tambores da Liberdade' transformam sete anos de colaboração nas Latinhas de Quintal em pesquisa e apresentação nacional

Percussionistas ‘Tambores da Liberdade’ transformam sete anos de colaboração nas Latinhas de Quintal em pesquisa e apresentação nacional

O festival iniciou com trocas artísticas no quartel do IV Batalhão da Polícia Militar, finale de uma bicicletada que levou 70 crianças e jovens para criar laços de solidariedade com soldados, em busca de um novo projeto de segurança. Dança Afro apresentadada pela Cia AfroMundi e AfroMundi Mirim para uma plateia de 180 celebrantes de Consciência Negra na Orla, foi re-apresentada diante um público de 240 alunos no Plínio Pinheiro, escola parceira. A escola recebeu os espetáculos ‘Deixa Nosso Rio Passar’ e ‘Lágrimas Secas’ ainda na primeira semana, aplaudidos por 140 alunos e professores. A mesma dança infantil embelezou uma roda de leitura realizada pela biblioteca Folhas da Vida, e uma noite de Cine Coruja aberta, no PAC, no Barão, um canto abandonado de Cabelo Seco, incentivando mais de 90 crianças e adolescentes se lêem através de outras culturas.

Duas gerações das Latinhas de Quintal se retratam no final do Festival Beleza Amazonica 2015

Duas gerações das Latinhas de Quintal se retratam no final do Festival Beleza Amazonica 2015

Entre rodas e oficinas, a segunda semana realizou dois grandes eventos, produzidos por jovens que tem sete anos no projeto. “Seis de nos demos entrevistas francas e sérias na rádio e televisão”, disse Évany Valente (16 anos), co-coordenadora da Bici-Rádio Solar . “Acreitamos em energia solar, mas quando transformamos a balsa em palco dentro do Rio Tocantins, sentimos capaz de criar o inédito! Senti o mesmo sentimento, quando ensaiamos com a segunda geração das ‘Latinhas de Quntal’ e com a AfroMundo Mirim!”.

A noite de dança atraiu um público de 170 pessoas, avisadas que estavam sendo filmados pela RBA e para um vídeo que será postado no YouTube e Facebook no início do 2016. “Esta dupla celebração de nascentes infantil e ribeirinho”, disse Zequinha Sousa, mestre de cultura popular e co-fundador do Rios de Encontro, “cujos futuros estão sendo ameaçados pela devastação da Amazônia, é uma idéia completamente nova. O jornalista da TV-RBA entendeu que este evento era uma noite de formação, principalmente para os participantes. Vai alcançar centenas de milhares de pessoas e familias, via as redes sociais.”

A festa das artes integrou quase 200 moradores e colaboradores na pracinha de Cabelo Seco numa noite que celebrou todas as realizações do ano, compartilhando à comunidade a criação das bicicletadas, a viagem aos Estados Unidos e colaborações nas escolas.

“Muitos projetos culturais e comunitáios no Brasil fecharam suas portas em 2015”, anota Manoela Souza no Rio. “Estou com eles agora no forúm Emergências. Nos ampliamos o número de micro-projetos, todos coordenados por 7 dos 12 bolsistas que levamos à New York. O recurso dos prêmios que ganhamos ainda não entrou e precisavamos adiar ou mudar a scala de alguns eventos no festival. Mas 2016 será um ano de muitas colaborações. Jovens artistas do mundo criarão intervenções ineditas com nossos jovens, a distância e aqui, numa Rede de Criatividade idealizada para proteger os Pedrais de Lourenção. Marabá virará cidade de diálogo eco-cultural global!”

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